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Consciência Ecológica: Bolsa de Bolso (eco bag)

As embalagens plásticas podem levar séculos para se decompor e

são um dos maiores problemas ambientais da atualidade:



Por ano, só no Brasil, são produzidas mais de 18 bilhões de sacolas plásticas e,

a maioria só é utilizada uma única vez antes de ser descartada no meio ambiente.


Como dizer "Não" para as sacolas plásticas?

Use a "Bolsa de Bolso", uma pequena bola do tamanho de um limão

que se transforma em uma linda "eco bag",

fácil de transportar, na bolsa, no carro, no bolso, etc:





Para para pensar:

Você já parou para pensar que o mundo é uma enorme máquina recicladora?


Pois é verdade. Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.


E reciclar é justamente transformar, é utilizar coisas que já usamos e que não

nos servem mais como matéria-prima para fabricação de novos produtos.

(Texto retirado de "O Livro de Gaia – Uma pequena lição de amor" disponível para leitura no Portal Colina)


Os novos evangélicos



Por Ricardo Alexandre

Matéria publicada na Revista Época

Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro ("Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios"). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.

Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 "supervisores", Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.

Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um "símbolo" do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.

Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a "teologia da prosperidade". Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.

Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. "O movimento evangélico está visceralmente em colapso", afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). "Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro."

Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser "uma igreja para quem não gosta de igreja" desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento "e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar". Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da"religiosidade institucionalizada". Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: "Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira."

Essa espécie de "nova reforma protestante" não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. "As instituições estão todas sub judice", diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. "Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita."

Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. "Acabamos nos perdendo no linguajar 'evangeliquês', no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade", afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. "É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo."

Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é "uma igreja mutante para um mundo mutante". Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de "igreja emergente" desde o final da década de 1990. "O importante não é a forma", afirma Uchôa. "É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando."

No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis (leia o quadro na última pág.). Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de "palestras" e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.

"Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas", diz Ricardo Agreste, pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). "O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado."

Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. "É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram 'pensadores'", afirma Ricardo Agreste. "O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade." Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. "Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã", diz. "Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas."

Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como "macumba para evangélico" as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.

Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. "Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos", diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.

O pastor Kivitz – que publicou pela Mundo Cristão seus livros Outra espiritualidade e O livro mais mal-humorado da Bíblia – distingue essa crítica interna daquela feita pela mídia tradicional aos neopentecostais "A mídia trata os evangélicos como um fenômeno social e cultural. Para fazer uma crítica assim, basta ter um pouco de bom-senso. Essa crítica o (programa) CQC já faz, porque essa igreja é mesmo um escracho", diz ele. "Eu faço uma crítica diferente, visceral, passional, porque eu sou evangélico. E não sou isso que está na televisão, nas páginas policiais dos jornais. A gente fica sem dormir, a gente sofre e chora esse fenômeno religioso que pretende ser rotulado de cristianismo."

A necessidade de se distinguir dos neopentecostais também levou essas igrejas a reconsiderar uma série de práticas e até seu vocabulário. Pastores e "leigos" passam a ocupar o mesmo nível hierárquico, e não há espaço para "ungidos" em especial. Grandes e imponentes catedrais e "cultos shows" dão lugar a reuniões informais, em pequenos grupos, nas casas, onde os líderes podem ser questionados, e as relações são mais próximas. O vocabulário herdado da teologia triunfalista do Antigo Testamento (vitória, vingança, peleja, guerra, maldição) é reconsiderado. Para superar o desgaste dos termos, algumas igrejas preferem ser chamadas de "comunidades", os cultos são anunciados como "reuniões" ou "celebrações" e até a palavra "evangélico" tem sido preterida em favor de "cristão" – o termo mais radical. Nem todo mundo concorda, evidentemente. "Eles (os neopentecostais) é que não deveriam ser chamados de evangélicos", afirma o bispo anglicano Robinson Cavalcanti, da Diocese do Recife. "Eles é que não têm laços históricos, teológicos ou éticos com os evangélicos."

Um dos maiores estudiosos do fenômeno evangélico no Brasil, o sociólogo Ricardo Mariano (PUC-RS), vê como natural o embate entre neopentecostais e as lideranças de igrejas históricas. Ele lembra que, desde o final da década de 1980, quando o neopentecostalismo ganhou força no Brasil, os líderes das igrejas históricas se levantaram para desqualificar o movimento. "O problema é que não há nenhum órgão que regule ou fale em nome de todos os evangélicos, então ninguém tem autoridade para dizer o que é uma legítima igreja evangélica", afirma.

Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. "Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes", diz ele. "Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos." A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma "réplica do Templo de Salomão" em São Paulo, com "pedras trazidas de Israel" e "maior do que a Catedral da Sé" – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: "Sem resposta".

O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. "Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor", diz. "Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel."

A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que "talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior" e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. "As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade", diz ele. "As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações."

Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. "O destino desses líderes será 'pescar no aquário', atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas", diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, "não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica" entre as igrejas históricas. "Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado", diz ele. "Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar 'melhorá-lo' ou torná-lo mais interessante ou vendável."

O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um "documento", "autenticado" pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se "associar com Deus e ter de Deus os benefícios" – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma "unção financeira dos últimos dias" em troca de quem "semear" um "compromisso" de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal "não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho". "Vergonha alheia em doses quase insuportáveis" foi o comentário mais ameno entre os internautas.

Sites como Pavablog , Veshame Gospel , Irmãos.com , Púlpito Cristão , Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como "O $how tem que parar" e "Jesus não está aqui, ele está nas favelas".

A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o "secular" e o "sagrado" é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. "A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade", diz Ricardo Agreste. "Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso."



Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. "É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia", afirma Ravara. "O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar." Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.

A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é "expressar o Reino de Deus" dentro da política. "É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos", diz ele.

O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como "música feita por cristãos", não mais como "gospel". Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. "No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores", diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. "É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo."

A teologia chama de "cristocêntrico" o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como "eclesiocêntrica" – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: "Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa".



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As possessas de Itatira


Data: 24 de Junho de 2010

Mês de Junho de 2010; o Jornal Hoje, conhecido telejornal apresentado pela Rede Globo, publica a notícia de que a desconhecida Itatira, uma cidadezinha do interior do Ceará, estava assustada. Numa escola rural do município, desde o começo do mês, vinha acontecendo casos de possessão espiritual. Quem assistiu a reportagem ficou assustado, pois num só dia, vinte e cinco alunas ficaram "tomadas" e tiveram de ser atendidas num hospital da cidade vizinha. As imagens impressionam e um vídeo no Youtube, mostra um pouco do que aconteceu.

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=jLbDrg6arOk

As meninas eram unânimes em afirmar que viam o espírito de um ex-colega, morto há 7 anos e em transe, podiam falar com ele. Nessa hora, todas sentiam dores de cabeça intensa e algumas, chegavam a desejar a morte, sinal inequívoco de que ficavam possuídas por alguma coisa, da qual para se livrarem, preferiam morrer. Enfim, a confusão foi enorme, pois em matéria de possessão espiritual, a coisa é logo resumida por entendidos de plantão, com a mesma ladainha de sempre. O médico disse que era uma crise nervosa; o psiquiatra, que se tratava de histeria coletiva; o padre parapsicólogo, que era um fenômeno emocional. Faltou apenas o pastor; que certamente creditaria ao diabo a culpa de tudo.

