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Batismo

Que ato está associado com a crença do evangelho? A Bíblia diz em Marcos 16:15-16 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” 
Quando as pessoas sentiram uma convicção no dia do Pentecoste, que lhes disse Pedro que elas teríam que fazer? A Bíblia diz em Atos 2:38 “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.” 
Que representa o batismo? A Bíblia diz em Atos 22:16 “Agora por que te demoras? Levanta-te, batiza-te e lava os teus pecados, invocando o seu nome.” 
De acordo com as Escrituras, quantos batismo há? A Bíblia diz em Efésios 4:5 “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” 
Como se descreve este batismo? A Bíblia diz em Romanos 6:2-7 “De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado.” 
Que aconteceu quando Jesus foi batizado? A Bíblia diz em Mateus 3:16-17 “Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” 
Em que nome são batizados os crentes? A Bíblia diz em Mateus 28:19 “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” 
Como e onde Felipe batizou o eunuco convertido? A Bíblia diz em Atos 8:36-39 “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? [E disse Felipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.] Mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e Filipe o batizou. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que jubiloso seguia o seu caminho.” 
Quais são os requisitos prévios para o batismo? A Bíblia diz em Atos 8:12 “Mas, quando creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e do nome de Jesus, batizavam-se homens e mulheres.”

Batismo

O Batismo


Batismo é o anúncio público de uma experiência pessoal. É um ato cristão de obediência e um testemunho público do desejo do crente de se identificar com Cristo e segui-lo. Jesus nos deu seu exemplo e ordenou o ensino sobre o batismo. João Batista batizou Jesus no Rio Jordão, deixando-nos o exemplo para fazer o mesmo como uma afirmação pública da nossa fé. Da mesma forma, Jesus mandou que seus discípulos batizassem outros crentes (Mateus 28:19).
O batismo é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. O crente deixa para trás a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo. É símbolo de salvação - não um requisito para a vida eterna. Entretanto, como um ato de obediência, também não é opcional para os cristãos. O batismo indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos.

O BATISMO DE JOÃO
Batismo significa mergulhar ou imergir. Um grupo de palavras diversas podem ser usadas para significar um rito religioso para um ritual de limpeza. No Novo Testamento, se tornou o rito de iniciação na comunidade cristã e era interpretado como morte e nascimento em Cristo.
João, o Batista, pregava o "batismo de arrependimento para o perdão dos pecados" (Lucas 3:3). Todos os evangelistas concordam sobre isso (Mateus 3:6-10; Marcos 1:4-5; Lucas 3:3-14). Reconhecemos o batismo como símbolo do nosso redirecionamento na vida. Nós nos arrependemos de nossa velha maneira de viver em pecado e desobediência. Mudamos a rota e damos uma nova partida.
As origens do batismo de João são difíceis de traçar. Possui semelhanças e diferenças em relação a obrigações e exigências feitas pelos judeus aos pagãos novos convertidos, tais como o estudo da Torá, circuncisão e o ritual do banho para expiar todas as impurezas do passado gentio.

A prática do batismo de João tinha os seguintes resultados:
1. Era intimamente relacionado com arrependimento radical, não somente dos judeus, mas também dos gentios.
2. Indicava claramente ser preparado para o Messias, que batizaria com o Espírito Santo e traria o batismo de fogo (Mateus 3:11).
3. Simbolizava purificação moral e assim preparava as pessoas para a vinda do reino de Deus (Mateus 3:2; Lucas 3:7-14).
4. A despeito da óbvia conexão entre o cerimonial de João e a igreja primitiva, o batismo realmente desapareceu do ministério direto de Jesus.

De início, Jesus permitiu que seus discípulos continuassem o ritual (João 3:22), porém mais tarde aparentemente ele descontinuou essa prática (João 4:1-3), provavelmente pelas seguintes razões:
1. A mensagem de João era funcional, enquanto a de Jesus era pessoal.
2. João antecipou a vinda do reino de Deus, enquanto Jesus anunciou que o Reino já havia chegado.
3. O rito de João era uma passagem intermediária até o ministério de Jesus.

O BATISMO DE JESUS
Este fato marcou o início do ministério de Jesus. Alguns estudiosos discutem o fato de João Batista, ter batizado Jesus. Entretanto, o propósito e significado do batismo de Jesus permanecem controversos. João Batista proclamava que o reino dos céus estava próximo e o que o povo de Deus deveria se preparar para a chegada do Senhor através da renovação da fé em Deus. Para João, isso significava arrependimento, confissão de pecados e prática do bem. Assim sendo, por que Jesus foi batizado? Se Jesus não era pecador, como o Novo Testamento proclama (II Coríntios 5:21; Hebreus 4:15; I Pedro 2:22), por que se submeteu ao batismo de arrependimento para perdão dos pecados? Os Evangelhos respondem.

O EVANGELHO DE MATEUS
O relato de Mateus sobre o batismo de Jesus é mais detalhado do que o de Marcos. Começa destacando a relutância de João Batista em batizar Jesus (Mateus 3:14), que foi persuadido somente depois de Jesus lhe ter explicado: "Deixa por enquanto, porque assim nos convém cumprir toda a justiça." (Mateus 3:15). Embora o significado pleno dessas palavras seja impreciso, elas pelo menos sugerem que o batismo de Jesus era necessário para cumprir a vontade de Deus.
Tanto no Velho como no Novo Testamento (Salmo 98:2-3; Romanos 1:17) a justiça de Deus é vista como a salvação Dele para o Seu povo. Por isso o Messias pode ser chamado de "O Senhor é nossa justiça" (Jeremias 23:6, Isaías 11:1-5). Jesus disse a João Batista que seu batismo era necessário para fazer a vontade de Deus em trazer a salvação sobre seu povo. Assim a declaração do Pai no batismo de Jesus é apresentada na forma de uma declaração pública. Enfatizava que Jesus era o servo ungido de Deus pronto para iniciar seu ministério, trazendo a salvação do Senhor.

O EVANGELHO DE MARCOS
Marcos apresenta o batismo de Jesus como uma preparação necessária para seu período de tentação e ministério. Em seu batismo Jesus recebeu a aprovação do Pai e a unção do Espírito Santo (Marcos 1:9-11). A ênfase de Marcos na relação especial de Jesus com o Pai, - "Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo"(Marcos 1:11) - aproxima duas importantes referências do Velho Testamento.
A messianidade de Jesus é apresentada de uma maneira totalmente nova, na qual o Messias reinante (Salmo 2:7) é também o Servo Sofredor do Senhor (Isaías 42:1). A crença popular judaica esperava um Messias reinante que estabeleceria o reino de Deus, não um Messias que sofreria pelo povo. No pensamento dos judeus a chegada do reino dos céus estava também associada com ouvir a voz de Deus e com a dádiva do Espírito de Deus.

O EVANGELHO DE LUCAS
Lucas menciona rapidamente o batismo de Jesus, colocando-o em paralelo ao batismo de outros que se referiram a João Batista (Lucas 3:21-22). Ao contrário de Mateus, Lucas coloca a genealogia de Jesus depois de seu batismo e antes do início de seu ministério. O paralelo com Moisés, cuja genealogia ocorre logo antes do início de seu trabalho (Êxodo 6:14-25), não é mera coincidência. Provavelmente pretendeu-se ilustrar o papel de Jesus ao trazer livramento (salvação) ao povo de Deus assim como Moisés fez no Velho Testamento. Em seu batismo, na descida do Espírito Santo sobre si, Jesus estava apto a desempenhar a missão para a qual Deus O havia chamado. Em seguida a sua tentação (Lucas 4:1-13), Jesus entrou na sinagoga e declarou que havia sido ungido pelo Espírito para proclamar as boas novas (Lucas 4:16-21). Que o Espírito se fez presente no Seu batismo para ungi-lo (Atos 10:37-38).
Em seu relato, Lucas tentou identificar Jesus com as pessoas comuns. Isso é visto no berço da história (com Jesus nascido num estábulo e visitado por humildes pastores, Lucas 2: 8-20) e através da genealogia (enfatizando a relação de Jesus com toda a humanidade, Lucas 3:38) logo depois do batismo. Assim, Lucas via o batismo como o primeiro passo de Jesus para se identificar com aqueles que Ele veio salvar. Somente alguém que era semelhante a nós poderia se colocar em nosso lugar como nosso substituto para ser punido com morte pelo pecado. Jesus se identificou conosco a fim de mostrar Seu amor por nós.
No Velho Testamento o Messias era sempre inseparável do povo que representava (veja Jeremias 30:21 e Ezequiel 45-46). Embora o "servo" em Isaías seja algumas vezes visto de maneira conjunta (Isaías 44:1) e outras vezes como indivíduo (Isaías 53:3), ele é sempre visto como o representante do povo de Deus (Isaías 49:5-26), assim como o servo do Senhor. Evidentemente Lucas, bem como Marcos e Mateus, estava tentando mostrar que Jesus, como representante divino do povo, tinha se identificado com ele no batismo.

O EVANGELHO DE JOÃO
O quarto Evangelho não diz que Jesus foi batizado, mas que João Batista viu o Espírito descendo sobre Jesus (João 1:32-34). O relato enfatiza que Jesus foi a João Batista durante seu ministério de pregação e batismo; João Batista reconheceu que Jesus era o Cristo, que o Espírito de Deus estava sobre Ele e que era o Filho de Deus. João Batista também reconheceu que Jesus, batizava com o Espírito Santo, ao contrário de si mesmo (João 1: 29-36). João Batista descreveu Jesus como o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29). O paralelo do Velho Testamento mais próximo desta afirmação se encontra na passagem do "servo do Senhor" (Isaías 53: 6-7). É possível que "Cordeiro de Deus" seja uma tradução alternativa da expressão aramaica "servo de Deus".
A idéia de Jesus como aquele que tira os pecados das pessoas é obviamente o foco do quarto Evangelho. Seu escritor sugere que João Batista entendeu que Jesus era o representante prometido e salvador do povo.

AS CONCLUSÕES DOS EVANGELHOS
Nos quatro Evangelhos está claro que o Espírito Santo veio sobre Jesus no seu batismo para capacitá-lo a fazer a obra de Deus. Os quatro escritores reconheceram que Jesus foi ungido por Deus para cumprir sua missão de trazer salvação ao mundo. Essas idéias são a chave para o entendimento do batismo de Jesus. Naquela ocasião no início de seu ministério, Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para ser o mediador entre Deus e o seu povo. No seu batismo Jesus foi identificado como aquele que carregaria os pecados das pessoas; Jesus foi batizado para se identificar com o povo pecador. Da mesma forma, nós somos batizados para nos identificarmos com o ato de obediência de Jesus. Seguimos seu exemplo fazendo uma pública confissão do nosso comprometimento com a vontade de Deus.

