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A Necessidade da Revelação Hoje (Continuação da semana passada)

"Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele..." (Efésios 1.17-18).

Precisamos de revelação para ver que a divisão atual da igreja não glorifica a Deus, que é algo completamente contrário ao seu projeto eterno, que não tem nenhum fundamento bíblico nem teológico, e que se constitui num grande estorvo para que o mundo creia no evangelho (João 17:21).

Precisamos de revelação para nos limparmos completamente dos paradigmas "evangélicos" de divisão e dos argumentos humanos que querem justificar a divisão atual até usando versículos bíblicos.

Um só Corpo, uma só Cabeça

"Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidade pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Efésios 4.15-16).

A igreja é um corpo só. Um corpo é um organismo vivo em que todos os membros estão unidos entre si. Um corpo é uma unidade orgânica e funcional. Esta é a figura mais reiterada no Novo Testamento para representar a igreja.

Hoje a igreja evangélica está dividida em milhares de "corpinhos". Temos conseguido o absurdo: dividir o indivisível. Temos despedaçado o corpo de Cristo.

Estamos como o vale dos ossos secos de Ezequiel 37. O pecado da Igreja Católica é sua "mariolatria" e seu culto às imagens e aos santos. O pecado da Igreja Evangélica é sua terrível divisão. Qual é pior? Qual dos dois é mais fácil resolver?

Deus nos diz hoje: Filho do homem, se unirão estes ossos? Minha igreja voltará a ser um só corpo?

– Senhor, é muito difícil… quase impossível … mas Tu sabes.

- Tem razão. Eu sei. Portanto, profetize, dizendo o que Eu digo: "… até que todos cheguemos à unidade da fé…" "todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta…"

Isto acontecá em todos os níveis: congregacional, na cidade, na nação e também em âmbito internacional. Em muitos países já começou. O início é geralmente simples, despretencioso, às vezes imperceptível, mas se torna muito importante se Deus é quem está à frente.

A Igreja da Cidade

De acordo com os princípios bíblicos a igreja é uma só. A forma correta de manifestar essa unidade no mundo é em cada cidade. Hoje, mais do que nunca, o mundo está aglomerado em cidades. O princípio que Watchman Nee redescobriu e deu tanta ênfase: Uma só igreja em cada cidade. Em uma cidade pode haver centenas de congregações, e inclusive um número muitos maior de pequenas comunidades nas casas, mas uma só igreja, debaixo de um só presbitério.

A Igreja Católica tem conservado bem alguns princípios através dos séculos, e um deles é este: Uma só igreja em cada cidade, a qual é chamada de diocese. Pode haver muitas paróquias, mas todas elas formam a única igreja na cidade. Eles mantêm essa unidade debaixo da autoridade do bispo (praticam o episcopado monárquico, o qual não estou afirmando que seja bíblico ou correto).

Nos últimos 20 anos, em muitas cidades da América Latina e do mundo têm surgido Conselhos de Pastores. Na Argentina, há 20 anos só havia Conselho de Pastores em duas cidades: Santa Fé e Resistência. Hoje, existem mais de 200 cidades na Argentina onde funcionam Conselhos Pastorais. Alguns deles ainda são frágeis e problemáticos. Outros, como na cidade de Rosário, é um exemplo. Em muitos Conselhos vem crescendo a visão da Igreja da Cidade. É o início do fim de todas as divisões denominacionais. É necessário dar força a esses Conselhos com a visão de Deus. Esses Conselhos de hoje serão o presbitério de amanhã. Chegará o dia em que não haverá mais Igreja Batista, Igreja Pentecostal, Igreja Renovada, etc. Seremos só IGREJA. Haverá uma só igreja em cada cidade.

Podemos imaginar o potencial de recursos humanos, econômicos e sociais que isto significa! Podemos imaginar o potencial sobrenatural que isto vai desencadear! Quando Deus vir o seu povo unido em cada cidade,o que ele não fará? Que oração ficará sem resposta? Os demônios tombarão, as potestadores dos ares cairão, e o Reino de Deus avançará como nunca na história. "Pai, que sejam um para que o mundo creia". Seremos um, e o mundo crerá!

Ponto de Reflexão

- O derramamento do Espírito Santo no último terço deste século tem ultrapassado todas as barreiras denominacionais. Hoje praticamente não se distinguem as igrejas pentecostais das não-pentecostais. Algunas igrejas não-pentecostais são mais pentecostais que as pentecostais. Muitas reuniões católicas são muito "evangélicas". O que está acontecendo? Deus está cumprindo a sua promessa de derramar seu Espírito sobre toda carne. E vai chegar até o cumprimento pleno.

Estamos num ponto de inflexão na história da igreja. As linhas divergentes dos últimos 500 anos foram quebradas para tornarem-se linhas convergentes. Quantos anos demorará este processo até que sejamos "perfeitos em unidade" como pediu Jesus? (João 17:23). Mas sabemos que assim será.

Em nossa experiência na América Latina, temos aprendido que este processo deve ser gradual e progressivo, e que requer muita paciência, amor e fé. O processo não é sempre uma linha ascendente. Há avanços e retrocessos. Devemos perseverar, crer, interceder, orar, lutar, e voltar a crer que Aquele que começou a boa obra há de completá-la.