Duas lições parecem ressaltar da intensa perturbação espiritual de Itatira. Uma delas, que há mais coisas no céu do que os aviões de carreira; ou do que supõe a vã mentalidade religiosa. Não faltam passagens nas Escrituras que mostram a manifestação de anjos, de arcanjos, de espíritos, de profetas e outros que foram para o lado de lá. As igrejas cristãs, principalmente as brasileiras, pouco ou quase nenhum interesse tem em estudarem esses fenômenos. É mais fácil dizer que tudo é o diabo, do que estudar o tema e por meio dos textos bíblicos, concluir que há muito, mas muito mesmo a aprender. E aprender o quê?

Entra a segunda lição de Itatira: o mundo invisível onde habita os anjos, os espíritos e os serafins, é o mesmo mundo onde habita Satanás e sua turba; afinal isso explica conversas que o diabo teria tido com Deus, como no caso de Jó. E, se admitirmos que as coisas sejam assim, dá para entender que, na verdade, há uma influência daquele mundo sobre o nosso, tanto para o nosso bem, quanto para o nosso mal. Conclui-se também, que essa desgraça toda que está se formando no mundo é produto do aumento incontrolado dessa má influência nos corações dos homens, que nem imaginam sua existência. O sujeito está subindo do abismo; vai entrar no mundo e fazer uma enorme anarquia, vindo com isso o fim.

Pastores, padres e quejandos podem - como diz o caboclo -, colocar a barba de molho. Casos de possessão coletiva, visões de espíritos de falecidos, vão se tornarem mais comum do que se imagina. O fim do mundo se caracterizará por um tempo de muita confusão espiritual e por conseqüência, confusão de comportamento. Tudo funciona como uma balança; e o peso do mal se faz maior a cada dia. Os laços psíquicos que regulam a conduta das pessoas vão aos poucos se rompendo e o comportamento vai se alterar dia a dia. Teremos problemas? NÃO. Teremos MUITOS problemas. Possessões como as de Itatira, vão acontecer em outros lugares; precedendo tempos difíceis. E, tenham a certeza, que não vai haver psiquiatria, parapsicologia ou sabedoria humana, que vai explicar os acontecimentos.

Um novo tempo está chegando para o mundo profano e não poderia ser diferente para as religiões. As igrejas que sustentarem o atual "status", onde ninguém mostra interesse pelas coisas espirituais, vão seguir perdidas e os eventos que vêm sobre o mundo, as surpreenderão. Muitos perderão sua fé e outros tantos serão escandalizados. É tempo de abrirmos o coração para Deus, pois o Espírito Santo quer nos falar e nos preparar para suportarmos o que há de vir; segundo as Escrituras, a vontade e o poder do SENHOR e de seu Cristo. Os tempos são chegados. Deus nos ajude.

A Palavra de Deus


Texto do site http://www.apalavradedeus.org/

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Lula chega ao Haiti e sobrevoa Porto Príncipe de helicóptero




Brasileiro foi recebido pelo presidente René Préval.Terremoto atingiu o país em janeiro, deixando mais de 200 mil mortos.


Em seguida, Lula se dirigiria à base do batalhão brasileiro da Missão de Estabilização das Nações Unidas (Minustah), onde assistiria a uma cerimônia de formatura das tropas do país, que lidera a missão. Também está previso um encontro com o presidente haitiano, René Préval, e com o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive.

Na visita, serão assinados acordos para a reconstrução e fortalecimento da educação superior do Haiti, acordos para a construção de cisternas para captação de água de chuva e um outro acordo que visa estudar e fortalecer a agricultura familiar.

De acordo com o Blog do Planalto, o governo brasileiro vai doar 14 toneladas de alimentos e US$ 15 milhões ao país.

(com informações da Efe)

A história do irmão Yun


Um dos principais líderes da Igreja clandestina chinesa, Liu Zhenying, o Irmão Yun, tem uma trajetória marcada pelo sofrimento por amor a Cristo.



O livro de Atos dos Apóstolos menciona a trajetória de homens que se tornaram verdadeiros heróis da fé por anunciar o Evangelho em um mundo hostil à mensagem cristã. Gente como Pedro, Silas e, principalmente, Paulo sofreram na própria pele o preço de seguir a Jesus e fazê-lo conhecido: foram perseguidos, espancados, presos e alijados dos mais elementares direitos por sua opção de seguir o “Ide” do Mestre. Das páginas da Bíblia aos dias de hoje, quase tudo mudou, menos a disposição de alguns crentes em arriscar a própria vida em favor das almas sem salvação. Conhecido simplesmente como Irmão Yun, o chinês Liu Zhenying é um homem simples, de pouca instrução formal, para quem o conhecimento do Reino de Deus vem muito mais pela experiência prática do que dos bancos teológicos. Mas tem construído em plena pós-modernidade uma biografia daquelas que a própria Bíblia define como a de homens dos quais o mundo não é digno.



Missionário por convicção, Yun dedicou a maior parte de sua vida à pregação do Evangelho aos seus compatriotas. Foi preso diversas vezes, submetido a trabalhos forçados, fome e maus tratos. Mesmo assim, nunca perdeu a disposição e a visão do Reino de Deus. Ele é o “Homem do Céu”. O apelido, que dá nome ao seu livro autobiográfico escrito em parceria com Paul Hattaway (lançado no Brasil pela Editora Betânia), surgiu depois de um dos muitos problemas que teve com as autoridades de seu país por insistir em fazer proselitismo cristão, o que, pelas leis comunistas que regem a China, é proibido. Líder da Igreja doméstica chinesa – que, ao contrário da Igreja oficial, monitorada pelo governo, luta para viver sua fé livremente (ver quadro com entrevista) –, ele certa vez recusou-se a dar aos policiais o seu verdadeiro nome e endereço, para não pôr em risco seus irmãos na fé. Simplesmente gritou: “Sou um homem do céu, meu lar é o céu!”, senha que, ouvida pelos outros crentes, permitiu que todos fugissem a tempo das casas vizinhas.



Nascido em 1958, Yun veio ao mundo numa aldeia pobre da província de Henan, região central da República Popular da China. Era uma época de extrema repressão política no país, quando a Guarda Vermelha da Revolução Cultural espalhava o terror entre os considerados inimigos do regime. Como a Bíblia era um livro proibido e pregar o Evangelho, um crime contra o Estado, só mesmo uma evidente manifestação do poder de Deus poderia levar alguém a crer em Jesus. E ela aconteceu quando o pai de Yun, abatido por um câncer mortal, teve a saúde restabelecida, fato atribuído pela família a um milagre divino. A partir dali, a casa da família virou uma igreja doméstica, onde o nome de Jesus era pregado entre portas trancadas e janelas cerradas. Uma congregação sem bíblias, mas com extremo ardor missionário, nasceu.



Nasce um pregador – “Eu tinha 16 anos de idade quando o Senhor me chamou para segui-lo”, lembra Yun. Seus primeiros passos na fé foram marcados por situações inusitadas – como certa vez em que sonhou que dois homens lhe davam uma Bíblia. Por toda a China, pouquíssimos exemplares das Escrituras resistiram às fogueiras do Partido Comunista. Apenas a leitura do Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung era permitida. Após orar e jejuar semanas a fio por uma Bíblia, os dois homens que vira no sonho foram sorrateiramente à sua casa e lhe entregaram um exemplar da Palavra de Deus. Após ler e decorar passagens inteiras, o jovem Yun ouviu alguém lhe dizer, no meio de uma noite, que seria enviado a pregar o Evangelho. Pensou que era sua mãe quem o chamava, mas após ouvir a voz mais duas vezes, entendeu, à semelhança do que ocorreu com Samuel, que era o próprio Deus que o comissionava como sua testemunha.