Atenciosamente,
 
Fabiano de Sousa
 
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O Batismo e a Aliança

Para que possamos entender inteiramente a Doutrina do Batismo, a mesma deve ser vista como parte integral do plano único da Salvação, traçado pelo Senhor Jeová. Logo, devemos primeiramente colocar o batismo dentro da moldura da Aliança. Nesta conexão, notamos como o N.T. encontra no batismo paralelos fundamentais com as três maiores administrações do pacto do Antigo Testamento.




a) Pacto Noaico: - O paralelo com o pacto noaico é salientado em 1 Pedro 3.18-22. As águas do dilúvio afogaram os ímpios, enquanto, que Noé e sua família, seguros na arca, foram postos num mundo novo. Assim como a obediência de Noé às instruções de Jeová, no tocante ao dilúvio, foi um testemunho da sua fé antes do dilúvio, assim também ao passar pelas águas do batismo é um testemunho alusivo à nossa fé, como meio de salvação em Cristo Jesus; Fé esta que tínhamos antes de sermos batizados (compare o vs. 20 com o vs. 21). O dilúvio foi o tipo; o batismo foi o antítipo. A arca foi o tipo; e Cristo é o antítipo. O batismo, portanto, representa para nós o estabelecimento do novo pacto e de nossa entrada pessoal nos benefícios da Nova Aliança.



b) Pacto Abraâmico:- O paralelo com o pacto abraâmico se centraliza na circuncisão. Há duas linhas de ensino no Novo Testamento.



a.b) A significação espiritual da circuncisão: Paulo diz que esta é uma circuncisão não feita por mão (Col 2.11). No A.T., a circuncisão era o sinal de que o israelita estava em relacionamento pactual com Jeová (Gên 17.11). Simbolizava a remoção ou separação do pecado e tudo quanto era imundo. Assim o cristão verdadeiro, segundo a Nova Aliança, passou por uma «circuncisão espiritual», a saber; o despojar do corpo da carne (despojar da natureza carnal). Trata-se de um ato espiritual, mediante o qual Cristo remove nossa velha criação, irregenerada e rebelde, e nos comunica a vida espiritual o ressurrecta de Cristo (Col 2.12-13); é uma circuncisão do coração (Deut 10.16; 30.6; Jer 4.4; 9.26; Rom 2.29).



b b) O que a circuncisão era no pacto com Abraão é o batismo para o verdadeiro cristão: Isso é indicado pelo uso da palavra “selo”, onde em Romanos 4.11, a circuncisão é chamada de «selo da justiça da fé». A relação entre a circuncisão e o batismo, é deixada explicada em Colossenses 2.11,12. Os crentes em Cristo desfrutam da realidade da qual a circuncisão era a figura do batismo em água. Essa realidade é denominada «a circuncisão de Cristo»; ela é espiritual, não por intermédio de mãos; produz um efeito completo, pois trata do «despojamento do corpo da carne» (despojar da natureza carnal); e teve lugar por meio do batismo espiritual, mediante o qual os crentes em Cristo são levados a um contato vital com a morte e ressurreição de Cristo, pessoalmente apropriado mediante a fé no poder de Deus, simbolizado pelo batismo em água. Por conseguinte, a circuncisão era um rito de iniciação de que o israelita estava em relacionamento pactual com Yahweh, de modo que o batismo em água é o símbolo da entrada para o Novo Pacto. Assim, uma vez mais, o batismo aparece na entrada da Aliança, e isso é ensinado a fim exibir a unidade do modo de Jeová tratar com os Seus Pactos. De acordo com o ensino de Paulo, o batismo toma o lugar da circuncisão na Nova Aliança (Col 2.11,12). Vede o artigo sobre «A Circuncisão e o Batismo em Água».



c) Pacto Mosaico:- O paralelo com o pacto mosaico ocorre em 1 Coríntios 10. O que Paulo aceita de forma subentendida é que antigo pacto possuía paralelos aos do novo, quanto às ordenanças. A Ceia do Senhor Jesus foi prefigurada no comer do Maná e no beber da Rocha (v.4), e batismo foi prefigurado na Nuvem no mar. O batismo israelita simboliza a separação: A passagem pelo mar separou-os dos egípcios; a Nuvem separou-os para Yahweh.



Pedro apresenta o batismo como o escape do verdadeiro cristão do julgamento e a transição do mesmo para o Reino de Cristo. Paulo ligando-o com a circuncisão, mostrou que o batismo é a entrada do desfrutamento dos poderes do Novo Século. É claro que não se depende do sinal externo, mas, deve haver uma «vida de obediência».



O símbolo (batismo) aponta atrás, para os poderosos atos de Nosso Salvador Jesus Cristo, e aponta para frente, para uma vida de fé obediente. Na Aliança única de Jeová, agora finalmente expressa, o batismo em água, como símbolo, cumpre tudo o que era simbolizado pelas anteriores ministrações iniciatórias.



O Batismo de João



João Batista, em virtude de sua ascendência, poderia ter exercido o sacerdócio no Santo Templo, mas sentiu que outra era a sua vocação. Na verdade, desde o seu nascimento, João foi comissionado para ser o profeta do Altíssimo, o último do grupo dos profetas da Antiga Aliança (Mat 11.13; Luc 7.26-28), ou seja, mais do que um profeta, João teve como missão sublime ser o precursor do tão esperado Messias. Como precursor, a sua obra era de promover o reavivamento espiritual de Israel, e assim, preparar a nação à vinda do Messias (Isa 40.3; Mal 3.1; 4.5-6; Luc 1.16-17). Esteve nos desertos em preparação até o dia em que se mostrou a Israel (Luc 1.89).



Aproximadamente no ano 27 d.C. (no ano 15 de Tibério César – Luc 3.1) veio a Palavra de Yahweh a João para que desse início ao seu ministério e, assim, João começou a percorrer o deserto da Judéia, ao redor do Jordão, pregando o «batismo de arrependimento», para o perdão dos pecados (Luc 3.2,3). João não tão somente pregava o batismo de arrependimento, mas também batizava os arrependidos. Por causa do seu ministério de batizador, isto é, por batizar com água, é que recebeu o cognome de «Batista».







João sabia que o problema dos judeus é que já se consideravam membros do Reino dos Céus, e, portanto, achavam desnecessário se preparar para a próxima fase. Já eram israelitas de nascimento. Abraão era seu pai. Eram filhos da Aliança. João, por conseguinte, viu-se obrigado a praticamente, excomungar a nação hebréia. Em primeiro lugar, denuncia-lhe os pecados e, em seguida, a convida a entrar pela porta do arrependimento (Mat 3.7-10). João censurava os fariseus por dependerem da sua nacionalidade, como garantia da sua salvação (Luc 3.7,8). O arrependimento era um elemento comum a todos os batismos pelos judeus aos prosélitos que faziam (isto é, estes deveriam ser indivíduos arrependidos). A expressão «reino dos céus» deixara a nação judaica emocionada, mas a expressão «arrependei-vos» não teve muito efeito. A maioria dos judeus considerava o Reino apenas do ponto de vista político, e não espiritual. «Arrepender dos nossos pecados?» Nada disso! Somos descendentes de Abraão e nada há de errado conosco (João 8.33). Sabiam que eram servos dos romanos, mas não aceitavam e não sabiam que eram servos do pecado (João 8.34).



Os judeus estavam familiarizados com as abluções cerimoniais. Era uma nação de sacerdotes (Êx 19.6); tinham muito contato com o Templo de Yahweh, qualquer impureza excluía-os do Santuário. O caminho da restauração passava pelo oferecimento de sacrifícios e pela lavagem em água. Quando um gentio, por exemplo, resolvia deixar o paganismo para obedecer a Lei de Moisés, somente seria aceito na comunidade israelita por um rito de iniciação; a circuncisão, o batismo ou a imersão em água, significando já estar limpo de todas as poluições pagãs.



João impunha este tipo de batismo para reforçar sua mensagem de que a verdadeira espiritualidade não depende do legalismo e nem da identificação com alguma nacionalidade. Requerendo um batismo condicionado à conversão a um novo caminho. Evidentemente João, ao exigir a submissão ao batismo, colocava os judeus no mesmo nível dos pagãos; declarava-os impuros e necessitados de arrependimento (Mat 3.2,7-12). O que dizer de Nicodemos que já se julgava dentro do Reino? Foi necessário o Senhor Jesus dizer-lhe que, apesar de ser um estudioso da Lei e dos profetas, necessitava passar por uma renovação espiritual, precisava nascer de novo (João 3.5-9).







Embora se inspirasse nos batismos precedentes (conforme já citados), o batismo de João distinguia-se, por «quatro traços» importantes, que são como se segue:



1. Tinha um caráter já não ritual, mas moral; «Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo» (Mat 3.2). O batismo de João era praticamente um sinal exterior do arrependimento do pecado confessado pela pessoa batizada (Mat 3.6,8,11; Luc 3.10-14).



2. Não se repetia o que lhe dava o caráter de iniciação. O batismo de João era um rito inteiramente preparatório e simbólico, que tinha o intuito de despertar os homens para a necessidade de arrependimento, a fim de que viessem a receber corretamente ao Messias e ao seu Reino.



3. Tinha caráter escatológico, introduzindo o batizado no grupo dos que professavam uma esfera diligente do Messias, que estava para vir, e que constituíam, por antecipação, a Sua comunidade (Mat 3.2,11; João 1.19-34). O movimento de João Batista não era apenas o rompimento com um antigo sistema, também era um palco onde teria início um novo sistema, fundamentado sobre Jesus Cristo. Sem dúvida, João tinha consciência de que algo de extraordinário estava acontecendo, e que um povo precisava ser preparado para isso. João predisse de alguém que viria após dele mesmo, que batizaria com Espírito Santo e com fogo; e assim aconteceu um notável avanço no reino de Deus (João 1.26,27). A Sua eficácia era real, mas não sacramental, pois que dependia do julgamento divino, que assim estava para vir na Pessoa do Messias, cujo o trigo (os que aceitassem o Evangelho – os batizados com Espírito Santo) seria recolhido no celeiro (Celestial) e a palha (os que rejeitassem o Evangelho – os batizados com Fogo) seria queimada num fogo inextinguível. Portanto, dependia da atitude de cada um, acolhimento ou resistência e rejeição do Evangelho de Jesus Cristo (Mat 3.10-13).