Temos aprendido pela experiência que há três passos progressivos para crescer na comunhão:

Conhecimento. É fundamental que nos conheçamos pessoalmente, que sejamos amigos, que abramos o coração, que tenhamos comunhão, que cultivemos e desenvolvamos uma amizade. Não há atalhos, isto requer tempo, e tempo de qualidade juntos. Isto nos levará ao segundo nível de comunhão:

Confiança. Na medida em que nos conhecemos crescerá a confiança (ou não). Se não temos confiança uns nos outros, não podemos avançar ao nível seguinte:

Compromisso. É importante respeitar este processo a fim de que construamos relacionamentos firmes, duráveis e comprometido uns com os outros.

Este processo aconteceu e está acontecendo entre nós a nível de cidade, a nível nacional, a nível regional ou continental, e agora com a IAF estamos crescendo para chegar à unidade e ao compromisso a nível internacional.

Conclusão

Na realidade a minha função tem sido dar uma introdução a este tema. A resposta virá de Deus, através de cada um de vocês nos grupos de discussão.

Para os Grupos de Discussão

Trabalharemos em torno das seguintes perguntas:

1 – Quais são os principais argumentos humanos que devemos superar para avançar com mais certeza sobre a unidade que Deus quer?

2 – Quais são as principais barreiras pessoais que temos de superar em nosso interior para avançarmos a caminho da unidade? Que posições ou atitudes devemos derrubar em nós mesmos para não atrapalhar a unidade que Deus está construindo? (Tempo de reflexão, arrependimento e confissão)

3 – Quais são a sua visão e fé para avançar rumo à unidade em sua própria cidade e país? Como podemos ser fatores de unidade em nossa cidade, país e mundo?

4 – Como transmitir esta visão de Deus ao resto do Corpo de Cristo e às novas gerações?

5 – Como podemos progredir em direção à unidade da fé neste grupo? Como podemos crecer em nossa relação dentro deste círculo de comunhão apostólica internacional em direção à unidade da igreja do Senhor a nível mundial?



Colaboração:
www.igrejavidanova.org
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twitter: www.twitter.com/portalcolina

Rede Webmae: www.webmae.com.br

A IGREJA RUMO À SUA PLENITUDE

A IGREJA RUMO À SUA PLENITUDE

(Jorge Himitian - Buenos Aires/Argentina)

Introdução

Desde o começo do Século XX, a Igreja tem sido muito abençoada, inspirada e avivada ao ter como referência a igreja do primeiro século, especialmente ao ler e estudar o livro de Atos dos Apóstolos. Foi assim que ' nasceu o avivamento pentecostal no começo do século passado. No segundo terço do século surgiram os movimentos de curas divinas. E no último terço do século XX nasceu o movimento carismático ou de renovação. Cada um destes movimentos contribuiu com uma nova riqueza e graça ao Corpo de Cristo em todo o mundo.

A maioria dos que estamos aqui fomos alcançados pela terceira destas três grandes ondas do século passado. Temos uma experiência bastante comum; uma visão e uma herança similares. A palavra "restauração" tem sido uma palavra-chave para muitos de nós, e um conceito importante em nossa visão e compreensão dos princípios eternos da Palavra de Deus. Nos tem ajudado muito na recuperação de verdades, riquezas, dons e práticas que a igreja lamentavelmente havia perdido através dos séculos. Contudo, o conceito de "restauração", involuntária e inadvertidamente, pode ter produzido em nós um condicionamento ou uma limitação quanto à visão da igreja que Deus quer.

Jesus não disse "restaurarei minha igreja", mas "edificarei minha igreja" (Mateus 16:18). Isto já vimos no ano passado. Se por "restauração" da igreja queremos dizer a recuperação dos princípios bíblicos que como igreja tínhamos perdido ou ignorado, está tudo bem. Mas se ao falar da "restauração" da igreja pretendemos voltar a ser como as igrejas do primeiro século, estamos mal. Lembremos que muitas da igrejas do Novo Testamento eram bastante problemáticas. Os coríntios eram carnais. Os gálatas se voltaram à lei. Em Éfeso havia ameaça de divisão. Das 7 igrejas da Ásia, poucas constituem um bom exemplo para nós. A própria igreja de Jerusalém não queria sair de Jerusalém, e só prejudicava os judeus.

Ao estudar as primeiras cartas escritas por Paulo, temos a impressão de que no começo de seu ministério ele tinha a idéia de que em sua geração se completaria a edificação de toda a igreja, e que Jesus voltaria rapidamente. Mas, ao estudar as cartas seguintes, como Efésios, percebemos claramente que Paulo advertia sobre os sinais futuros e que , antes do retorno de Cristo, a igreja alcançaria sua plenitude histórica:

"...para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesús." (Efésios 2.7).

"... até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo..." (Efésios 4.13).

"...para apresentar-se a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e em defeito." (Efésios 5.27).

O Projeto Eterno de Deus

Nossa referência absoluta para a edificação da igreja não é a igreja dos séculos passados, nem sequer a igreja do primeiro século. Nossa referência é a igreja anterior a todos os séculos, a igreja que Deus se propôs a ter antes da fundação do mundo.