Em pouco tempo, a história do rapaz que havia recebido “um livro do céu” correu a região. Yun começou a ser chamado a várias vilas, sempre encontrando pessoas ávidas por ouvi-lo. Batizava os novos convertidos às escondidas, durante as madrugadas. “Multidões se convertiam todos os dias”, relata em seu livro. Começou a ser perseguido, e à semelhança dos apóstolos do Novo Testamento, compartilhava a Palavra de Deus por onde ia ou era levado – inclusive na cadeia. Chegou a passar três anos preso, e numa dessas detenções conseguiu fugir inexplicavelmente pelo portão principal da penitenciária. Esteve com a vida por um fio diversas vezes, como na ocasião em que jejuou por mais de 70 dias. “Tenho fome de homens e almas”, dizia resolutamente aos que lhe aconselhavam a comer.



Para Yun, os longos períodos de prisão, embora o afastassem da igreja, da mulher, Deling, e dos dois filhos, eram uma oportunidade e tanto para evangelizar os companheiros de cela. “Eu fiz um acordo com o líder da prisão, que se eu fizesse bem as minhas tarefas, ele me deixaria ficar com a minha Bíblia”, lembra. “A maioria dos prisioneiros não eram criminosos perigosos e descobri que muitos deles tinham membros da família que eram cristãos”. Após sucessivos processos, foi solto pela última vez em 1999 e fugiu da China com a família, primeiro para Myanmar e depois para a Alemanha, onde obteve a condição de refugiado. Mesmo no Ocidente, Yun mantém contato frequente com a Igreja clandestina chinesa e atua mobilizando a comunidade evangélica internacional em favor dos crentes perseguidos de seu país. Ele fundou a missão Back to Jerusalem (“De volta a Jerusalém”), que treina missionários para pregar o Evangelho na chamada Janela 10-40, região imaginária situada entre aqueles paralelos geográficos e que inclui as nações menos evangelizadas do mundo, inclusive a China.



Presença requisitada no mundo todo, o missionário visita o Brasil pela primeira vez agora em abril. Aqui, cumpre uma agenda que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG) e Brasília, entre outras localidades. “Minha primeira impressão sobre o país veio pelas palavras de um jogador de futebol brasileiro que, depois da conquista da Copa do Mundo de 1994, disse que foi Deus quem lhe deu a vitória”, diz Yun. Com esta viagem, ele espera proclamar aos cristãos brasileiros a necessidade de cada qual, em particular, se tornar um “discípulo consequente” de Jesus. Irmão Yun espera que sua presença no Brasil sirva de despertamento para a Igreja Evangélica nacional acerca de urgência da evangelização mundial. “Nosso chamado é o de levar o Evangelho a todas as nações por onde passarmos”, conclui.







“Orem pela Igreja clandestina”







Poucas semanas antes de embarcar rumo ao Brasil, o missionário Liu Zhenying atendeu com exclusividade a reportagem de CRISTIANISMO HOJE na Alemanha, onde vive. Nesta entrevista, concedida em mandarim, ele faz um relato da situação dos cristãos em seu país e apela à Igreja ocidental que renuncie ao materialismo e assuma posição de relevância na obra de evangelização mundial. “Orem pela China”, apela.



CRISTIANISMO HOJE – Qual é a real situação, hoje, da Igreja perseguida em seu país?

IRMÃO YUN – Ela está crescendo, apesar da constante perseguição. Hoje mesmo, pela manhã [N.da Redação: a entrevista foi concedida no dia 8 de março], recebi um telefonema dando conta de que, nas últimas três semanas, mais de setenta líderes das igrejas não-oficiais, somente na minha cidade de origem, foram presos. Os policiais tomaram deles tudo o que possuíam – que já era pouco – e ainda lhes aplicaram uma multa em dinheiro. Como todos os nossos pastores e líderes são pobres, não têm como pagar; então, permanecem na prisão por muito tempo.

Estima-se que a população cristã na China de hoje beira os 80 milhões de indivíduos, o que a colocaria na segunda posição mundial em números absolutos de crentes. Esse número corresponde à realidade?

Bem, conforme os últimos relatos do ministério encarregado dos assuntos religiosos do governo chinês, o número de cristãos na China já passou dos 100 milhões. Os dados passados pelos responsáveis do governo são reais, pois há poucos dias um líder da Igreja doméstica me confirmou esse número. Eu, pessoalmente, acredito que são mais de 20 mil conversões por dia. Mas há organizações que falam em mais de 30 mil novos convertidos ao Evangelho diariamente.

Quantos deles pertencem às igrejas clandestinas?

Cerca de 70 por cento dos crentes chineses são ligados às igrejas clandestinas e às comunidades evangélicas domésticas. Os outros são membros da Igreja oficial.

Qual o perfil social da membresia da Igreja chinesa?

Antigamente, havia cristãos somente nas pequenas províncias, e eles eram muito pobres. Após 1989 [N.da redação: naquele ano, houve um grande levante estudantil contra o regime chinês, que desencadeou o Massacre da Praça da Paz Celestial, na capital Pequim], muitos estudantes se converteram a Jesus. Desde então, pessoas de poder aquisitivo também passaram a crer em Jesus.

O senhor acha possível ser um verdadeiro cristão estando ligado à Igreja oficial?

É possível, sim. Eles amam a Deus, assim como os outros cristãos da Igreja subterrânea também o fazem. Esses irmãos trabalham para o governo, mas seus corações pertencem a Jesus.

Existe algum diálogo entre o Estado e a Igreja não-oficial?

Não existe esse diálogo porque o governo chinês não dá a nenhuma oportunidade de conversação. Eles perseguem a Igreja clandestina continuamente.

Quais são as maiores penalidades a que um cristão pode ser submetido pelas leis chinesas?

Na China, o cristão pode ser condenado até mesmo à pena de morte. É proibido falar do Evangelho. São permitidos apenas os cultos realizados pela Igreja oficial – e o governo impõe dia, hora e local para a realização dessas reuniões. Quem não cumpre exatamente o estabelecido é multado como os setenta pastores recentemente punidos. Como já disse, quem não tem dinheiro para arcar com essas multas acaba preso.

Como é o ensino religioso e a formação de obreiros na China?

Existem escolas bíblicas nas igrejas oficiais. Nas congregações subterrâneas, temos seminários clandestinos para preparo de líderes. Mas quando as aulas são dadas por um professor estrangeiro e ele é descoberto pelas autoridades, é imediatamente deportado e não pode retornar ao país durante cinco anos.

É possível montar uma liderança forte nestas condições?

As igrejas clandestinas têm a sua liderança autóctone muito forte e bem preparada – para ser aprovado para dirigir uma igreja não-oficial, é necessário que o candidato a líder tenha passado pelo cativeiro ao menos de uma até três vezes. Apenas estudar numa escola bíblia não é suficiente.

Como é o dia-a-dia de um crente perseguido em função de sua fé?