4. Era uma iniciação que preparava para o Batismo Cristão que começou a ser realizado depois da ascensão de Jesus Cristo, precisamente em Pentecoste. Estritamente falando, o batismo de João, não era cristão, pois na verdade o batismo de João não era realizado por imersão, mas pelo derramamento de água sobre o indivíduo. O batismo cristão simboliza principalmente a nossa união com Cristo, em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rom 6.3,4). Os motivos pelos quais João batizava nada tinham a ver com as dos judeus, porque estava iniciando um novo movimento religioso, que eventualmente proveu o núcleo para a emergente Igreja cristã. Contudo, podemos estar certos de que a maioria dos discípulos de João não foi rebatizada quando começaram a seguir a Cristo, mas aqueles não tinham tomado conhecimento da vinda do Messias e sua obra, foram rebatizados como uma instrução no verdadeiro discipulado cristão, conforme se vê em Atos 19.1-7. É claro que, o simbolismo do Batismo Cristão, contém muitas outras realidades espirituais, «símbolo da nossa união com Cristo», «da aceitação da Salvação», etc. Vede sobre --> «Significados do Batismo».







A Bíblia não informa se João e Jesus se conheciam antes, mas é verdade que João Batista diz em João 1.31, «Eu mesmo não o conhecia...». João era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (Luc 1.15-25). Era aparentado de Jesus, talvez primo (Luc 1.36). A palavra usada não indica qual a relação definida de parentesco. Provavelmente levavam vidas separadas: Jesus, em Nazaré; e, João no deserto da Judéia. Sabemos porém que, quando Jesus se apresentou para o batismo, João sentiu imediatamente a presença dAquele que não tinha quaisquer pecados a confessar-se. Como João recusasse a batizá-lo, Jesus assim aquietou seus protestos: «Deixa por enquanto, porque convém cumprir toda a justiça» (Mateus 3.13-15).



Consideremos as seguintes razões do Batismo de Jesus:



1) Para cumprir toda a justiça (v.15). Tendo João a princípio se recusado a batizá-lo, Jesus teve que explicar que era necessário «cumprir toda a justiça», pois, como Messias, viera sob a Lei (Gál 4.4). Portanto, teria de dar exemplo de plena obediência à Lei diante da nação israelita. Certamente este é o significado dessas palavras. Na verdade o maior cumprimento desta justiça tem em vista a sua impecabilidade. Ainda temos muitas coisas a aprender acerca de toda a justiça.



2) Para se identificar com os pecadores. Embora Jesus não precisasse do arrependimento de pecado (1 Ped 2.24), no entanto, foi batizado como nosso representante, assim também como nosso representante foi crucificado. Há uma delicada sugestão no fato de Jesus ter-se identificado com a humanidade pecadora: «E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus» (Luc 3.21). «Aquele que não conheceu pecado ele o fez pecado por nós; para que fôssemos feitos justiça de Deus» (2 Cor 5.21).



3) Para publicamente confirmar e anunciar Seu Ministério. O batismo de Jesus marca a unção e a sua aprovação da parte do Pai. Tal como os sacerdotes do A.T., isso aprovou o ministério de Jesus, à semelhança daqueles sacerdotes (Êx 29.4-7). No rito do batismo há um aspecto que depende do batizando, e que indica que ele está abandonando a velha vida e entrando em nova vida. Jesus estava fazendo exatamente isso, e talvez quisesse demonstrar esse fato. A despeito de não ter uma vida pecaminosa para abandonar, estava realmente iniciando uma nova vida, com uma missão específica, sob o poder e a orientação do Espírito Santo (Marc 1.12).



Ao ser batizado, Jesus ingressa em nova época em Sua vida; dá início ao Seu Ministério Público. Não há registro algum, de que Ele tivesse curado ou pregado antes desse período. Estava em Nazaré, esperando a hora marcada. Assim como o batismo que Ele mesmo instituiria, marca a separação entre a velha e nova vida (o batismo cristão), o batismo que lhe ministrou João, assinalou-lhe o término da vida particular e o início do Seu Ministério Público.



4) Para endossar a autoridade de João. Ao ser batizado por João, Jesus queria endossar, também pelo exemplo, ser o Ministério de João proveniente do Céu (Mat 21.25). Jesus estava demonstrando que reconhecia a autoridade e missão de João Batista.

Batismo Cristão

A palavra grega para «Batismo» é baptisma, que se deriva do verbo baptizõ, que etimologicamente significa «imersão», ato de imergir, mergulhar Assim sendo, a palavra Batismo, compreende-se a «imersão» a «submersão» e a «emersão». Isto explica a prática neotestamentária para o batismo (Atos 2.38,39), e a realidade do sepultamento e ressurgimento com Cristo Jesus (Rom 6.4). Ver mais sobre o Modo do Batismo Cristão.




Embora a expressão batismo aparece pela primeira vez na Bíblia ao ser anunciado por João, isto é, o Batismo de João, no entanto, existiam na verdade, alguns ritos batismais já antes do Cristianismo e de João Batista, inclusive entre algumas religiões pagãs e comunidade judaica (o batismo dos ‘prosélitos’, pessoas convertidas ao judaísmo e dos essênios), como símbolo da purificação e da renovação.



Antes do Ministério Público de Jesus, João Batista enfatizava um “batismo de arrependimento”, àqueles que desejassem entrar no prometido Reino de Deus. A despeito de algumas semelhanças com esses vários batismos, o significado bem como o propósito do batismo cristão vai muito além, não se compara.



O Batismo em Água – A Segunda Ordenança de Jesus à Sua Igreja



O Batismo em Água foi a segunda ordenança dada por Jesus, isto é, depois da Ceia do Senhor Jesus (Mat 28.19). A ordenança do batismo em água tem feito parte da prática cristã, desde Pentecostes. Era o rito que acompanhava à pregação do Evangelho (Atos 2.38).



Convém salientarmos, que o batismo em água não é simplesmente um costume observado pela Igreja de Cristo e nem tão somente uma idéia ou ordem de cunho totalmente apostólico. Porém, à sua observância e prática, obedece à ordem expressada pelo próprio Senhor Jesus (Mat 28.19). A observância do batismo foi a segunda ordenança dada por Jesus, a primeira foi a Santa Ceia, na noite em que foi traído (Luc 22.19,20).



De acordo com o livro de Atos, o batismo fazia parte da evangelização dos apóstolos (como já dissemos), de tal modo que é impossível dissociar o batismo da proclamação do Evangelho. O Batismo em água estava tão intimamente ligado com o cristianismo do primeiro século, que é «praticamente impossível a idéia de um cristão não batizado» no Novo Testamento. A Igreja do primeiro século levava a sério a questão sobre o batismo em água. Será que não devemos fazer o mesmo. Será que também não devemos levar a sério esta questão? Tudo é questão de conhecermos e compreendermos o valor do batismo dentro da esfera do Cristianismo.

Quem deve ser batizado?

Esta tem sido uma questão que tem levantado muitas controvérsias, na história do Cristianismo. Deve a Igreja de Cristo batizar os bebês e filhos pequenos, ou somente os que crêem, ou seja, os que de modo consciente e racional podem fazer a decisão de aceitar Jesus Cristo como Salvador?




O batismo infantil tem sido argumentado desde os dias dos primeiros pais da Igreja. Argumento a favor e contra esta prática. Enquanto, que Orígenes (c. 185-245 d.C.) defendia o batismo infantil, ao mesmo tempo Tertuliano (c. 160-220 d.C.) era contra este tipo de batismo. Disse Tertuliano: «Por que, a idade da inocência se apressa para obter a remissão dos pecados?» Disse ele ainda: «Deixe, portanto, que venham depois de mais crescidos, e então poderão aprender a ser ensinado quando devem vir, deixe-os tornar-se cristãos quando tiverem a capacidade de conhecer a Cristo».



A prática do batismo infantil remonta-se aos tempos medievais. Os praticantes do batismo de crianças justificam esta prática por três argumentos principais, que são:



Primeiro: Argumenta que o batismo de crianças na Nova Aliança equipara a circuncisão da Antiga Aliança, sugerindo assim, como um «rito de iniciação» na comunidade pactual dos cristãos, o qual concede aos batizados todos os direitos e bênçãos das promessas da Nova Aliança.



Segundo: Este tipo de argumento busca base bíblica, refere-se aos batismos de famílias descritas na Bíblia. Por exemplo, «a casa de Lídia» (Atos 16.15); «a casa do carcereiro de Filipos»(Atos 16.33) e «a casa de Estéfanas» (1 Cor 1.16). Dizem que pelo menos que em alguma dessas casas (famílias) incluíam-se crianças pequenas entre os batizados.



Terceiro: O pecado original é o argumento freqüentemente empregado. Infere-se ao pecado hereditário. Argumentam-se que a criança nasce com culpa e precisa do perdão, quem vem por meio do batismo.



Antes de respondermos a cada um destes argumentos, afirmamos categoricamente que eles não passam de conjecturas e de modos usados para deturpar a realidade do batismo cristão.



Respondendo o primeiro Argumento:- Quando dizemos que o batismo em água tomou o lugar da circuncisão na Nova Aliança, expressamos isso por duas principais razões: (1) Como a circuncisão era um rito de iniciação para o ingresso do circuncidado à comunidade judaica no Antigo Pacto, assim é de modo semelhante, o batismo em água na Nova Aliança; que significa o ingresso do batizado à comunidade cristã, o qual também simboliza o ingresso (sendo o batismo espiritual a realidade) do batizado no Corpo de Cristo. (2) Ambos são sinais externos.