A igreja é o projeto eterno de Deus

Ela não nasceu na mente de Deus há 2.000 anos, quando enviou o Seu Filho ao mundo. A igreja estava na mente e no coração de Deus desde os séculos eternos, desde "antes da fundação do mundo".

A igreja não foi o "Plano B" de Deus depois da queda do homem. A igreja é o "Plano A" de Deus desde antes de exisitirem homens ou demônios. A queda foi um desvio, um atentado contra o projeto eterno de Deus. A redenção fez as coisas voltarem ao plano original.

A igreja é a família que Deus se propôs a ter segundo o seu beneplácito, segundo a sua vontade, segundo as abundantes riquezas da sua graça. O pecado revelou a grandeza inimaginável da graça de Deus.

Este projeto eterno de Deus que é a igreja, tem um propósito eterno, que, como um estribilho, se repete três vezes nesse extraordinário 'magnificat' de Paulo em Efésios 1.3-14.

"... para louvor da glória de sua graça" (v.6)

"... para louvor da sua glória" (v.12)

"... em louvor da sua glória" (v.14)

A igreja tem uma só razão de ser: manifestar neste século e no vindouro a glória de Deus.

Para que se cumpra plenamente o propósito do projeto eterno de Deus, a igreja deve ter necessariamente aqui na terra três características:

QUALIDADE – UNIDADE - QUANTIDADE

Jesus disse:

"…edificarei minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16:18)

Hoje, Jesus conta com todos os recursos necessários para edificar a igreja gloriosa que o Pai planejou na eternidade passada. Ele tem toda autoridade e poder no céu e na terra, e a ordem de cumprir o plano do Pai segundo Seu propósito eterno. Aleluia!

Cristo fará! Edificará sua igreja! Não qualquer classe de igreja, senão aquela que chegue a ser uma. Acabarão todas as divisões aqui na terra. Será santa. Será o fim da mediocridade, da carnalidade, do mundanismo. Deixaremos de ser crianças, alcançaremos a estatura da plenitude de Cristo. Seremos cheios de toda a plenitude de Deus. A oração de Cristo em João 17 será plenamente respondida pelo Pai. Todos seremos um. Seremos santos. E o mundo crerá que Jesus, em verdade, é o Filho de Deus. Haverá um grande avivamento mundial em meio a todas as nações. Centenas de milhares se converterão ao Senhor. Inclusive Israel crerá que Jesus é o Messias; e como disse Paulo: "Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?" (Romanos 11.15).

COMO AVANÇAR NA PRÁTICA EM DIREÇÃO À UNIDADE DA IGREJA?

A Igreja Rumo à Sua Plenitude

(Plenitude-Unidade-Desenvolvimento)

Nos cabe tratar do sub-tema DESENVOLVIMENTO. Pediram-me para enfocar especificamente o desenvolvimento a caminho da unidade da igreja.

Como avançar na prática até a unidade que Deus predeterminou para sua igreja?

Como chegar mesmo à unidade da igreja?

(A frase original surgiu em inglês: "How to bring about the unity of the church").

O PROGRAMA DE CRISTO:

A fim de executar o projeto de Deus, Cristo tem um programa: dar dons aos homens. E, com estes dons, constituir

"uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Efésios 4.11-13).

A Necessidade dos Apóstolos e Profetas hoje

- Os apóstolos e profetas são homens que têm revelação de Deus acerca do mistério de Cristo e da igreja. Não é suficiente ter a Bíblia, lê-la, pregar sobre ela (já temos feito isto por séculos, graças a Deus!). A igreja necessita de revelação para comprender e experimentar a mensagem da Bíblia em sua plenitude. Os canais dessa revelação são os apóstolos e profetas (Efésios 3:4-5). A função dos apóstolos e profetas de hoje não é receber "novas" revelações, ou pregar "outro evangelho", mas captar, comprender e comunicar à igreja e a outros ministérios a velha e única mensagem, que já foi revelada aos apóstolos e profetas do primeiro século, e que temos escrita no Novo Testamento.

- A responsabilidade dos apóstolos é edificar uma só igreja, não muitas igrejas. Sua função não é edificar sua igreja particular, o seu "reininho". Isso seria trair ao Senhor e desperdiçar seu dom ministerial. Sua verdadeira função é edificar a igreja do Senhor segundo o projeto eterno de Deus. O apóstolo Paulo, ainda que se reconheça a si mesmo pai espiritual dos coríntios, sob nenhum ponto de vista permite que os coríntios se dividam alinhando-se atrás de diferentes apóstolos: Paulo, Cefas ou Apolo.

- A igreja sairá do quadro atual de divisão na medida em que surjam apóstolo e profetas conforme o coração de Deus. Homens vazios de si mesmos e de toda a ambição pessoal, que só busquem a glória de Cristo e reconheçam como único cabeça da igreja a Jesus Cristo, o Senhor.