Um cristão ou lider perseguido não deve retornar para sua casa. Caso a sua família ou os seus amigos o acolham, tornam-se seus cúmplices, e também podem ser presos. Muitos vão para as pequenas províncias para fazer o trabalho missionario. Mas, muitos outros, mesmo correndo o risco de serem presos, permanecem onde estão, falando do Evangelho por amor a Jesus.

Como é o seu ministério hoje, depois que obteve asilo na Alemanha?

Meu ministério continua sendo pregar o Evangelho e dar testemunho do poder de Jesus. Eu trabalho principalmente com obreiros e pastores. Em amo a Igreja clandestina chinesa e considero-me seu porta-voz aqui no Ocidente.

Em seu livro, o senhor relata diversos episódios marcados pelo que considera ação sobrenatural de Deus, como a cura de seu pai e a sua fuga da prisão. Muitos crentes, contudo, acham que esse tipo de manifestação está restrito ao passado. O que é preciso para ver o milagre acontecer?

Nós precisamos ter fé, confiar no Senhor e orar para que o milagre possa acontecer. Nós precisamos obedecer exatamente às instruções de Deus, então pode acontecer um milagre. Eu acredito que milagres assim não aconteceram só na época dos apóstolos ou comigo, mas ocorrem diariamente e podem acontecer com todos os creem na verdade divina. Mesmo que o mundo se modifique, a Palavra de Deus jamais mudará. Ela permanece a mesma, sempre real e viva!

O senhor faz críticas ao materialismo da Igreja Evangélica ocidental. Na sua opinião, como essa Igreja pode exercer papel relevante no Reino de Deus?

Primeiramente, verifiquei que os pastores das Igrejas tradicionais ocidentais veem sua obra como uma profissão. Isso significa que não realizam a obra de Deus como um chamado e não querem abrir mão do seu poder aquisitivo. Na China, nossas prioridades são diferentes: primeiro, tornar-se cristão, através da conversão. Segundo, afastar-se das tentações e tentar viver uma vida sem pecado. Acredito que, apesar da influência do materialismo sobre o Ocidente, a Igreja dessa parte do mundo deve se empenhar para divulgar o Evangelho e ajudar aos necessitados.

O que a Igreja brasileira, especificamente, pode fazer em relação àqueles irmãos chineses que sofrem restrições e supressão de direitos em virtude de sua fé em Cristo?

Em primeiro lugar, orar pelas famílias dos líderes e pastores encarcerados. Eu sou muito grato aos irmaãos de todo o mundo que oraram por mim e por minha família enquanto estive preso. É preciso orar também pela evangelização nos países budistas, islâmicos e hinduístas, e pelas Igrejas clandestinas chinesas, também chamadas subterrâneas, para que não sejam influenciadas pelo crescimento econômico. Pedir a Deus que, apesar da perseguição, elas continuem firmes e convictas na visão do Reino de Deus. O desejo sincero do meu coração é que cada cidadão chinês possa possuir a sua própria Bíblia.

Aos 51 anos de idade e depois de tantos sofrimentos, experiências milagrosas e realizações para o Reino de Deus, o que o senhor faria diferente em seu ministério, caso pudesse voltar no tempo?

Olha, eu agradeço a Deus por ter me convertido ao cristianismo aos 16 anos de idade. Na minha vida, já passei por muitos sofrimentos e também obtive muitas vitórias. Não me arrependo de nada. Porém, se eu tivesse a oportunidade de voltar no tempo novamente, eu faria tudo com maior convicção, dedicação e fé.





Carlos Fernandes

ESTADOS UNIDOS: ONDE O FRACASSO COMPENSA!

Por Gabor Steingart – Washington



Na atual crise financeira, o modelo do capitalismo dos EUA implodiu num big bang. Mas a administração Bush está tentando apagar as chamas jogando ainda mais combustível ao invés de água, e quer ver os apostadores de Wall Street serem recompensados por seu fracasso.



Há mais de cem anos, o sociólogo alemão Georg Simmel criticava os bancos por serem ainda maiores e mais poderosos do que as igrejas. Sua queixa principal — a de que o dinheiro é o novo deus de nossa era — ainda hoje é ouvida. Se Simmel tinha razão — e há indícios de que tinha —, sua afirmação teria de ser mudada para se adequar às circunstâncias de hoje: Nem todos oram para o mesmo Deus.

Entre os adoradores do dinheiro existem pelo menos três credos. Primeiramente temos os Puritanos, que submissamente levam seu dinheiro às novas igrejas, na esperança de que ele se multiplicará. Já os chineses, por exemplo, em média depositam no banco 40 por cento de sua renda. Que disciplina louvável! Temos aí o grupo dos Pragmáticos. Poupam e emprestam, mas somente nessa ordem; portanto, seu ato de poupar limita sua coragem de ousar. Essa mentalidade está presente especialmente nos países germânicos, onde os bancos de poupança são sagrados.

Por fim, temos as comunidades religiosas dos “Desinibidos”, que é especialmente popular nos Estados Unidos. Seus adeptos admitem, sem hesitar, a inconseqüência intencional, o desperdício irresponsável e a ganância onipresente.

Chamam isso de “American way of life”. Seus membros vivem só no aqui e agora, sem fazer perguntas quanto ao amanhã. Um empresta dinheiro ao outro, mesmo não sendo seu o dinheiro: ele já o pegara emprestado de um terceiro, que havia prometido obtê-lo de uma quarta pessoa, e assim por diante.











Southampton: A Trilha de Indícios Começa







Esta comunidade religiosa é a mais devota de todas. Algum tempo atrás ela adotou a prática de tratar o dinheiro esperado como dinheiro real e igualar desejo e realidade. Qualquer sinal de inibição que ainda pudessem ter, já desapareceu.







Mas como todos sabiam que os desejos superavam o número de dólares, o resultado inevitável foi uma certa lacuna de recursos, ou déficit. Capitalismo sem capital — o audacioso cerne da inovação — não poderia dar certo. E não há salvação mundana para isso — pelo menos essa foi uma conclusão a que puderam chegar o antigo Deus, aquele que carregou a cruz, e o novo deus, aquele que traz nos olhos os símbolos do dólar.







Então aconteceu o inevitável: o big bang. Três dos cinco bancos de investimento dos EUA perderam sua independência, enquanto os outros dois ainda caminham a passos trôpegos. Dois bancos de hipoteca e uma companhia de seguros passaram a ser administrados pelo governo.







O sistema financeiro global foi abalado, aterrorizando os membros dos outros dois credos. Pode haver três religiões, mas há um só céu. Se ele desabar, todo mundo morre.







Uma busca de provas que apontem com precisão os responsáveis deve, muito provavelmente, começar em Southampton, um refúgio litorâneo da elite endinheirada. A cidadezinha, no extremo leste de Long Island, fora da cidade de Nova Iorque, nos apresenta um vislumbre do quanto a ganância pode ser atraente.







É um lugar onde as opções de lotes de ações têm sido transformadas, aos milhares, em castelos dignos de contos de fada, à beira-mar. Aproveitando-se de brechas legais que possibilitam evasão tributária, os gurus financeiros de Wall Street conseguiram, como num passe de mágica, resgatar seus títulos de crédito praticamente intactos. Pelas leis tributárias dos EUA, os impostos cobrados pela compensação na forma de ações e warrants ficam abaixo da metade do índice tributário mais alto. Assim, a renda de muitos banqueiros é tributada por um índice mais baixo do que a renda de suas secretárias.