Com exceção destes dois aspectos que identificam a circuncisão com o batismo em água, existem entre ambos uma grande diferença. O batismo está acima da circuncisão em todos os pormenores, esta é realmente uma razão inquestionável. Por exemplo, a circuncisão era um rito exclusivo para os varões, enquanto, que o rito do batismo se estende também às mulheres (Atos 8.12). Para mais detalhes vede sobre o Batismo em Água e a Circuncisão. Todos os direitos e bênçãos da promessa da Nova Aliança, não operam “automaticamente” no batismo. O batismo sem ser precedido da conversão à Cristo, sem uma «pura fé» no Sacrifício de Jesus Cristo, é «praticamente inútil e sem nenhum valor», ou seja, uma pessoa precisa primeiramente estar batizada no batismo espiritual (vede). Confira abaixo:



Respondendo o segundo Argumento:- Não há nenhum fundamento sólido, ou ainda alguma alusão apontando que entre os batizados da casa de Lídia, da casa do carcereiro de Filipos e da casa de Estéfanas, estivessem incluídas crianças pequenas. Na verdade nem poderia ter acontecido isso! A palavra «casa» no N.T., não incluía somente o pai de família, a sua esposa, filhos, mas também diversos dependentes, tais como servos, empregados, e até mesmo «clientes» (isto é, libertos ou amigos) que voluntariamente preferiam juntar-se à casa por causa de benefícios mútuos (At 10.24). Daí subentende-se perfeitamente que foram batizados todos aqueles que tiveram condições de «crer» em Jesus Cristo e de «se arrepender» de seus pecados. Por exemplo, os da casa do carcereiro de Filipos, Lucas disse que eles «creram e se alegraram» (At 16.34). Porventura, uma criancinha ou uma criança pequena poderá se alegrar por haver «crido» em Jesus Cristo? Como se observa, a «fé» era uma das maiores virtudes ensinada pelo apóstolo Paulo (Rom 1.8; 3.28; 5.1; 12.3; 14.23; Gál 2.16; 3.7,11,26-27; 5.6,22; Efés 1.15; 2.8; 6.16; Col 1.4; 2.12). Então, como iria Paulo permitir e até mesmo batizar crianças? Ele disse em seu ensino aos Colossenses: «Tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos» (2.12; itálico nosso). Não aceitamos e não cremos no batismo infantil, com base nestas citadas famílias. O batismo somente pode ser conferido a pessoas convertidas a Cristo, arrependidas de seus pecados, portanto, que tiveram «fé» em Cristo e no seu Sacrifício. Logo, uma criança pequena não teria jamais condições de se corresponder a estas exigências bíblicas para o batismo.



Respondendo o terceiro Argumento:- Embora que os nossos atos pecaminosos são os resultados naturais da nossa natureza caída, conhecida como pecado original (Salmo 51.5; Rom 3.23; 5.12; Efésios 2.3). Todavia, estes atos pecaminosos, ditos naturais, não significa que uma criança está condenada, de modo algum, desde que esteja no período da inocência; não se pode condenar um inocente, mas sim um culpado. O que se revela em uma criança, é a tendência para o mal, é uma tendência de nascimento (pois aprendemos pela experiência, que uma criança se declina tão facilmente para as coisas más do que para as coisas boas, isto é uma tendência de todo ser humano); sendo que a partir do momento em que ela tiver condições de «crer» no Sacrifício de Jesus Cristo, daí será preciso aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador, para não ser condenada, só assim é que deverá ser batizada.



Jesus repreendeu os Seus discípulos dizendo: «Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus [é o mesmo que a vida eterna]» (Mat 19.14). «Em verdade vos digo: Quem não receber o Reino de Deus [ou Reino dos Céus] como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele» (Marc 10.15 cf. vs.16; Luc 18.15-17). Por outro lado, o batismo não é um rito «mágico», que perdoa pecados, como argumentam os defensores do batismo infantil. O batismo infantil é um tipo de ilusionismo inventado por eles e para eles. Já falamos muitas vezes e tornamos a repetir, que o batismo em água, sem o «arrependimento dos pecados que resulta na conversão» da pessoa a Cristo, por meio da fé nEle, é totalmente vão, fútil e insignificante. Jesus não ordenou o batismo em água à Sua Igreja com o propósito de perdoar pecado. Quem perdoa pecado é Jesus Cristo, através do Seu Sacrifício Expiatório, apropriado pela fé (Gál 1.3,4; 3.22; Heb 9.4,28; 10.12; 1 Ped 1.18,19; 3.18; 1 João 1.7,9; 2.12; 3.5 etc.). O perdão de nossos pecados somente é alcançado, depois de o havermos confessados a Jesus Cristo (Sal 3.1-5; Prov 28.13; 1 João 1.9). Por acaso, pode uma criança pequena, consciente-mente confessar os seus pecados a Jesus Cristo? Sendo assim, a idéia de que a criança recebe o perdão de seus pecados através do batismo, sem a experiência do «arrependimento e da conversão a Jesus», é uma manobra astuciosa e má, que tenta «desvalorizar», «desacreditar», «blafesmar» e «anular» o Santo, Eficaz e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Convém ainda salientar de que, o batismo cristão, praticado pela Igreja de Jesus, no primeiro século, era por «imersão» e «não por derramamento» e «nem por aspersão»; vede o artigo sobre «O Modo do Batismo Cristão». Afinal, que diferença há entre uma criança batizada e uma não batizada?



Não podemos nos esquecer que o batismo em água é a nossa participação na morte, sepultamento e ressurreição de Jesus, isto é, simbolicamente o batismo leva a efeito essa nossa participação (Rom 6.3-11).



O batismo não poder ser administrado a uma pessoa não convertida, pois, Jesus ordenou que seus discípulos fizessem discípulos e os batizassem. Nunca os ensinou a batizarem infantes ou não convertidos (Mat 28.19). Tudo isto está bem claro em todos os exemplos bíblicos nos quais registramos abaixo:



Os quase três mil batizados em Pentecostes: Mostra-nos que o batismo em água seguiu-se à pregação e à conversão dos ouvintes; «Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados» (Atos 2.38, cf. v42).



Os convertidos de Samaria: Foram somente batizados depois que «creram» nas palavras de Filipe que lhes pregava a Cristo, isto é, depois de convertidos (Atos 8.5-13).



O eunuco etíope: Após ouvir a pregação de Filipe a respeito de Jesus Cristo que, acarretou no arrependimento e conversão do eunuco, o mesmo disse a Filipe: «Eis aqui água, que impede que eu seja batizado?» (Atos 8.36). «E mandou parar o carro e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou (v. 38)».



Saulo de Tarso: Foi batizado após o terceiro dia da sua conversão (Atos 9.3-18).



Cornélio e os seus: Foram batizados somente depois de ouvirem a Palavra de Cristo e também depois do recebimento do Dom do Espírito Santo, confirmando que haviam convertidos a Jesus Cristo (Atos 10.36-48).



Lídia e sua casa: Foram batizados depois da «decisão de fé». O Senhor Jesus lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia, isto é, evangelho de Cristo (Atos 16.14, cf. vv.13,15).



O carcereiro de Filipos e os seus receberam o batismo após «crerem» em Jesus Cristo (Atos 19.30-33).



Alguns de Éfeso: Assim que creram no Senhor Jesus é que foram batizados (Atos 19.2-5).



Muitos dos Coríntios, ouvindo a Paulo, criam e eram batizados (Atos 18.8).



Os exemplos que acabamos de citar, provam cabalmente de que o batismo nas águas somente poderá ser ministrado a uma pessoa realmente «convertida» a Cristo. Atualmente existe um seguimento religioso que têm por hábitos batizar pessoas sem exigir delas o arrependimento. O método sempre consiste em explorar os sentimentos das pessoas; que se batizam porque sentiram desejo, vontade, como se o batismo fosse um impulso do sentimento, do desejo e da vontade do indivíduo. Para tal seguimento, o batismo em água está «alienado do arrependimento», da «salvação» em Jesus Cristo caracterizado mediante uma fé viva no Sacrifício Vicário de Jesus. Quem não «crê» (inclui aceitar a Jesus Cristo como Salvador pessoal e obediência contínua em Seus mandamentos) já está condenado, porquanto, não «crê no nome de Jesus Cristo» (João 3.16-21). Por isso, batizar alguém sem exigir dele o arrependimento, que resulta na conversão e no batismo espiritual, é muita falta de responsabilidade e desconsideração para com a verdade.



Outra questão a ser enfocada é esta; qual é a idade mínima para o batismo? Como uma criança pequena não pode ser batizada (conforme já visto), há uma idade limite (embora haja um pouco de diferença de uma criança para outra) onde o período da inocência se acaba. Por isso, a idade propícia que se adequada com os padrões divinos, outorgada pelo Senhor Jesus é «a partir dos 12 anos» (Lc 2.42), este é o período da «maturidade». A partir dos 12 anos de idade o menino ou a menina pode ser batizado(a), desde que se tenha arrependido(a) de seus pecados, nascido de novo (Atos 2.38). Mesmo os filhos de pais convertidos ao Senhor Jesus Cristo (que tenham passado pela experiência do batismo), precisam também se converter ao Senhor Jesus, ao completar os 12 anos idade; para daí poderem batizar-se. Apesar de serem “santos” como ensinou Paulo (1 Cor 7.14), todavia, isto não significa que estarão «isentos» de uma futura confissão pessoal de seus pecados, pelo contrário, a confissão dos pecados pessoais (e o abandono deles), é ato necessário para a salvação (Prov 28.13; 1 João 1.9). Em outras palavras, os filhos somente serão santos no período da inocência, ou seja, até os 12 anos de idade. Verdadeiramente a santidade dos filhos é um preparo intelectual, moral e espiritual que promove o desenvolvimento da criança para a futura conversão. É preciso que estes pais ensinem desde cedo os seus filhos a seguirem o Caminho da Verdade (Prov 22.6, João 14.6). É notável que segundo o ensino de Paulo, os filhos são «santos», não em decorrente do batismo infantil ou até mesmo porque foram apresentados nos púlpitos (como fazem erroneamente alguns, dizendo ainda que estão seguindo o exemplo de Jesus; estes precisam saber por que é que Jesus foi apresentado no Templo Luc 2.22-24), mas do convívio com o pai e (ou) mãe convertido(s), pela influência direta do Espírito Santo (1 Cor 7.14).



Em suma; o batismo em água somente pode e deve ser administrado a pessoas que tenham realmente convertidas, que tenham recebido o batismo espiritual, e que tenham consciência da necessidade e importância do batismo no plano salvífico. Além disso, o batismo só pode ser administrado a alguém que tenha 12 anos idade, ou mais (At 2.38; 10.48; Rom 6.3-11; Col 2.12). E assim, o batismo era administrado aos novos convertidos que podiam fazer uma «profissão inteligente de fé» no Senhor Jesus Cristo (Atos 8.36,38). Essa profissão de fé deve ser estendida a uma profissão «eterna de fidelidade» e obediência aos mandamentos de Jesus (Mat 10.22; Apoc 2.10). Por fim, não se pode batizar alguém que não esteja comprometido com a Causa de Cristo e principalmente com Cristo. Para se batizar é preciso estar «...em Cristo» (2 Cor 5.17), e não fora ou distante de Cristo. Pois o batismo está reservado a pessoas convertidas.