- Qual é a característica de um apóstolo? Um apóstolo é um enviado de Deus ao mundo com uma missão específica: criar, usando os dons e a graça que Deus lhe deu, igreja onde não há igreja. Os apóstolos e profetas são homens de fé, de intrepidez, autoridade e poder. Homens humildes e pacientes, cheios de graça e amor; mas, também, homens fortes em Deus, que se esforçam para chegar a um lugar e arrancar, derrubar, plantar, colocar fundamentos e edificar, mudar a história do lugar. São pioneiros, valentes, sofridos. Muitas vezes incompreendidos, algunas vezes perseguidos. Mas nada os detém. Seguem adiante, têm uma missão, uma comissão, e não vão parar até o seu cumprimento. Hoje precisamos desta classe de apóstolos. Homens que conhecem o quadro atual da igreja no mundo. E enquanto muitos por aí dizem: "A unidade da igreja? Isso é algo impossível!", os apóstolos têm seus olhos postos nAquele que diz: "Eu edificarei minha igreja". E declaram: "Senhor, tu o farás. És poderoso para realizar tudo que tens prometido". São homens que crêem que a igreja crescerá em qualidade, em unidade e que milhões e milhões virão a Cristo e serão parte dessa única e gloriosa igreja do Senhor!

A Necessidade da Revelação Hoje.... continua na próxima semana.

Deus te abençoe,

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O justo viverá da fé

Quando se fala em justiça para uma vida melhor, é natural que pensemos na justiça segundo o ponto de vista dos homens. E, sem dúvida, ninguém poderia ir contra o esforço que a sociedade faz para aperfeiçoar suas leis em busca de uma melhor justiça para todas as pessoas. Que sigam nesse esforço. Mas, ao dizer que o justo viveria da fé (Romanos, 1:17), Paulo estava se referindo a um outro tipo de justiça, aquela que vem pela fé no Filho de Deus. Infelizmente a justiça da fé é muito pouco compreendida pelos crentes, que a confundem com a justiça da lei.

Pode parecer que se está fazendo chover no molhado, que o assunto já foi devidamente discutido; mas a triste situação em que se encontram as igrejas cristãs, envolvidas com obras e obras, mostra que não são muitos os que compreendem o que quer dizer ser livre e justificado pelo espírito de Cristo. Se eles necessitam de obras para sustentarem sua fé, naturalmente não foram considerados justos. Os justos não precisam de nenhuma obra para agradar a Deus.

Ao conhecermos a Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, não podemos deixar de aceitá-Lo sem qualquer restrição, nem pensar que ao presenteá-Lo com alguma dádiva desse mundo, estamos facilitando a nossa salvação. Tal coisa não é verdadeira. Ao contrário, é uma enganosa obra do diabo. Estamos impregnados do espírito que guiava os judeus nos tempos de Cristo. Achamos que ofertas, dízimos e obrigações, são agradáveis a Deus e que, de algum modo, é possível facilitar nossa entrada no Reino. É preciso mudar essa postura em ritmo de urgência e, já que não é possível mudar as igrejas, mudemos os corações. Afinal, da soma dos corações, constitui-se a igreja. De outro modo, seremos surpreendidos pelos eventos que vão transformar o mundo. Não teremos as mínimas condições de receber o testemunho de Cristo, para mostrar aos homens que é chegado o dia do Senhor.

É evidente que não estamos negando a necessidade dos crentes ampararem as obras da igreja com dízimos, doações, ofertas etc. Sabemos que a igreja precisa de recursos para pagar suas contas e o pastor, quando se dedica a administrar a casa do Senhor, deve receber seu salário. Comete pecado quem não ajuda a igreja? Pecado não, pois não se trata de uma questão de mandamento. Mas, que o crente que não ajuda está dando um atestado a favor de sua má vontade, isso não há dúvida. E, lá em cima, costumam olhar os corações antes de despacharem bênçãos. Se as obras de Deus são colocadas em segundo plano, como frequentemente se vê, não pensem que o Senhor favorecerá quem assim procede. Ajude a igreja de Cristo e peça a Deus que te permita faze-lo com alegria no coração (sem a qual, a sua oferta não valerá coisa alguma).

Ao ser crucificado no Gólgota, Jesus chamou para si todos os nossos pecados, enfermidades e tribulações. Mas morreu por quem? Por todos? Por todos não. Por nós, que cremos no seu nome e que o aceitamos de coração como a razão das nossas vidas. “Aceitar Jesus” é uma frase dita tantas vezes que as pessoas já não lhe dão muita importância. Porém, tem um imenso valor. Aceitar Jesus quer dizer renunciar a si mesmo e morrer com Ele todos os dias, para que seja possível nascer de novo, para uma vida sem pecados, sem traumas, sem dor de consciência.

Antes de sermos “salvos” éramos escravos da lei e de suas condenações. Quantos pecados foram cometidos em ações, em pensamentos; pecados que conhecemos e que desconhecemos; quantas coisas constituíram o fardo pesado das nossas angústias. Nos tempos idos, se pensava que oblações poderiam livrar o homem dos tormentos, mas como não podiam; aquele que sofria, tinha de ofertar muitas vezes. Mas, Cristo veio e fez a derradeira oferta, o sacrifício eterno, o dízimo maior. Todas as oblações foram ajuntadas em Jesus e, depois Dele, ofertar pelos pecados é ofender e envergonhar sua cruz.