Como Menos Se Tornou Mais







Como os donos dessas mansões à beira-mar não estão lá no momento, maiores investigações exigem uma viagem de trem a Nova Iorque. No edifício que abriga, no centro da cidade, os escritórios da Lehman Brothers, que está em processo de encerramento da própria história, há mais a ser descoberto sobre a seqüência dos acontecimentos. Bilhões de dólares foram emprestados a pessoas sem condições de obter crédito, para manterem condomínios e casas sem valor de mercado. No jargão cinicamente debochado dos banqueiros, esse tipo de empréstimo era chamado de “SRSA”, sigla para “Sem Renda, Sem Ativo”.







Mesmo assim, tudo corria bem no mundo dos agiotas. O miraculoso aumento da oferta de dinheiro ajudou a elevar os preços dos imóveis em mais de 70 por cento entre 2000 e 2006. Essa indústria tinha conseguido obter lucros aumentando os riscos. Pelo menos em seus balanços financeiros, menos tinha virado mais.







Em tempos melhores, os bancos poderiam ser tidos como empreendedores; hoje, contudo, estão sendo chamados de irresponsáveis. Mesmo antes de se ter criado a expressão investimentos bancários, Karl Marx já conhecia a relação entre ambas as coisas: “O capital tem tanto horror à ausência de lucro ou de lucro muito baixo quanto a natureza o tem ao vácuo. Com lucros adequados, o capital é despertado; com 10 por cento, ele pode ser usado em qualquer lugar; com 20 por cento, ele se torna dinâmico; com 50 por cento, absolutamente ousado; com 100 por cento, ele esmagará sob seus pés todas as leis humanas; e com 300 por cento, não há crime que ele não esteja disposto a cometer, mesmo sob o risco de se autodegolar”.







O Credo de Paulson



Agora a trilha nos leva de Nova Iorque a Washington, na Pennsylvania Avenue, onde fica o gabinete de Henry Paulson, Secretário do Tesouro dos EUA. Seu departamento é tão importante que apenas um simples portão de jardim separa o Departamento do Tesouro dos jardins da Casa Branca. Paulson manteve uma abordagem indulgente em relação aos bancos, e agora planeja capitalizar sobre seus prejuízos. Ele se tornou algo como um resseguro para financiamentos altos. Seu objetivo é eliminar as guilhotinas — mas não a ganância.



O próprio Paulson já foi banqueiro em Wall Street. É um homem de boas maneiras e princípios rígidos. Em tempos de normalidade, ele tem fé no mercado, em Deus e em George W. Bush. Em tempos como os de hoje, porém, ele prefere depositar sua confiança no governo, nos contribuintes e em Bush.



Ao contrário do que tem sido amplamente divulgado, Paulson não pretende usar os recursos dos impostos para financiar a catástrofe iminente. Em vez disso, planeja fazer novos empréstimos de bilhões de dólares para o Tesouro dos EUA. “Detesto o fato de ter de fazer isso, mas é melhor que a alternativa”, ele disse na semana passada. O presidente já sinalizou sua aprovação.



É isso que acontece com comunidades religiosas quando se vêem sob pressão: tornam-se ainda mais devotas. O mesmo modo de pensar que só enxerga em curto prazo e que deflagrou o desastre desde o início agora é visto como a solução para ele. O governo está tentando apagar o fogo com combustível, não com água. Aliás, é exatamente o mesmo combustível que, no início disso tudo, acendeu as chamas em Wall Street: dinheiro emprestado.



A única diferença é que os novos empréstimos não viriam de um sexto sétimo ou oitavo membro da comunidade religiosa. Em vez disso, seriam arrecadados junto a todos os contribuintes somados. Isso representaria o fim da separação entre igreja e estado, com Wall Street se tornando a religião nacional.



O que há em comum entre esta comunidade religiosa e as outras duas já está em processo de desaparecimento. Coisas que eram consideradas inseparáveis nos tempos da tradicional e respeitada economia de mercado — tais como valor e consideração, salário e desempenho, risco e responsabilidade — agora estão sendo despedaçados em nome do governo. O capitalismo que hoje se vê nos EUA é uma versão esgarçada e degradada do que ele foi um dia.



As ações dos políticos estão fortalecendo os efeitos da derrocada econômica ao invés de amenizá-los. O capitalismo ao estilo norte-americano ainda não morreu, mas está simplesmente preparando o próprio funeral com honras. A história dos dias atuais é a história de uma morte anunciada. O que nos faz lembrar Miss Marple. 1



_______________________



1. Miss Marple, personagem ficcional de Agatha Christie, é uma detetive peculiar: uma senhora idosa e de aparência frágil, que, pela observação atenta das pessoas e acontecimentos ao seu redor, é capaz de prever que uma ou mais mortes irão acontecer — e, de fato, acontecem; daí ser citada pelo autor do artigo. Para saber mais sobre Miss Marple, clique aqui. (Nota do Tradutor)

OBAMA: A REVOLUÇÃO DESDE CIMA!

Por Olavo de Carvalho

 
O jornalismo, na sua acepção mais elevada, é uma variante menor da ciência histórica. Os instrumentos de pesquisa, verificação e expressão de que o jornalista se serve são em essência os mesmos do historiador, apenas reduzidos a uma escala de precisão mais modesta, em razão do tempo mais curto. Porém, tal como acontece na própria História, a busca do conhecimento aí não é tudo. Tanto o historiador como o jornalista podem se colocar – e este último quase invariavelmente se coloca – a serviço da luta política e de poderes que não raro estão mais interessados na difusão da ignorância que do conhecimento. Daí a necessidade de uma espécie de jornalismo de segundo grau que observe e analise o desempenho do primeiro, separando, nele, o que é investigação da verdade e o que é puro discurso de agente político, na sua tripla acepção de propagandista, de ocultador e de agente de influência. Para desgraça geral, os “observatórios de mídia” que alegam cumprir essa função não passam, na maior parte dos casos, de agentes políticos eles próprios, bem ou mal camuflados sob a capa de analistas críticos. O “Observatório da Imprensa” do Sr. Alberto Dines não passa, em última instância, de um comissariado político devotado a preservar a ortodoxia esquerdista hegemônica. O “Observatório de Mídia” da USP, conforme já demonstrei com documentação mais que suficiente, é apenas um braço da política globalista. Nos EUA, uma certa variedade de perspectivas ainda assegura algum confronto genuíno, mas o alcance popular dos sites de media watch é mínimo em comparação com o dos grandes jornais e noticiários de TV, que a “revolução cultural” das últimas décadas transformou, decididamente, em agentes políticos, isentos do mais mínimo compromisso com as funções que outrora garantiram ao jornalismo uma parcela da dignidade da ciência histórica.



Nesse panorama, os fatos mais óbvios podem se tornar invisíveis e suas relações mais patentes um mistério insondável para a quase totalidade da população, aí incluída a elite falante, não digo pensante.



Para quem estuda os fatos da atualidade com critérios de historiador, nada mais fácil do que compreender os objetivos da administração Obama, bem como as estratégias e táticas usadas para sua implementação. Esses objetivos são apenas dois: (a) debilitar o poderio americano na esfera internacional, tornando os EUA praticamente inermes ante qualquer iniciativa militar ou qualquer campanha diplomática mais agressiva da parte de seus inimigos; (b) no plano interno, inversa e complementarmente, aumentar o poder de controle do governo sobre a massa dos cidadãos, desarticulando e desarmando antecipadamente qualquer veleidade de oposição popular, seja ao primeiro objetivo, seja a este mesmo.