Batismo espiritual


Em Romanos 6.3 e ss., Paulo fala da nossa identificação com Cristo na sua morte, sepultamento e ressurreição, efetuado pelo batismo em Cristo. Porém, o batismo aqui referido, não é essencialmente o batismo em água, como alguns entendem, embora isso também seja realidade, antes está em foco o «batismo espiritual». O batismo em água, também está aqui representado, como símbolo do batismo espiritual. O Batismo espiritual é a realidade, e o batismo em água é o símbolo dessa realidade. Mas, não é por isso que vamos desprezar o batismo em água. Pois ele tem valor e propósito nessa realidade, no que tange ao "Batismo espiritual". Temos que respeitar o valor e a posição em que ocupa o batismo em água no evangelho. Não podemos dar a ele um valor excessivo, para não sufocarmos a realidade do qual é símbolo, isto é, que por traz do batismo simbólico existe o batismo espiritual, sendo este a essência da nossa identificação com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição. Por outro lado, não podemos desprezá-lo, para que não venhamos a estar desobedecendo à ordem de Cristo (Mat 28. 19). Furtar do batismo em água a sua posição, no plano redentivo, é pregar e viver outro evangelho. Pois o batismo em água e a Ceia do Senhor Jesus, ainda que sejam símbolos, no entanto, não são símbolos vazios, por traz de tudo isso existe algo espiritual e místico e, por isso devem ser levados a sério.



Voltando ao Batismo Espiritual, o qual o batismo em água é símbolo, é necessário sabermos em que consiste este batismo. Acerca disso o Dr R.N.Champlin em seu NTI (Vol 3, pág 665-667) sabiamente mostra-nos, em uma explicação bem detalhada a respeito do batismo espiritual. Vamos transcrever algumas notas sobre este significado, quanto a mais detalhes, o leitor dever consultar a referida Obra .



«1. Sua definição básica. O Batismo espiritual é a «coisa simbolizada» pelo «sinal» do Batismo em água. É a participação mística de tudo quanto está envolvido na morte e ressurreição de Cristo. Envolve o processo de «espiritualização» do Espírito Santo, dentro do que, antes de tudo, ele transforma as nossas naturezas morais, para que venhamos a participar da vitória de Cristo sobre o pecado; e, em segundo lugar, é aquela transformação básica que nos leva a participar, de maneira bem literal, na própria de vida e natureza de Cristo. De modo, tudo quanto a ressurreição e a glorificação de Cristo indicam e podem efetuar potencialmente, é conferido aos remidos.



2. A fim de sermos ajudados em nossa compreensão sobre o «Batismo espiritual», notemos os «níveis de conceito do batismo»:



a. O batismo real, tal como a circuncisão verdadeira, é a operação feita sobre a alma, nada tendo a ver com o corpo. É aquilo que o Espírito Santo faz à alma e em benefício dela – identificando-a com Cristo, em sua morte e ressurreição. Já que o batismo místico começa na fé e na conversão, as operações antecedem o sinal simbólico, e existem separadamente do mesmo. O «sinal» se cumpre no batismo em água, não a fim de pôr em processo o movimento do batismo espiritual, mas a fim de declarar pública e particularmente, que Cristo é agora o Senhor da vida daquela pessoa, e que o batismo espiritual haverá de prosseguir sem quaisquer obstáculos. Esse conceito geral do batismo concede-nos a «mentalidade necessária» para aprendermos o sentido do «batismo espiritual».



3. Prosseguindo agora, armados de uma descrição específica do que está envolvido no «batismo espiritual», salientamos que, antes de tudo, isso envolve a participação em tudo quanto é salientado na morte de Cristo, porquanto «fomos sepultados com ele»



a. Tudo quanto está envolvido na expiação no sangue de Cristo, entra aqui em foco. Trata-se da correta posição «forense» em Cristo, mediante um decreto divino; mas também é a operação da santidade em nós, de tal maneira que a «correta posição» se torna real na experiência do crente. Portanto, envolve a «justificação» (Rom 3.24,28) e a «santificação» (1 Tess 4.3). Por meio da morte de Cristo vêm os meios de santificação (1 João 1.9).



b. A morte de Cristo destruiu parcialmente, como um fato real e presente, embora tenha destruído completamente, em sentido potencial, os poderes do reino de Satanás, que são os poderes da maldade (Col 3.15). Portanto, participamos dessa bênção.



c. A morte de Cristo destruiu o poder da lei sobre nós, como uma autoridade condensadora (Rom 8.2; Col 2.14).



d. A morte de Cristo proporciona-nos os meios da comunhão positiva com o Senhor Deus [Yahweh], o que conduz à santidade e à correta posição diante dele, por causa daquilo que somos, e não meramente por causa daquilo que Deus declara forensicamente em nosso favor (Col 1.20-22).



e. Os «meios» ou o «modus operandi», que torna real para nós, tudo quanto está envolvido na morte de Cristo, são a presença habitadora e o poder transformador do Espírito Santo. Isto significa que aquilo que é dito aqui foi exposto para mostrar que a morte de Cristo é muito mais que um mero «motivo» para vivermos em santidade. Certamente, com base na gratidão pelo amor de Deus, haveremos de «esforçar-nos na direção da santidade». Antes, o Espírito Santo, que em nós vem habitar, transforma a nossa natureza moral, levando-nos a ser santos, a vivermos vitoriosamente sobre o pecado. Ele é a tábua da lei, escrita sobre o coração (2Cor 3.3). Ele é o meio espiritual da santificação (2Tes 2.13). Ele é a força que nos propicia a própria natureza de Cristo, e, portanto, todas as sua vitórias e a sua própria glória (2Cor 3.18). Dizemos a mesma coisa, de maneira bem simples, podemos afirmar que ele faz com que deixamos de ser o que somos, e começa a tornar-nos semelhantes a Cristo. Finalmente, ele duplica em nós a própria natureza de Cristo, moral e metafisicamente. A morte separa a nossa relação com o mundo; e assim também, a morte «com Cristo» põe fim a nossa lealdade ao sistema deste mundo, porquanto ficamos mortos para o mesmo.



4. Mas o batismo espiritual também tem aspectos positivos – é a participação na vida ressurrecta de Cristo. Somos soerguidos a uma vida nova, e nossa lealdade se centraliza, então, nos lugares celestiais.



a. Trata-se de algo de moral. (Ver Colossenses 3.1 e ss.). Moralmente chegamos a participar dos próprios atributos e das perfeições de Deus (Mat 5.48 e Heb 12.14), conforme estão investidos em Cristo (ver Gálatas 5.22,23). O Espírito Santo também é o agente desse processo (2Cor 3.18). Se participarmos dos atributos morais de Cristo, só poderemos fazê-lo participando da natureza moral de Jesus Cristo. O Espírito está duplicando Cristo em nós, pois somos filhos de Deus que estão sendo conduzidos à glória (Hb 2.10). Essa duplicação deve ser de natureza moral, pois somente a própria retidão divina, compartilhada pelos remidos, poderá habitar nos céus (Rom 3.25).



b. Mas é algo mais que moral; é algo metafísico. Chegamos a participar da própria natureza metafísica de Cristo (Rm 8.29). A potencialidade dessa participação é infinita, pelo que o processo será contínuo e eterno. Seremos cheios «de toda plenitude de Deus» (ver Efésios 3.19 e Col 2.10), tal como o próprio Cristo. Isso indica a participação na «natureza divina», de maneira perfeitamente real, e não apenas figurada (2 Pedro 1.4).



c. O «batismo espiritual», pois, ensina-nos que devemos participar da vida de Cristo.



d. A vida ressurrecta, por conseguinte, envolve a transformação moral, um viver segundo os «valores celestes», um viver conforme a inspiração celeste, já que a vida ressurrecta é a modalidade de vida que existe nas esferas celestiais. Todavia, a vida ressurrecta é, igualmente, a atual espiritualização da alma humana, e não apenas aquela imensa glorificação que ocorrerá nos mundos eternos. E tudo isso é operação do Espírito Santo, mediante seu contacto direto com a alma remida, ou seja, trata-se de um processo místico.»



Quando alguém realmente se converte a Cristo, ocorre o batismo espiritual, o qual o convertido se identifica com Cristo, na morte, sepultamento e ressurreição. E nisso se tem o processo da espiritualização da alma do remido, conforme visto acima. Paulo disse: «Se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já se passaram; eis que se fizeram novas» (2Cor 5.17). A questão agora é uma nova vida no Espírito. No ponto de vista de Paulo, retratado em Romanos 6.3, agora emerge claramente, que o crente em Cristo não pode ter negócios com o pecado, porque na ordem da vida à qual ele agora pertence, o pecado não existe; ele morreu para o pecado e o pecado foi crucificado para ele: «E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências» (Gálatas 5.25). As coisas antigas que já se passaram, foram estas mencionadas na passagem que acabamos de citar, que resumidamente é o pecado.



É totalmente impossível que uma determinada pessoa que diz estar em Cristo, mas continua vivendo aquela velha vida de pecado, pois se alguém está em Cristo nova criatura é. Veja em Romanos 6.1-14. Ao ler atentamente estas passagens, o leitor irmão, encontrará muitas e muitas verdades espirituais para a sua vida. Lembrando que demos apenas um resumo acerca do batismo espiritual.



Portanto, o «batismo espiritual» consiste na nossa imersão mística na natureza de Cristo, de modo que estamos sendo espiritualizado, estamos nos tornando uma nova criatura (processo contínuo), «...somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito» (2Cor 3.18). É justamente através do batismo espiritual que temos uma união genuína e real com Cristo, não uma união simbólica ou física, mas espiritual e mística (real). Aí é que entra o batismo em água, o qual simboliza essa nossa identificação com Cristo, isto é, o batismo espiritual é a realidade da nossa união com Cristo na sua morte, sepultamento e ressurreição, e o batismo em água é o símbolo dessa realidade. No batismo em água, o remido testifica publicamente, o seu rompimento com a velha vida, com a vida do mundo presente, a terrena, e que agora assumiu uma nova vida, uma vida em Cristo Jesus. Verifica-se em nossos dias que alguns dão um valor excessivo e, outros quase que totalmente desprezam o batismo em água. Mas de tudo isso o que realmente se vê é que ninguém diz absolutamente nada sobre o "batismo espiritual". Verdadeiramente, nunca se quer ouvi uma única alusão sobre o batismo espiritual. Somente aprendi acerca deste batismo quando o Espírito Santo começou a me mostrar as realidades espirituais, o que realmente ver a ser a nossa união com Cristo, isto é, o que significa a expressão "está em Cristo" tão amplamente usada pelo apóstolo Paulo (ver II Cor 5.17).