A fé em Jesus Cristo aniquila o pecado e assim, torna justo o pecador, como se ele nada tivesse feito que ofendesse a Deus. Somos justificados pela fé e doravante, por meio dela andaremos. Por ela enfrentaremos lutas e seremos vitoriosos; por ela seremos perseguidos, mas com livramento; por ela viveremos todos os instantes de nossas vidas nesse mundo; por ela, entraremos no outro mundo e nunca mais voltaremos ao pecado. O justo viverá da fé; da fé em Jesus Cristo.

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” - (Isaías, 53:4-7)

A Palavra de Deus

Reforma a tua igreja, para a glória de Deus


Dias atrás, durante uma pregação, o Espírito disse que se Jesus Cristo voltasse ao mundo, Ele certamente seria expulso de boa parte das igrejas cristãs. A afirmação parece estranha, mas, se nos atentarmos para a situação da igreja na idade média, quando nasceu a Reforma Protestante, comparando-a com o que se faz hoje nos templos, vamos chegar a uma intrigante conclusão: muitas loucuras daquele tempo foram trazidas de volta às igrejas de Cristo, para tristeza dos verdadeiros crentes. Veja, por exemplo, o caso das indulgências, que na época de Lutero, foi o estopim da revolução religiosa. Tudo o que podia ser vendido, era posto à venda. A igreja vendia cartas de perdão dos pecados, vendia pedaços da cruz de Cristo, do suposto manto de Cristo, cobrava para tirar almas do purgatório, enfim, qualquer coisa servia para tirar dinheiro das pessoas.

Evidente que os homens de Deus, que amavam o seu Cristo, não ficaram calados diante de tais abusos. Pedro Valdo (1174) na França; Jonh Wycliffe (1320) na Inglaterra; João Huss (1415) na Republica Checa; Martinho Lutero (1525) na Alemanha; João Calvino (1533) na Suíça e tantos outros irmãos verdadeiros, sinceros, que foram perseguidos, caluniados; alguns mortos e presos, pela causa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Todos se opuseram contra os abusos da igreja, não deixando calar suas bocas diante da injustiça. No dizer de Paulo, em sua I Carta aos Coríntios, capítulo 13, versículo, 6: “Não folgaram com a injustiça, mas folgaram com a verdade”. Hoje, em nome da liberdade promulgada pela Constituição, estamos diante de inúmeros velhos e novos abusos. E, diante deles, a multidão de crentes segue calada e indiferente; não se atentando para a imagem daquele que está no trono de Deus, pois se olhasse com cuidado, veria que não é o seu Cristo que está lá, mas um espírito estranho aos céus.

Não são poucas as igrejas que oferecem tristes espetáculos ao mundo. Há quem anuncie na televisão a venda da água do rio Jordão, rosas milagrosas, lâmpadas que espantam espíritos, óleos milagrosos, fogueiras santas, portais mirabolantes, tapetes de sal; enfim, tudo é válido para aumentarem o faturamento dessas instituições. O pior de toda esta desgraceira, é que eles encontram pessoas (como na idade média) dispostas a comprarem essas bugigangas. Os cultos, que deveriam ser de recolhimento, parecem espetáculos profanos. A música é uma barulheira infernal e os crentes, entram num louco frenesi, agitados certamente pelo mesmo espírito que agita os shows dos cantores da moda. O clamor pelos dízimos é constrangedor. Nunca se viu apóstolos, nem crentes das igrejas primitivas, envolvidos nesse tipo de loucura e petitórios. Até no carnaval, já se encontram “blocos de Jesus”.

Se o Senhor enviasse um anjo do céu para avaliar as igrejas, fechando as portas das que não lhe são fiéis, não tenha dúvida de que não sobraria muita coisa. Dias atrás passei diante de uma igreja evangélica e vi um burrico que entrava porta adentro, com uma mulher vestida de Maria (mãe do Senhor) nos lombos. Parei e fique olhando aquilo e pensei comigo: “Meus Deus, aonde vamos parar”. Na semana seguinte, nas páginas do principal jornal da cidade, estava estampada a notícia de disputa judicial entre pastores de uma pentecostal, pela vaga do principal dos sacerdotes. O antigo pastor havia morrido e teria de ser substituído. Evidente, que entre irmãos, essa seria uma questão muito simples de se resolver. Mas estava em jogo o alto salário do velho pastor, diga-se de passagem, que morava no melhor condomínio privado da cidade. Salário? Quinze mil reais por mês. Daí a disputa. Não são poucos os que vêem na abertura de pequenas igrejas, uma forma de ganharem dinheiro. A Constituição Federal protege e muito bem, as questões relacionadas com os cultos e as igrejas. Falou que é igreja, a polícia não pode investigar com liberdade e nem o fisco para fiscalizar. As doações são informais. Vira e mexe a dinheirama do caixa dois das grandes igrejas evangélicas, aparece nos noticiários. Mas tudo acaba em pizza. Não há como provar nada.