Isto não é uma “interpretação”. Os fatos falam por si mesmos, mas não podem ser ouvidos pela maioria, seja porque são diretamente sonegados, seja porque vêm diluídos numa maçaroca alucinante de factóides, detalhes irrisórios, desconversas e desinformação pura e simples, tornando a substância dos acontecimentos dificilmente apreensível até mesmo por pessoas letradas que, inconscientes da mudança radical das funções do jornalismo desde a década de 60, continuem tomando a “grande mídia” como fonte primordial de informações.



No plano internacional, com exceção das gestões para deter a corrida armamentista da Coréia do Norte, que já vinham da presidência anterior e não têm como ser desviadas muito rapidamente do seu curso pré-escolhido, as iniciativas principais do governo Obama foram sucessivas manifestações de simpatia para com governos islâmicos profundamente comprometidos em campanhas anti-ocidentais e anti-americanas. A quase genuflexão ante o rei da Arábia Saudita é apenas um símbolo, mas ele diz muito porque vem acompanhado não só de acenos amigáveis para o governo do Irã, mas também de esforços manifestos para induzir a classe política americana a aceitar passivamente a transformação do Irã em potência nuclear (esta notícia não pôde ser ocultada nem mesmo dos brasileiros: v. http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2009/04/04/ult579u2764.jhtm).



Ao mesmo tempo que despende trilhões num “plano de recuperação econômica”, que beneficia acima de tudo as organizações que o apoiaram na campanha eleitoral, como por exemplo a Acorn, que caprichou no obamismo ao ponto de distribuir milhares de títulos de eleitor falsos para aumentar o eleitorado do candidato democrata, Obama anuncia um corte de 8 bilhões de dólares no orçamento das Forças Armadas. E faz isso no preciso momento em que a China completa a fabricação de um novo míssil balístico capacitado a destruir porta-aviões americanos num raio de dois mil quilômetros com um só disparo para cada um. A zona de cobertura da nova arma, versão modificada do míssil Dong Feng 21, abrange precisamente as áreas que os estrategistas americanos consideram vitais para um eventual confronto de superfície entre forças americanas e chinesas.



É ainda impossível avaliar em que medida a nova arma de Beijing é devedora do ex-presidente Clinton, que após ter feito vista grossa à profusão de espiões tecnológicos chineses nos EUA, aproveitou sua última semana na Casa Branca para libertar os poucos deles que estavam na cadeia. O que é absolutamente certo é que a liberação das viagens a Cuba, planejada pelo governo Obama, vai fortalecer um bocado o regime comunista da ilha, não só “enchendo de dinheiro os irmãos Castro”, como disse Otto Reich, mas facilitando o trânsito de espiões cubanos num país que já está repleto deles.



Por fim, é notório que os círculos obamistas vêem com agrado as gestões cada vez menos discretas do G-20 para adotar uma moeda mundial, desbancando o dólar e submetendo a economia americana ainda mais ao controle internacional.



Embora o sentido de todas essas atitudes do governo Obama seja claro e insofismável, até mesmo os comentaristas mais abertamente conservadores têm extrema dificuldade em percebê-lo. Seus cérebros, entupidos de inibições, preconceitos e escrúpulos patéticos que a cultura esquerdista ambiente injetou neles desde a década de 60, funcionam com tal lentidão que só ouvem o cão latir depois de várias mordidas. Uma conversa recente na Fox News entre Sean Hannity, comentarista político da estação, e Dick Morris, ex-conselheiro dos Clintons convertido à causa conservadora, ilustra o que estou dizendo:



Morris: -- Há uma coisa importante que vai acontecer em Londres neste G-20, e que eles estão camuflando, escondendo: a coordenação dos regulamentos internacionais. O que eles vão fazer é colocar o nosso FED (Federal Reserve) e a nossa SEC (Comissão de Títulos e Câmbio), sob o controle do Fundo Monetário Internacional... O que isso realmente é, é colocar a economia americana sob controle internacional.



Hannity: -- É mesmo.



Morris: -- E aquelas pessoas que viviam gritando “A ONU vai tomar o poder!”, “É o governo global!”...



Hannity: -- Teóricos da conspiração…



Morris: -- Eles eram malucos. Mas agora vemos que estavam com a razão. Está acontecendo.



Hannity: -- Quando o Geithner (presidente do FED) disse na semana passada que está aberto à idéia de moeda global, essa turma da teoria da conspiração já tinha anunciado durante anos que isso ia acontecer. Você não está errado, você não está errado…



Concomitantemente – e coerentemente – com a debilitação do poderio americano no exterior, as medidas do governo Obama para aumentar o controle estatal sobre a sociedade e os cidadãos são tão vistosas que o simples fato de não provocarem escândalo geral já é por si mesmo um escândalo. Desde logo, Obama exigiu que o escritório do Censo, até então sob responsabilidade parlamentar e portanto bipartidária, fosse instalado na Casa Branca, sob sua fiscalização direta. Como o Censo determina o zoneamento eleitoral, quem controla o Censo controla as eleições americanas. Em tempos normais, esta simples decisão seria motivo de impeachment, mas tanto o Congresso quanto a mídia estão mais empenhados em preservar a imagem de Obama do que a segurança do país e o bom funcionamento da democracia. Até o momento, ninguém estrilou contra a usurpação do Censo, noticiada com discrição entre páginas e páginas consagradas aos novos modelos de vestido da Sra. Michele Obama.



Não podendo implantar diretamente o controle de armas, que a população rejeita maciçamente, o governo Obama apelou ao expediente de diminuir o estoque de munições à disposição do consumidor, dificultando a compra ou importação dos materiais necessários à fabricação de balas. Os efeitos da medida apareceram com velocidade impressionante. Qualquer coisa mais requintada do que cartuchos para espingardas de caça é muito difícil de encontrar hoje em dia nas lojas de armas. Ao mesmo tempo, os deputados e senadores governistas já distribuem entre si uma lista de mais de setenta modelos de armas que o Procurador Geral Eric Holder – tradicional adepto da proibição total – planeja banir na primeira oportunidade.



Não satisfeito com o tremendo acréscimo de poder que essas medidas lhe dão, o governo Obama, através da FDA (Food and Drug Administration), vem ajudando a promover o Codex Alimentarius – plano da ONU para colocar a produção mundial de alimentos sob controle direto e estrito da burocracia internacional e de meia dúzia de macro-empresas globais. Os projetos de lei HR875, HR759 e S425 proíbem até mesmo a livre produção de alimentos para consumo doméstico ou comunitário, e tornam crime a chamada “alimentação natural” – plantar cenouras, beterrabas, batatas, etc. sem fertilizantes, antibióticos e o que mais as autoridades determinem. Pelo Codex Alimentarius, cada galinha criada em fundo de quintal terá de ser registrada em órgãos do governo e alimentada com aquilo que o governo escolha. As penalidades incluem prisão do culpado, apreensão dos produtos considerados ilegais e desapropriação da terra onde seja cometido o “crime”.