Quando comecei a falar pela primeira vez acerca do batismo espiritual, segundo a sabedoria celestial, muitos crentes com algumas décadas de fé, ficaram perplexos diante de tal realidade, pois em toda a sua vida nunca tinham se quer ouvido falar sobre esse glorioso ensino, nem sabiam que tal realidade existia. Continuamente ouvimos alguém confessar a sua ignorância passada acerca do batismo espiritual. E nós ainda ficamos cada mais perplexos e animados diante daquilo que o Espírito Santo desvenda aos poucos. Através do pouco que graciosamente temos recebido do Espírito Santo e transmitido as pessoas, notamos que a igreja não tem recebido o ensino verdadeiramente espiritual, o ensino mais espiritual que se prega, não passa apenas de superficialidade. Temos ouvido muitos a dizer-nos: "por que é que eles (os líderes, pastores ...) não ensinam acerca daquilo que vocês estão nos ensinando?" A resposta é simples: Não é ensinado porque a liderança não está realmente preocupada com o que é do Espírito Santo, a Bíblia não é honestamente ensinada, dá-se mais atenção aos dízimos e ofertas. Para muitos, a verdadeira espiritualidade é demonstrada através do fato de ser dizimista, ainda que os seus pensamentos e ações sejam imorais e desprovidos de qualquer senso de espiritualidade. A verdadeira espiritualidade não pode de modo ser evidenciada e comprovada só porque alguém é legalista. Em breve estaremos abordando o ensino sobre o "dizimo" e daí trataremos sobre os assuntos que envolvem tal doutrina. Isso faremos de acordo com a vontade do Espírito Santo, pois esta obra provém dEle é dEle!

O batismo e a circincisão

A circuncisão era um sinal exterior, um sinal da carne, posto em todos os descendentes masculinos de Abraão, a fim de ficar como memorial da Aliança que Jeová assim estabeleceu com Seu povo. Vede sobre Circuncisão e Pureza Cerimonial



De um modo geral, o batismo em água, está relacionado com a circuncisão dos judeus, mas, ao compararmos os seus pormenores, é possível notar o contraste que existe entre ambos; veja alguns abaixo:



1. A circuncisão era um rito observado somente pelos “homens”. Enquanto, que a circuncisão era um rito observado somente pelos homens (Gên 17.9-13), o batismo em água assume um caráter diferente, ele é extensivo e, abrange tanto os ‘homens’ como também as ‘mulheres’. Para se cumprir a ordem de Cristo, como símbolo da incorporação no Corpo de Cristo, tanto os homens quanto as mulheres, precisam ser batizados nas águas (Atos 8.12).



2. A circuncisão era administrada a partir do “oitavo dia” do nascimento do menino. Todo o menino hebreu era circuncidado ao oitavo dia do nascimento (Gên 17.12; Lev 12.3), ao passo que, para a Igreja de Jesus Cristo, o batismo em água não pode ser administrado a um infante, de modo algum. Agora, se tiver a idade de 12 anos ou mais, pode sim ser batizado, contudo, que se obedeça aos requisitos descritos abaixo:



3. A circuncisão não exigia “fé” daqueles que se submetiam a este rito. A circuncisão não exigia “fé” do indivíduo (veja acima). Assim os estrangeiros que quisessem participar das bênçãos do concerto entre Jeová e os israelitas, era preciso somente ser circuncidados, sem precisamente a exigência da fé (Gên 17.12,13; Êx 12.43-48). Diferentemente da circuncisão, o batismo em água, somente deve ser administrado a indivíduos convertidos a Cristo, que tenham realmente se convertidos, arrependidos de seus pecados (Atos 2.38). Além disso, o batismo requer «fé» da pessoa convertida, daquelas que assumiram o compromisso de fidelidade e, obediência aos mandamentos do Senhor Jesus e, outrossim, o batismo só pode ser administrado àquele que sabe bem o que faz ou deve fazer (Marc 1.15; João 3.18; Atos 2.38; 8.22; 16.30-33; 26.18; Rom 10.19 etc.). Portanto, batizar infantes, ou qualquer um que esteja inconsciente dos seus deveres para com Jesus Cristo e para com a Sua Palavra, é uma atitude antibíblica (Atos 2.38; 8.12; 9.19 etc.).



A circuncisão era tão fundamental e de grande importância para os judeus, que aquele que não fosse circuncidado era «eliminado do seu povo», fora do concerto e de todos os seus benefícios (Gên 17.14). Ser «...eliminado [extirpado] do seu povo», não significa tão somente ser «expulso», mas também, na maioria dos casos, isto significava a morte do tal transgressor, como juízo por haver ignorado e desprezado a Aliança de Jeová; «...quebrou a minha Aliança». Para o verdadeiro cristão, o batismo em água é tão importante e fundamental para a sua vida, que recusá-lo, ignorá-lo e fazer pouco caso dele, é o mesmo que desprezar o Santo Sacrifício de Jesus Cristo, ficando assim, fora da Nova Aliança (Lucas 22.20). O Batismo em Água é um dos “pilares” do cristianismo, por isso já dissemos que é praticamente impossível a idéia de um convertido não batizado no N.T., isto porque os primeiros cristãos levavam a sério à ordem de Cristo, concernente ao batismo e urgência de se identificar com o novo movimento, o cristianismo. Muitos argumentam que se o batismo em água fosse tão necessário e importante para a Igreja de Cristo, então, o malfeitor arrependido na cruz, teria que ser batizado para que assim fosse salvo por Cristo (Luc 22.40-43). Este é um assunto de fácil explicação e, não há nenhuma justificativa para tal argumento. O Batismo cristão realizado «em nome de Jesus Cristo», começou a ser praticado somente a partir de Pentecostes (Atos 2.38), até então, o batismo praticado era o de João Batista, sendo assim, o malfeitor salvo, pertence ao mesmo grupo de João Batista. O Batismo Cristão somente entrou em vigor, depois da morte e ressurreição de Jesus Cristo, pois ele simboliza estes acontecimentos (Rom 6.3-11). Foi após a descida do Espírito Santo em Pentecostes que o Cristianismo começou a se despontar como uma religião distinta do judaísmo, e daí sim, surgiu a necessidade de se fazer o batismo cristão (Atos 2.38).

Simbolismo do batismo

Para muitos o batismo em água é visto como sendo não mais do que um simples dever de todo Cristão. Para estes batizar-se, significa obedecer ao mandamento e exemplo de Jesus. De acordo com os registros bíblicos, o batismo em água era considerado de máxima importância para a Igreja Primitiva. A julgar pelo livro de Atos, era administrada logo após a conversão da pessoa. Isto era natural, porque Jesus ordenara como um dos ritos distintos da Sua Igreja. O batismo em água é um ato de obediência à ordem de Cristo para que fôssemos batizados, bem como uma declaração do intuito de sermos seus discípulos (Mat 28.19; João 15.14).




Para a maioria das pessoas, ser batizada em água significa; "ter o direito de participar da Santa Ceia", isto é verdade. Mas muitos, no entanto, precisam saber por que é que somente depois do batismo em água é que se deve participar da Santa Ceia.



O Batismo em água não é somente o símbolo da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ainda há um profundo significado por trás disso. Tem uma abrangência espiritual muito fundamental para a nossa salvação e, é também de caráter sagrado (Atos 2.38; Rom 6.3; Col 2.12). O batismo em água não é em si a nossa salvação, mas tem a ver com a nossa salvação, está ligado de modo íntimo com a nossa salvação (veja 1 Pedro 3.21). Não podemos desprezar o batismo em água a ponto de considerá-lo insignificante; se foi de máxima importância para a Igreja de Cristo, no primeiro século, e o próprio Jesus não desprezou o batismo de João, que considerou como cumprimento de toda a justiça; e como faríamos nós? Filipe ensinou o Evangelho de Cristo ao eunuco etíope e, não se esqueceu e nem menosprezou o batismo em água, ensinou a sua importância e o seu valor, de maneira que o eunuco sentiu a sua necessidade e «creu» no batismo, de modo que na primeira água que encontraram, ele não resistiu, quis batizar-se e foi batizado por Filipe (Atos 8.36,38).



É preciso considerar que, o Batismo somente é válido quando precedido do arrependimento dos pecados e da conversão da pessoa ao Senhor Jesus (Atos 2.38), da «fé» em Cristo e na importância do Batismo. Ser batizado sem fé, com um coração duvidoso, não crendo nos propósitos e nas importâncias do Batismo, é pecar contra Jesus Cristo. Por sinal a Bíblia diz: «E tudo o que não provém da fé é pecado» (Rom 14.23). Em outra parte diz: «Ora sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele, que se aproxima de Deus, creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam» (Heb 11.6). Nada podemos fazer para a nossa salvação se não tivermos fé em Jesus Cristo como Nosso Salvador. Então, a verdadeira fé é indispensável para o Batismo em água. Não se pode ir batizando alguém sem que este demonstre a devida fé em Jesus Cristo e no batismo. Vede sobre «A Quem deve ser Administrado o Batismo em Água»? Em suma, o batismo em água somente tem valor para alguém que já tenha recebido o "batismo espiritual". O batismo espiritual engloba tudo aquilo que temos dito no início do presente parágrafo. Convidamos ao amado leitor para consultar a página sobre o «batismo espiritual», ali há uma grande instrução que enriquece a nossa alma.



O Batismo Cristão é dividido em duas partes principais, que são: 1) O caráter simbólico e, 2) A fórmula batismal.



1. O simbolismo manifesto pelo batismo é bastante profundo, e, engloba vários propósitos:



1.1. O batismo é um rito de iniciação: O batismo é um rito de iniciação, assim como a circuncisão era para os israelitas, denotando o ingresso do recém-convertido à comunidade cristã, especificamente como símbolo da nossa incorporação no Corpo de Cristo. Vede O Batismo e a Aliança.



1.2. Testemunho público do nosso arrependimento e da conversão a Jesus Cristo: Essa a é idéia essencial do cristianismo primitivo, assim também era essencialmente o batismo de João, Atos 2.38 mostra-nos isso. Sendo assim, o batismo é um ato de obediência, o qual visa, especificamente, mostrar ao mundo que o batizando assumiu uma nova lealdade. O compromisso feito é que agora Jesus é o Senhor de sua vida, que agora viverá para a santidade, cultivando a mentalidade espiritual, porquanto ele morreu para o mundo, a esfera de sua antiga mentalidade. Por isso é no batismo em água, perante os olhos de todos, é que demonstramos o arrependimento dos nossos pecados e do recebimento de Jesus Cristo como Nosso Salvador pessoal. É verdade que o arrependimento e a conversão precedem o batismo. O batismo representa um arrependimento já ocorrido (Atos 2.38). O arrependimento nasce no interior da pessoa, sendo representado pelo exterior. Portanto, para batizada a pessoa precisa fazer uma profissão de fé em Cristo. Não se batiza uma pessoa que não esteja realmente convertida a Jesus Cristo (Atos 8.36-38). O Batismo Espiritual (vede) tem que preceder o Batismo em Água.