Os crentes estão mais perdidos do que cego em tiroteio, diríamos na linguagem do povo. Dá tristeza de ver a desgraça (o diabo) se apoderando de suas vidas. São muitos os que escrevem pedindo socorro sobre coisas básicas. Vivem implorando pelo pão e felicidade terrenos, sem saberem nada do verdadeiro Jesus e das riquezas celestiais. Quando morrerem, esses pobres diabos acabarão no escuro. Mas não estarão sozinhos. Muitos dos pastores que deveriam guiá-los estarão lá também. Haverá choro e ranger de dentes. As pessoas precisam estar atentas para esses pregadores que não são de Deus; a homens que vivem falando de prosperidade, de coisas do mundo, sem anunciar a salvação e a vida eterna. Dízimos, ofertas, sacrifícios e jejuns, são coisas do passado, mas ainda em prática em todos os lugares. Jesus nunca pregou tais coisas, nem Ele nem seus apóstolos. A prática de oblações e sacrifícios se fundamenta exclusivamente na interpretação distorcida das Escrituras e na confusão que se faz entre Novo e Velho Testamento. Aliás, muitos crentes não sabem diferenciar uma coisa da outra.

Senhor! Acorda o teu povo. Levanta as tuas testemunhas, para chamarem de volta a tua igreja, pois os tempos são chegados e precisamos muito de orientação e socorro. Levanta de novo Wycliffe, Huss, Lutero, Calvino e tantos outros crentes sinceros, na pessoa dos teus servos; para que com coragem, trabalhem contra os abusos dos homens profanos, que se apoderaram novamente da tua igreja. Jesus ajuda-nos a ter coragem para rompermos os laços que Satanás impôs às nossas vidas e às nossas igrejas; coragem para fazermos as reformas necessárias, de maneira que a simplicidade do culto cristão seja trazida de volta à tua casa, Senhor. Queremos ouvir a Tua Palavra nas igrejas, pela boca dos teus pastores. Apodera-Te deles Senhor, Tu e o Teu Espírito Santo, para que falem contra a injustiça, contra a idolatria e contra as falsas doutrinas. Dê-lhes a firmeza para dizerem NÃO a Satanás. Abra Senhor, os seus olhos, para que vejam que o inimigo ruge como um leão à volta. Livra-os, Senhor, dos perigos e das tentações. Que Deus nos ajude. Amém.


A Palavra de Deus

Que igreja seremos – Servir ou ser servido 1

Introdução

Que igreja seremos no futuro? As decisões que fazemos hoje é que determinam o tipo de igreja que seremos. Planos e projetos são bons, mas não são suficientes para dar direção a uma igreja. A direção de uma igreja é o resultado da decisão de cada um de nós.

Seremos uma igreja que serve ou é servida?
Qual é a sua decisão, servir ou ser servido?

Nós sabemos que decisão devemos tomar, mas saber a decisão certa não muda nada na vida da gente. O que muda é tomar a decisão certa.

A maioria de nós é capaz de falar muitas coisas bonitas sobre servir, mas poucos são aqueles que se colocam a serviço dos outros. Por quê?

Como cristão conhecemos o valor do servir, mas na prática não nos sentimos atraídos por ele porque nos sentimos diminuídos quando servimos.

Em nossa forma de pensar, servir é uma falta de opção. Nossos filhos são treinados e orientados para estudar e progredir na vida. Esse progresso é sinônimo de ter o que quiser e ser servido pelas outras pessoas.

Na economia o serviço é um bem que é vendido e comprado. Quem não possui propriedades e não tem dinheiro acumulado, vende os seus serviços para sobreviver,

Para muitas pessoas o serviço é considerado uma humilhação porque a posição social de quem serve está ligada ao status do escravo: alguém que não tem liberdade, que é obrigado a fazer aquilo que os outros se negam a realizar.

Por esses e outros motivos, servir soa tão mal aos nossos ouvidos.

Jesus e o serviço

Que tipo de pessoa você quer ser? Alguém que serve ou alguém que é servido? O que realmente é melhor para nós? Qual a melhor decisão para a sociedade? Qual é o tipo de atitude que nos tornará parceiros de Deus para restaurar o mundo que ele planejou para nós?

Precisamos olhar para Jesus. Ele tem uma forma própria de considerar essa questão. A maneira de Jesus ver a decisão entre servir e ser servido é revolucionária porque vai contra o senso comum da humanidade.

Acontece que esse senso comum foi afetado pela nossa distância de Deus e do projeto dele para nós. Por isso, não podemos confiar nele. É preferível confiar em Jesus e no jeito como ele ver todas as coisas, inclusive quanto a essa tensão entre servir e ser servido.

Hoje vamos ver dois textos que nos ajudarão a conhecer melhor a opinião do Filho de Deus sobre servir e ser servido. O primeiro está no evangelho de Marcos 10:32-41 e o segundo é João 13:1-17.

(32) Estavam de caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo: (33) Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios; (34) hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará. (Mar 10:32-34)

Era um clima tenso e cheio de apreensões. Jesus e seus discípulos estavam indo em direção a Jerusalém onde uma multidão de peregrinos de todas as partes se reunia todos os anos.