Uma das empresas mais empenhadas na aprovação do projeto é a Monsanto. Quando o ativista de esquerda José Bové, participante do Forum Social Mundial de 2001 em Porto Alegre, promoveu a destruição de mil acres de transgênicos dessa empresa no Rio Grande, todos os nossos liberais e conservadores protestaram, em nome da liberdade de mercado. Lamento informar: descontados os meios ilegais com que fez o seu protesto, Bové estava certo, mesmo sem saber por que. A Monsanto não tem nada a ver com liberdade de mercado. Tem a ver com o socialismo burocrático mundial.



Para completar, o senador democrata Jay Rockefeller, membro da família que controla o CFR (Council on Foreign Relations) e por meio dele a política americana, após ter feito a espantosa declaração de que o maior risco para a segurança dos EUA não é o terrorismo, nem a China, nem o tráfico de drogas, nem a imigração ilegal, e sim a internet – declaração que num primeiro momento pareceu apenas um abuso de excentricidade –, passou das palavras à ação, apresentando, na semana seguinte, um projeto de lei que coloca a rede inteira sob controle direto de órgãos da presidência americana.



Tecnicamente – e creio ter demonstrado isso em sucessivos escritos e conferências –, uma revolução define-se como um projeto abrangente de mudança social e política a ser realizado mediante uma concentração anormal de poder. Uma revolução nesse sentido estrito – uma revolução de dimensões mundiais – já está em avançado estado de realização nos EUA. O fato de que a maior parte da população e até mesmo das classes letradas nem mesmo perceba isso enquadra nitidamente o fenômeno na categoria das “revoluções desde cima”, tal como descrito no livro clássico de Hermann Rauschning, The Revolution of Nihilism: a Warning to the West. Publicado em 1938 e referindo-se especialmente ao caso alemão, o alerta de Rauschning não foi ouvido. O meu também não será.

Banco do Brasil abre conta para doações ao Haiti



SOS Haiti,
Banco do Brasil
agência 1606-3
conta corrente 91.000-7

Ajude!

Deus te abençoe!

Igreja Online e http://www.webmae.com.br/







Banco do Brasil abre conta para doações ao Haiti


Publicado em 13.01.2010, às 16h26

O Banco do Brasil e a Embaixada do Haiti no Brasil abriram uma conta corrente para receber doações para as vítimas do terremoto nas proximidades de Porto Príncipe, no Haiti, ocorrido nesta terça (12). O dinheiro recebido na conta será administrado diretamente pela diplomacia do país da América Central. Depósitos de qualquer valor podem ser feitos em nome de SOS Haiti, agência 1606-3, conta corrente 91.000-7. Os depósitos podem ser feitos de qualquer parte do Brasil nas agências e caixas eletrônicos do BB.



A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) também tomou iniciativas emergenciais em relação ao Haiti. Enviou ao país uma Equipe de Ajuda Imediata a Desastres (Dart, na sigla em inglês) e acionou três de seus parceiros nos EUA, conforme informou a embaixada americana em Brasília. Dentre esses parceiros, a Fairfax County Urban Search and Recue (Usar) é uma equipe de busca e resgate composta por até 72 especialistas em tragédias e seis cães farejadores e conta com cerca de 48 toneladas de equipamentos. A Usaid presta auxílio ao Haiti há 50 anos.



Fonte: Agência Estado

O "Dia" em que o Brasil Parou! (Ou melhor, só 20%)...

O "Dia" em que o Brasil Parou! (Ou melhor, só 20%)...ver em http://webmaenews.blogspot.com

Obra de Deus ou Família?



Por Gisele Alves




É correto se dedicar tanto ao ministério na igreja e negligenciar sua casa?


Muitos cristãos acabam confundindo o ato de realizar a obra de Deus com se dedicar de forma integral à sua congregação, ao ponto de preterir sua família. A igreja é muito importante na vida do servo, pois o Senhor a instituiu. Mas devemos lembrar que ela é composta por famílias. O templo é o local onde as pessoas vão adorar a Deus, ouvir mais de Sua Palavra, se envolver com os afazeres do ministério... Por isso, há quem pense que se toda a sua “casa” é convertida ao Senhor Jesus, basta que se reúnam na igreja. Um grande erro! Afinal, estarem juntos realizando obras eclesiásticas não significa que irão estar em comunhão uns com os outros. A igreja é lugar de koinonia, sim. Porém, é na família que esta unidade deve ser ensinada e praticada primeiramente. Como exigir que um familiar não cristão entenda esta ausência e ainda sinta o desejo de seguir as mesmas práticas?

O pastor e psicólogo Wander Gomes, da Primeira Igreja Batista do Recreio, no Rio de Janeiro, diz que esta instituição será sempre o primeiro campo de atuação de um indivíduo. Se ele se preocupa com a família, este cuidado vai se estender ao Reino de Deus e a todo trabalho que é desenvolvido. “Na minha ótica, a prioridade deve ser este campo familiar onde eu exerço primeiramente os meus dons, talentos e pastoreio. Depois vamos avançando para outras esferas de atuação no Reino de Deus”, afirma.

Alguns maridos acabam negligenciando suas esposas e vivem para os afazeres evangelísticos se baseando no texto bíblico que diz ser preciso deixar pai e mãe para servir a Deus (Lucas 14.26). Sobre isso, pastor Wander afirma que esta é uma interpretação errada das Escrituras. “Na época desta orientação, quando as pessoas aceitavam o evangelho de Jesus, elas eram expulsas de suas casas. Mas, nos dias atuais, e no Brasil, não temos este tipo de situação, na qual a pessoa é colocada para fora de sua residência por decidir aceitar a Jesus. Por isso, seria errado se envolver com a obra e abandonar a própria casa”, esclarece.

Andrea Lima, membro da igreja Batista no Rio de Janeiro, viu esta situação bem de perto. “Eu já era separada do meu marido e tinha minha criança ainda pequena, quando conheci a Jesus. Comecei a gostar muito de me envolver na obra de Deus, o que foi importante e me alicerçou na fé. Então, passei a ter a ilusão de que estar com meu filho dentro da igreja seria suficiente. Mas, ele precisa de sua mãe como mãe e não como a mãe atuante na igreja. Se ele vai comigo para a Escola Bíblica, vai ficar na escolinha dele e eu em outra sala assisto as minhas aulas”, conta ela que só foi perceber isso depois de um ano, quando notou seu filho um tanto irritado. “Vi que o tempo que estava com ele na igreja era mais para trabalhar do que dar a devida atenção. Por isso essa divisão entre ministério e família é muito importante”, afirma.

A Bíblia orienta que em primeiro lugar deve vir Deus, em segundo a família e em terceiro Sua obra. Já que um projeto primordial do Senhor é a instituição familiar. As Escrituras Sagradas dizem: “mas se alguém não cuida dos seus negou a fé é pior que o incrédulo” (I Timóteo 5.8). Veja a orientação que Deus passa sobre a conduta do bispo: "É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, (...) que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)" (I Timóteo 3:2,4 e 5). Então, fica claro que a conduta do homem de Deus deve ser irrepreensível em seu lar. Do que adianta, por exemplo, um pastor ganhar inúmeras famílias para Cristo, e perder a sua para as trevas? Seria isso do agrado do Deus Pai?