1.3. Testemunho público de que temos aceitado o Sacrifício Eficaz de Cristo: O batismo em água é o testemunho público de que temos crido e aceitado os atos Redentores de Nosso Senhor Jesus Cristo. O batismo é a nossa resposta positiva de tudo o que Jesus fez por nós (Jo 3.16-21,36; Ef 5.2; Tito 2.14; Heb 9.26; 1 Ped 3.18; 1 Jo 3.16). No batismo, reafirmamos a história Redentora de Jesus Cristo, testificando publicamente a sua eterna eficácia. Não se pode batizar que «não crê» no Sacrifício Eterno e Eficaz de Jesus. É preciso verdadeiramente «crer» que o Santo Sacrifício de Cristo foi Total, Eficaz e Eterno, que assim é testificado publicamente no batismo em água (João 3.16-21,36). Não é «crendo intelectualmente», mas é «crer no íntimo», ou seja, alma da pessoa é quem deve crer, o homem essencial, somente esta crença é legítima. Quando passamos a crer dessa maneira, há uma grande mudança em nossas vidas (2 Cor 5.17). O batismo é também um testemunho externo da operação do Espírito Santo, um testemunho prestado perante aos homens de que tal pessoa é agora um seguidor de Cristo, que proclama a sua fé no Senhor Jesus e em sua graça salvadora.



1.4. Simboliza a nossa identificação e união com Cristo, na Sua morte, sepultamento e ressurreição: Esta é uma das principais importâncias representadas pelo batismo. O ensino de Paulo sobre a importância do batismo é bastante salientado nas suas epístolas, principalmente quando se refere a nossa identificação com Cristo. Não há como fugir desta realidade. Paulo equipara o batismo em Romanos 6, como nossa rejeição do pecado e da dedicação a Cristo. Ele disse: «Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós em novidade de vida. Porque se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição» (Rom 6.2-5). De acordo como os ensinamentos do apóstolo, o batismo em água simboliza profundamente, a nossa «identificação» e «união» com Cristo na Sua morte-imersão, sepultamento-submersão e ressurreição-emersão. No batismo, o recém-convertido testifica que estava em Cristo, quando Ele morreu, que foi sepultado com Ele e ressuscitou para uma nova vida nEle.



No batismo, significa que o recém-convertido morreu para o velho modo de viver, da vida de pecado e rebeldia, para o início de uma nova vida em Cristo, mediante a redenção, chamada por Paulo de «Novidade de Vida» (Rom 6.3,4,7,10-12; Col 2.12,13; 3.8-14). Mediante a morte de Cristo, o velho homem do salvo é crucificado, e o corpo do pecado é destruído; outrossim, o crente em Cristo, no batismo, se professa morto para o pecado e para o mundo, e o batismo é uma obrigação que é imposta a fim de se viver para a retidão. Por isso, o batismo, inclui o compromisso “vitalício” de se virar às costas ao mundo e tudo quanto é mau (Rom 6.6,11-14), e comprometer a viver uma nova vida no Espírito, que demonstre os padrões divinos da justiça (Col 2.1-17). No batismo temos proclamado a nossa morte ao pecado e assumido o compromisso de rejeitá-lo e, de viver uma nova vida em e para Jesus Cristo (Rom 6.3-22). Portanto, o batismo em água, é um compromisso de santidade, é o compromisso ou determinação de andar no novo caminho. É o selo que simboliza a nossa participação na morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo e, com isso, nós nos identificamos e unimos com Ele. Lembrando que este selo, somente é válido, quando ratificado pela fé (Col 2.12). Nisso, os atos redentores de Cristo é simbolizado pelo batismo em água (Rom 6.4,5). Vede «Batismo Espiritual».



1.5) Símbolo da nossa «Regeneração»: O que nos purifica realmente de todo pecado, é o precioso sangue de Jesus Cristo (1 João 1.7). Fomos comprados, remidos e justificados pelo incontaminado sangue de Nosso Senhor Jesus, o verdadeiro Cordeiro Pascal (Mat 26.28; Jo 1.29; Atos 20.28; Rom 5.9; Col 1.20; Heb 9.14; 1 Ped 1.18,19; Apoc 1.5). Todavia, essa purificação interior e espiritual é simbolizada por uma lavagem ou purificação externa, isto é, pelo batismo em água (Ef 5.26; Heb 10.22). No batismo, o recém-convertido testifica que internamente está purificado; é o símbolo externo da lavagem interna; «Levante-te, recebe o batismo, e lava os teus pecados, invocando o seu nome» (Atos 22.16 – Tito 3.5). A água é o símbolo da operação do Espírito Santo.



2. Os significados e importâncias do Batismo imposto em «Nome de Jesus Cristo».



Se o batismo não fosse conferido em «nome de Jesus Cristo», deixaria de ser Cristão e se tornaria não mais do que uma simples lavagem externa e, com isso as importâncias mencionadas acima, perderiam todos os seus efeitos. Lembrando, o batismo cristão só é válido quando realizado em «nome de Jesus», ou seja, imposto com a fórmula batismal «em nome de Jesus Cristo» (Atos 2.38). Que a fórmula batismal tem que ser «em nome de Jesus Cristo», isto está bem claro, pois foi o Homem Perfeito, Jesus de Nazaré, que morreu por nós, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, obviamente, o batismo em água deve ser realizado em «Seu Nome» e, não em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, como faz os Trinitaristas. O batismo está relacionado com os atos redentores de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, por exemplo, não com os atos redentores do Espírito Santo; se é Espírito, então não é Humano. Por isso afirmamos, batizar em «nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» e, ainda insistir de que esta é uma forma correta e verdadeira, é realmente muito repugnante, principalmente porque se diz que é um batismo puramente “cristão”. Porventura, foi a tal Trindade quem morreu foi sepultada e ressuscitou??? Em seu ensino, Paulo não disse que fomos batizados «no Pai e no Filho e no Espírito Santo», porém, explicitamente disse ele: «...Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?» (Rom 6.3; ver vv. 4-11). É claro que Paulo está aqui falando do batismo espiritual, a realidade, do qual o batismo em água é o símbolo dessa realidade. «...fomos batizados em Cristo Jesus...». Pois foi o Homem Jesus, o Cristo que se identificou conosco, quem morreu foi Ele!!!



Conforme é sabido por todos, quem morreu por nós foi o HOMEM JESUS, o CRISTO. Jesus foi TOTALMENTE humano, e NÃO aparentemente humano (docético). O batismo em água simboliza a morte, sepultamento e ressurreição de ALGUÉM, e esse ALGUÉM não é o Espírito Santo e nem também o Pai, mas sim, inquestionavelmente JESUS de NAZARÉ, o Messias. Por essa causa é que o batismo deve ser administrado em Nome de JESUS CRISTO. A missão terrena como Homem foi exclusivamente de Jesus Cristo (Lucas 2.29-35).



Além das importâncias tratadas acima, podemos ainda expor mais duas, que são de caráter sublime. Estas duas importâncias são profundamente regulamentadas pela «fórmula batismal». Na verdade todos os propósitos do batismo em água giram em torno do «Sacrifício de Jesus Cristo» e, também do «Seu Nome», e sem a invocação deste maravilhoso Nome, é inútil batizar-se. Vejamos estas duas importâncias:



1.2. O Nome «Jesus Cristo» invocado no batismo significa a nossa Posse, Autentificação e Segurança: O «nome» imposto sobre uma determinada pessoa significa que ela pertence a este tal «nome», que representa e é a própria pessoa. Por exemplo, no A.T., o «Nome Jeová», quando pronunciado sobre uma pessoa, atraía sobre ela a proteção de Jeová (Is 43.7; Jer 14.9; Am 9.12). No N.T., não é diferente, o «Nome Jesus», quando invocando com a fé verdadeira, constitui como o único meio de salvação (At 2.21; 3.16; 4.12; 9.14; 14.21; 22.16; Rom 10.1-11; 1 Cor 1.2; 2 Tim 2.22 etc.). Invocar o «Nome Jesus» é o mesmo que invocar a Sua Pessoa. Tiago disse: «Porventura, não blasfemam eles o bom [ou sublime] nome que sobre vós foi invocado?» (Tiago 2.7).



No batismo, o «Nome Jesus Cristo», é invocado e imposto sobre o recém-convertido, para exprimir publicamente o seu «novo Senhor», «Dono», do qual servirás e adorarás eternamente. O Nome «Jesus» não é uma palavra «mágica», pois exige uma fé autêntica daquele que está sendo batizado, como também daquele que está fazendo o batismo. O Nome «Jesus Cristo» imposto sobre o convertido no ato do batismo é a «autentificação» que prova que ele passou a pertencer, e a ser de propriedade exclusiva de Jesus Cristo. Paulo escrevendo aos Coríntios, em resposta às divisões lá existentes (1 Co 1.12), exorta-os dizendo: «Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós, ou fostes porventura, batizados em nome de Paulo (v.13)»? Confira também os versículos 14 e 15. Batizar «em nome» de alguém, implicava-se que o batizado pertencia e seria fiel a essa pessoa. Paulo não permitiu que fizessem um «grupinho» em torno de seu nome. Por isso, o apóstolo censura-lhes e declara-lhes «...que não foi ele quem foi crucificado por eles e, nem tão pouco haviam sido batizados em seu nome» (v.13). Paulo explica a importância que o batismo tem no plano salvífico de Cristo, ele relaciona o batismo com a crucificação de Jesus. É o modo de apontar, de que o batismo é a resposta daqueles que tem aceitado o Sacrifício de Jesus Cristo. Segundo o que se desprende nas palavras do apóstolo, os irmãos de Corinto tinham que se unirem em torno do «Nome» de Jesus Cristo, pois foi Ele é Quem foi crucificado por eles e, que também tinham sido «batizados em Seu Nome».