Jesus sabia que aquela seria sua última viagem a Jerusalém e passou a compartilhar com seus discípulos os acontecimentos que estavam prestes a ocorrer. Jesus não queria que eles estivessem à parte do plano de Deus.

Os sacerdotes e escribas judeus fariam um complô para prender Jesus e condená-lo à morte. Depois disso, Jesus seria entregue aos romanos para que a sentença fosse cumprida.

Além disso esse seria um momento de humilhação e zombaria. Jesus seria alvo de pouco caso, seria cuspido em sinal de desprezo e depois de toda a tortura física e emocional, ele seria por fim morto. Dá quase pra ver o rosto triste e o semblante cabisbaixo dos discípulos ao ouvir a descrição de Jesus.

Tiago e seu irmão João, depois de ouvir tudo, dizem que têm algo a pedir para Jesus.

(35) Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir. (36) E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? (37) Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda.

Tiago e João estavam sintonizados em outro canal. Eles não compreendiam o agir de Deus. Para Eles não havia sentido naquilo que Jesus falava. Jesus era o messias vitorioso. Finalmente eles que estavam dominados pelos romanos seriam os dominadores. Jesus era o enviado de Deus. A questão mais importante para eles agora era: quem vai ser o segundo na hierarquia de poder do reino de Cristo?

Depois de três anos de caminhada lado ao lado com aqueles homens, ouvir o que Jesus ouviu dá vontade até de chorar. Mas Cristo, pacientemente, explica que eles não tinham noção do que estavam pedindo e que a preocupação deles com poder e posição não era saudável.

(38) Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? (39) Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado; (40) quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. (Mar 10:35-40)

Acontece que toda essa história não passou despercebida aos demais apóstolos. Os outros ficaram indignados com a atitude de Tiago e João. Como é que eles tiveram a coragem de falar com Jesus antes de nós!?

(41) Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João.

O pensamento de todos eles era o mesmo. O jeito que eles conheciam para fazer funcionar as coisas era com base no domínio e na opressão. Eles não queriam apenas libertar-se dos romanos, mas queriam se tornar eles mesmos os dominadores.

Dentro de nossas almas há uma enorme sede de controle e poder. Por quê. Porque somos inseguros e quando somos os maiorais, nos sentimos menos inseguros.

Um educador brasileiro chamado Paulo Freire, entendendo que a educação poderia libertar os oprimidos desenvolveu um método de alfabetização de adultos. Depois de anos de trabalho, ele afirmou algo que retrata essa sede da alma por dominar: quando o oprimido é libertado do opressor, ele assume o mesmo papel de opressão. O oprimido tem um opresso oculto em sua alma.

Jesus sabia disso. Então ele chamou os doze para perto de si para ensina algo a respeito de servir e ser servido.

(42) Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade.

Jesus reconhece que há um senso comum na humanidade pelo qual a dominação é a única forma de fazer a vida funcionar. Ele admite que nosso mundo caído, que não se importa com as idéias de Deus sobre vida encontrou um jeito para as coisas acontecerem: uma cadeia de opressão e domínio.

Opressão e domínio não podem conviver com o serviço voluntário e amoroso. Opressão e domínio têm como resultado um serviço doloroso e cheio de amargura. O sistema do mundo em que vivemos funciona assim. O serviço é extraído à força das pessoas, que servem porque são obrigadas a fazê-lo.

Aqueles que tem poder, não usam seu poder para servir, mas para serem servidos. Quem tem autoridade, não a usa em benefício dos outros, mas em benefício de si mesmo. Aqueles que foram colocados em posição de domínio sobre as pessoas, usam essa posição para atingir seu próprios objetivos, não para servi-las.

(43) Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; (44) e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. (Mar 10:41-44)

É nesse ponto que vem a palavra revolucionária de Cristo: entre vós não é assim. Jesus chama aqueles homens para se tornarem parceiros de Deus na reconstrução do mundo como Deus imaginou.

No mundo que Cristo deseja restaurar a marca daqueles que têm um grande caráter é o serviço. Grandes não são aqueles que têm pessoas a sua disposição para cumprir suas ordens, mas sim aqueles que se colocam a serviço das pessoas que estão ao seu redor.

No mundo que Cristo deseja restaurar, grandes são aqueles que têm como se não tivessem e são como se não fossem, porque devolvem qualquer poder e qualquer autoridade que receberam de Deus em forma de serviço para as outras pessoas.

No mundo que Cristo deseja restaurar, os primeiros são aqueles que em suas vidas se consideram com a obrigação de servir às pessoas. Esses sãos os recebem o reconhecimento do Pai.

Conclusão

Essa é a opinião de Cristo. Na verdade, não apenas a opinião esse foi o modo de vida de Cristo. Não há dúvidas que é revolucionário e utópico aos olhos humanos, mas é assim que o Filho de Deus vê o mundo funcionando.

Pode ser que a vida tenha lhe tornado cético, porque ela realmente tem essa capacidade. Você já viveu tantas frustrações e decepções que já não tem mais esperança em coisas como essas. Eu não quero desprezar o que você já viveu, apenas quero desafiá-lo a voltar a sonhar e experimentar acreditar nas palavras do Filho de Deus. A vida que Deus planejou para nós não pode ser insossa e sem esperança.