E é através da família que os princípios de vida cristã são ensinados de acordo com Palavra de Deus. Na Igreja é onde devem estar os verdadeiros homens e mulheres de Deus chamados para os mais diversos ministérios. Porém, é na família que eles recebem as primeiras orientações, ensinamentos e exemplos. Imagine um pastor, ou líder que cuida de suas “ovelhas” e esquece que em sua casa, os seus ainda não receberam o “alimento” devido. Ou uma serva de Deus que se dedica em tudo na igreja e com seu marido é relapsa, desatenta e sem sabedoria. Certamente, este não é o plano de Deus para seus filhos.

Oficina G3 e MK Music ganham Grammy Latino 2009

Por Equipe de Jornalismo

CD Depois da Guerra foi eleito o Melhor Álbum de Música Cristã em Português


Após receber três indicações ao Grammy Latino, Juninho Afram, Jean Carllos, Duca Tambasco e Mauro Henrique conquistaram o Grammy Latino 2009. A banda Oficina G3 compareceu em peso à Las Vegas para a décima edição da premiação. Além dos integrantes do grupo, marcaram presença na cerimônia Alexandre Aposan (baterista), Ivan Miranda (empresário), Teka e Naomi (esposa e filha de Duca).

Minutos antes do anúncio do vencedor, a apreensão era grande. Além do Oficina G3, disputaram o prêmio na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa Marina de Oliveira, Jozyanne, André Valadão e Régis Danese. Quando a apresentadora Bárbara Palácios pronuciou: Oficina G3, a celebração foi grande. "Estamos muito felizes. Esse prêmio representa muito para nós e queremos repartir e agradecer a todos os membros da academia do Grammy Latino, nossos familiares, nossos amigos, a nossa gravadora MK Music e a todos aqueles que acreditam no nosso trabalho. Que tudo isso aqui possa ser motivo de alegria pra galera do Brasil que está ligada. Dios bendiga", declarou Juninho Afram durante o agradecimento na cerimônia com o gramofone nas mãos.

O Oficina G3 recebeu centenas de mensagens de congratulações pela internet: twitter, orkut, e através dos sites da banda e da MK Music, gravadora que conquista seu terceiro Grammy Latino. "Foi uma vitória merecida, a terceira indicação! Fico muito feliz porque eles trabalham muito. Achei justíssimo, embora o meu coração de mãe quisesse que a Marina ganhasse. Parabéns Oficina G3, vocês lutaram bravamente, e mereceram o Grammy", declarou a presidente da gravadora, Yvelise de Oliveira ao jornalismo do Grupo MK, pelo rádio direto de Las Vegas.

Marina de Oliveira, que também está em Las Vegas, parabenizou a banda. "Está tudo maravilhoso. Estou filmando muito os meninos aqui, e muito feliz por eles. Foi tudo lindo, tiramos muitas fotos no tapete verde ... uma grande emoção. Parabéns Oficina G3!", declarou a diretora artística da MK Music, que está aproveitando o momento com toda a "delegação" da gravadora.

O estilo Rock Gospel de vida


Por Bruno Barreira



Flávio Lages aborda o assunto e mostra que viver através da música underground já é uma realidade
A graça de Deus é multiforme e pode atingir corações através de diversos meios, em variadas culturas, de acordo com a administração dos dons que cada um recebeu. É o que afirma a própria Palavra em I Pedro 4.10. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. O músico e escritor Flávio Lages Rodrigues – autor do livro O Rock na Evangelização, lançado em 2006 pela MK Editora – é um dos que seguem este mandamento à risca. Ele dedica a sua vida para mostrar que não é preciso abandonar certos costumes culturais para viver na presença de Deus.

Dessa forma, Lages vive através do seu ministério em ritmo de Rock pesado. Com a sua banda Post Trevor, cujas guitarras rugem um Trash Metal vigoroso, ele mostra que o estilo musical e suas roupas pretas e estilizadas não o impediram de receber a graça de Deus. Ele explica que o estilo é apenas uma cultura inerente à tribos urbanas contemporâneas, que não se apresenta como empecilho à revelação divina.

“O próprio Senhor Jesus estava inserido numa cultura quando andou aqui na terra. Cristo se relacionava com esta cultura. Havia também toda uma maneira de andar, vestir, falar e se alimentar. Assim também é com os roqueiros hoje em dia, que possuem toda uma característica cultural peculiar. Então, se um jovem gosta de Rock, ele será mais receptivo a Palavra de Deus através do Rock. Esse estilo musical, portanto, passa a ser uma ferramenta de evangelização. Além disso, temos que lembrar também que Deus não faz acepção de pessoas e que, independente do local onde o indivíduo esteja inserido, faça somente o que é reto e justo e tema o nome dEle. Somente a Palavra de Deus, e não a cultura, poderá corrigir as falhas e redimir o homem de seu pecado”, acredita.

Em outras palavras, Flávio Lages (foto) afirma que o problema não está na cultura Rock ou em qualquer outra que possa estar entranhada na vida em sociedade, mas no pecado que corrompe qualquer movimento humano que se ausente da presença de Deus. Enfim, o músico e escritor deixa claro que os costumes culturais, por si só, não podem salvar. Somente Cristo. “O estilo musical, na verdade, é apenas um elemento da cultura que nós podemos usar, aliado à revelação de Deus, para pregar a mensagem através da Palavra cantada. É certamente uma forma de sair do gabinete e ir onde as pessoas estão”, afirma.

Vida roqueira

Assim, o músico segue com sua vida regida pela Palavra, sem deixar o estilo underground de viver. Uma opção que ele afirma ser uma realidade, que já conta com bandas e músicos de alta qualidade em diversos pontos do país. “O trabalho que vem sendo realizado por diversas bandas possui uma qualidade excepcional. E o melhor: esses grupos têm como valor agregado a Palavra de Deus, que na verdade é toda a essência deste movimento. Temos músicos excelentes em guitarra, baixo, bateria e teclado. E isso já é um passo importantíssimo. Afinal, se tem qualidade musical, os jovens apreciam com mais facilidade. E são vários estilos dentro do Rock Evangélico brasileiro atual. Tem Punk Rock, New Metal, Hard Core, Hard Rock, Pop Rock, Grunge, Heavy Metal, enfim, todos os sub-estilos do Rock”.

O estilo roqueiro de Flávio Lages é antigo e vem antes de sua conversão. A banda Post Trevor foi formada em 1992 e participava do circuito secular de heavy metal da época. Com o tempo, a banda se desfez sem que nenhum dos integrantes brigassem entre si. Neste meio tempo, eles aceitaram a Cristo, cursaram teologia (todos os integrantes da banda são teólogos) e resolveram atuar novamente na música, só que desta vez tocando Rock evangélico.

A formação original da banda voltou em 2002 e, desde então, realiza apresentações em todo o país. Agora Flávio Lages se dedica para lançar, em breve, seu segundo livro pela MK Editora. Desta vez, o escritor promete se dedicar mais em expor a cena roqueira underground gospel do país. Ele cita a falta de gravadoras especializadas como o maior obstáculo existente hoje para quem deseja se dedicar a um ministério de Rock pesado.

“O maior problema é a falta de abertura para as bandas de Rock Evangélico. Nem mesmo as rádios especializadas em Rock do país costumam abrir as portas. Nós, por exemplo, estamos conseguindo alcançar alguns espaços por causa do meu primeiro livro que está trazendo informação e abrindo as mentes para uma maior aceitação do que propomos. Mas nós vamos prosseguir firmes neste propósito divino”, finaliza.