Realmente é de inestimável valor e importância o batismo «em nome de Jesus Cristo», significando que pertencemos a Ele e, que temos aceitado o Seu Sacrifício. No dizer de Paulo, os irmãos de Corinto haviam recebido o Nome de «Jesus Cristo» ao serem batizados, e não o de Paulo, de Apolo e de Cefas, portanto, pertenciam a Cristo (v.12). Os batizados em «Jesus Cristo» pertencem a Jesus Cristo; e os batizados em «títulos», a quem pertencem, pois foram batizados «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo»?



Antes éramos servos do pecado e obedecíamos nosso antigo senhor e dono, mas agora depois de sermos perdoados e purificados de nossos pecados pelo incontaminado Sangue de Jesus Cristo e, assim tornamo-nos «servos da justiça» (Rom 6.16-18). Por conseguinte, repousa sobre nós o Sublime Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Seu «Nome autenticado sobre nós» confessa que a Ele pertencemos e, não mais pertencemos ao mundo, ao pecado e ao diabo. O Nome de Jesus Cristo invocado sobre nós no batismo em água é o «selo» que indica «posse, autenticação e segurança». Devemos, no entanto, sermos sempre fiéis a Jesus Cristo, Nosso Eterno Senhor.



2.2. O Batismo em Nome de Jesus Cristo Simboliza a nossa Incorporação em Seu Corpo:



A nossa «incorporação no Corpo de Cristo» é a garantia de que somos o Santuário do Espírito Santo, a Igreja de Jesus Cristo.



Atualmente para muitos o batismo em água representa não mais do que o ingresso da pessoa no corpo de uma denominação eclesiástica. O ‘slogan’ tem sido assim: «Você precisa batizar-se para que se possa participar da Ceia, assim para ter liberdade de culto como cantar, pregar e testemunhar nos púlpitos», e ainda acrescentam; «para ter o seu cartão de membro», confirmando que devem ser membro de tal igreja. Neste caso, o que mais importa para estes é de ser membro de um determinado Ministério ou Igreja (como assim chamam). Muitos têm por costume em dizer: «Eu sou crente de tal igreja ou membro de tal igreja, ou ainda da igreja de tal fulano»!



A Verdadeira Igreja, a Igreja de Jesus Cristo, não está ligada ou filiada a uma instituição ou denominação eclesiástica, criada pelo homem, ou seja, ela não precisa de uma instituição humana, para ser a Igreja de Cristo. A Igreja de Jesus Cristo é àquela que está «incorporada» e que é «membro» do Corpo de Cristo. Paulo ensinando a Igreja de Cristo que estava em Corinto, disse: «Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e individualmente seus membros» (1 Cor 12.27; IBB). Fomos chamados para sermos membros do Corpo de Jesus Cristo!!!



O Batismo em Água é o sinal simbólico da nossa «incorporação no Corpo de Cristo». Pois, a nossa incorporação no Corpo de Cristo acontece na nossa conversão, ou melhor, essa incorporação é na verdade realizada pelo Batismo Espiritual (vede), mas deve ser demonstrada e confirmada pelo batismo em água. Por causa da necessidade de se identificar com a comunidade cristã, principalmente com Cristo, são algumas das razões principais que faziam com que a Igreja Neotestamentária batizasse os convertidos, quase imediatamente após a conversão (Atos 2.38; 8.12; 9.18; 10.48; 16.15,33; 19.5). Uma pessoa convertida a Cristo, só pode simbolizar a sua identificação como membro do Corpo de Cristo, se realmente for batizada «em nome de Jesus Cristo». Não que o Batismo em Água esteja acima do Sacrifício de Jesus, de jeito nenhum, como já dissemos em outra ocasião, o Batismo está relacionado com este Santo Sacrifício e, é a resposta positiva de tudo aquilo que Jesus tem feito por nós. Quem realmente aceita a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, não despreza o batismo em água. Por isso é que se alguém não dá importância ao batismo, esse tal, ainda não se converteu.



Convém ainda salientar, que o batismo em água, não é tão somente um sinal externo da nossa dedicação ao Senhor Jesus Cristo, mas também, ele expressa de modo profundo essa realidade, seus efeitos não são somente externos, mas também internos e espirituais, alcançados e recebidos por meio da fé (Rom 6.4; 14.23; Col 2.12; Heb 11.6). O batismo em água exprime perfeitamente, como sinal simbólico, o batismo espiritual, que é na verdade a nossa participação com Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição (Rom 6.2-11).



Ao ser batizado em nome de Jesus Cristo, o recém-convertido demonstra externamente e simbolicamente a sua incorporação espiritual no Corpo de Cristo, daí em diante poderá ele participar da Santa Ceia, pois, passou a demonstrar ao mundo que o mesmo agora pertence a Jesus Cristo, está em Cristo Jesus (2 Cor 5.17). O Batismo em água é sinal simbólico do nosso ingresso no Corpo de Cristo, como membros do desse Corpo, enquanto que a Ceia do Senhor Jesus é o símbolo que indica que estamos em perfeita harmonia e comunhão com o Corpo de Cristo (1 Cor 10.16). Estas são as ordenanças sagradas de Cristo à Sua Igreja, que devem ser levadas a séria; sem elas, a Igreja perde a sua identidade e passa a ser somente uma igreja estranha. É verdade que estas duas ordenanças devem estar de acordo com os princípios bíblicos, senão de nada adianta.



Uma das características do batismo que, realmente, simboliza a nossa incorporação no Corpo de Cristo está na fórmula batismal. ☞ Clique aqui para ver sobre a verdadeira fórmula do batismo cristão. É aí que entra o batismo em «nome de Jesus Cristo», praticado pela Igreja de Cristo no N.T. (At 2.38; 8.16 etc.). E, do repúdio do batismo em «nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». O Nome de «Jesus Cristo» invocado no batismo demonstra a autoridade em que o mesmo está sendo realizado, e, também, indica que ele se refere e se relaciona com os «atos Redentores de Cristo», e de que o recém-convertido foi batizado com o propósito de «identificar-se com Jesus Cristo», na sua morte, sepultamento e ressurreição (Rom 6.4-11). O Batismo se relaciona com o Nome invocado. Se o nosso ingresso é no Corpo de Cristo, que morreu e ressuscitou; como então, ser batizado «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo», como faz o trinitarianismo? Como o batismo está relacionado com o «Nome invocado», sendo assim, batizar-se em «nome da Trindade», é um batismo que se identifica com «três pessoas», logo isto significa que a pessoa batizada se incorporou «em três corpos», sendo que nenhum destes por sinal é o «Corpo de Cristo». Muitos poderão até achar que estas palavras são impróprias e agressivas. Ora, onde está o «Nome Jesus» nesta invocação da falsa Trindade? Porventura, não são todos títulos? Se o «Nome Jesus» não é invocado, Ele não está Presente e não tem nenhum compromisso com os que invocam somente títulos e, desprezam o «Seu Precioso NOME». As constantes divisões existentes, como; «eu sou membro (ou pertenço) da igreja de fulano de tal», e assim por diante, são evidências do batismo «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». Todos se dizem pertencer a uma determinada igreja e, não em dizer quando interrogado; «eu sou membro do Corpo de Jesus Cristo, sou a Sua Igreja!». Na verdade eles têm razão em afirmar assim, pois são batizados na tal Trindade. Paulo disse aos Gálatas: «Porque todos quantos foram batizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo» (Gál 3.27). A Igreja de Cristo precisa manifestar todas as qualidades de Cristo, veja (em Col 3.10-17). Isso é confirmado pelo batismo «em nome de Jesus Cristo» (Rom 6.3-11).



A propósito, o pão que compartilhamos na Ceia do Senhor Jesus, é o símbolo do Corpo de Cristo e, não o símbolo “dos corpos” do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Luc 22.19; 1 Cor 11.24,27,29). Irmãos, que história é essa de ser batizado em «nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (em três pessoas), como afirmam os trinitarianos, e ainda dizer que é membro do Corpo de Cristo? Esta é uma idéia tão muita absurda. Se eles defendem o batismo em três pessoas divinas, então, terão que aceitar que são membros de «três corpos», que são o do Pai (anônimo) do Filho (anônimo) e do Espírito Santo (que é imaterial). Na verdade, o participar da Ceia com “vários pães”, realmente justifica-se que «são membros de vários corpos».



Por causa do batismo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, isto é, o batismo em títulos, priorizam e valorizam os (seus) templos construídos pelas mãos humanas, mais do que a si mesmos. Consideram estes “templos” como se fossem a verdadeira Igreja de Cristo, por isso, este gesto tem se tornado em uma verdadeira «idolatria». Assim faziam os judeus, os quais tentaram impressionar Jesus, dizendo: «Mestre olha que pedras e que edifícios»? Mas a resposta de Jesus foi: «Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada» (Marcos 13.1,2). Irmãos, Jesus não está preocupado com estes tipos de templos e, nem habita neles. À mulher Samaritana, disse Jesus: «A hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem» (João 4.21, 23 confira vv. 20 e 24). Paulo disse: «Porque nós somos o Santuário do Deus Vivo» (2 Cor 6.16). «Ora, vós sois o Corpo de Cristo, e individualmente seus membros» (1 Cor 12.27; ver 1 Cor 12.1-31). O Corpo de Cristo, as pessoas, é o «Verdadeiro Templo» da Nova Aliança. O Espírito Santo que nele habita, realiza o que prefigurava o Templo dos israelitas na Antiga Aliança, lugar onde habitava o «Nome» e «Glória» de Jeová (1 Reis 8.10-21, compare com 1 Cor 3.16; 6.19; 2 Cor 6.16 e Apoc 21.22). Este é o perfil da Igreja de Jesus Cristo. Ela é formada de pessoas convertidas a Jesus Cristo e, que foram batizadas em “nome de Jesus Cristo” e que ainda são o Santuário do Espírito Santo (1 Cor 3.16). É óbvio que Cristo não edificou “igrejas”, mas, a Sua “Igreja” (Mat 16.18). Isto porque todas as pessoas convertidas a Cristo, são unidas em «um só Corpo», constituindo espiritualmente e misticamente o Corpo de Jesus Cristo, no qual Cristo é a «Cabeça» (Ef 1.22,23; Col 1.18). É Ele Quem comanda tudo, como Cabeça e Dono da Igreja.



Portanto, somos incorporados no Corpo de Cristo, pela genuína fé no Cristo que morreu mas ressuscitou, isto é, no Batismo Espiritual, simbolizado pelo Batismo em Água, realizado em «nome de Jesus Cristo», como fazia a Sua Igreja nos dias apostólicos (Atos 2.38; 8.16; 10.48; 19.5; Rom 1.16; 6.3-11; Col 2.12).