Pode ser você seja um jovem que está dando os primeiros passos por conta própria. Ouça as palavras de Cristo. Viver conforme a orientação Dele só vai trazer bons resultados para sua vida. Decida viver do jeito que Jesus viveu. Além disso, perceba que Cristo está chamando você para ser parceiro dele na reconstrução do mundo. Essa é uma grande aventura que você não pode perder. Decida servir.

Talvez você ouviu tudo isso e está enrolado como filhos, esposa, trabalho, chefes, igreja, família, contas, e dezenas de outras coisas. Sua pergunta é o que isso tudo tem a ver com a minha semana que começa amanhã?

Servir é priorizar as pessoas. Servir é reconhecer que os relacionamentos são mais importantes do que as tarefas e realizações. Servir é valorizar sua esposa e seus filhos e se deixar usar por deus para suprir suas necessidades; servir é decidir que você não está satisfeito com o mundo cão em que você vive, que você tem esperança de a vida possa ser melhor do que é hoje. Servir é ter esperança no coração de que o Reino de Deus virá e que você quer ser parceiro de Deus dizendo: venha o teu reino, seja feita a tua vontade.


Colaboração:
Aristarco Coelho

Deus abençoe a todos,

Fabiano de Sousa

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A Igreja de Cristo


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A Igreja II

Igreja é um grupo de pessoas que se reúnem para aprender sobre Deus e adorá-Lo. sempre No tempo do Novo Testamento era um termo novo, que aparece só em dois versículos dos Evangelhos (Mateus 16:18 e Mateus 18:17). Lucas o usou bastante no livro de Atos tornando-o mais comum. Paulo também escreveu sobre a igreja na maioria de suas cartas; e João, no Apocalipse.



O QUE É IGREJA?



No Velho Testamento Israel era simplesmente "a congregação". A palavra era também usada pelos primeiros cristãos. Com freqüência os cristãos se referiam a si próprios como a igreja ou a congregação. De fato, este é o real significado da palavra "igreja", que se aplicava tanto a todos os fiéis no mundo como para qualquer grupo local. Significava a presença total de Deus num dado local.



O Novo Testamento freqüentemente usa o singular "igreja" mesmo quando muitos grupos de fiéis se reúnem (Atos 9:31; II Coríntios 1;1). O termo "igrejas" é raramente encontrado (Atos 15:41; 16:5). Cada grupo era o lugar onde Deus estava presente (Mateus 16:18; 18:17). Deus comprou a congregação com o sangue de seu Filho (Atos 20:28). No mundo grego, "igreja" designava uma assembléia de pessoas ou reunião. Podia ser um grupo político ou simplesmente um ajuntamento de pessoas. A palavra é usada com esse sentido em Atos 19:32, 39, 41.



Os usos cristãos específicos dessa palavra variam amplamente no Novo Testamento.

1. Algumas se referem a uma reunião de igreja. Paulo diz aos cristãos em Corinto: "...quando vos reunis como igreja."(I Coríntios 11:18). Isso significa que os cristãos são o povo de Deus, especialmente quando se juntam para adoração.

2. Em textos como Mateus 18:17, Atos 5:11, I Coríntios 4:17 e Filipenses 4:15, "igreja" se refere a todo o grupo de cristãos morando num lugar. Com freqüência, se refere à localização específica de uma congregação cristã. Observe as frases "a igreja em Jerusalém" (Atos 8:1), "em Corinto" (I Coríntios 1:2), "em Tessalônica" (I Tessalonicenses 1:1).

3. Em outros lugares, reuniões de cristãos nas casas são chamadas igrejas. Por exemplo, alguns se reuniam na casa de Priscila e Áquila (Romanos 16:5, I Coríntios 16:19).

4. Através do Novo Testamento, "a igreja" se refere à igreja universal. Todos os fiéis pertencem a ela (Atos 9:31; I Coríntios 6:4; Efésios 1:22; Colossenses 1:18). A primeira palavra de Jesus sobre o fundamento do movimento cristão em Mateus 16:18 tem esse sentido mais amplo: "Edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela".



A igreja é uma realidade universal. Mas em sua expressão local, Paulo a ela se refere como "a igreja de Deus" (I Coríntios 1:2; 10:32) ou "as igrejas de Cristo" (Romanos 16:16). Dessa forma um termo grego comum recebe seu significado cristão distinto. Ela faz uma distinção entre a assembléia/ajuntamento/comunidade cristã e todos os outros grupos seculares ou religiosos.



A comunidade cristã se aceitou como a comunidade dos tempos finais. Ela se viu como um povo chamado para cumprir os propósitos de Deus em enviar Jesus de Nazaré e sua divina presença. Assim, Paulo diz aos cristãos de Corinto que eles são aqueles "sobre quem os fins dos séculos têm chegado" (I Coríntios 10:11). Isto é, Deus chamou de novo povo tanto o judaísmo como o mundo gentio. Eles receberiam o poder do Espírito Santo. Compartilhariam as Boas Novas (Evangelho) do amor absoluto de Deus pela sua criação (Efésios 2:11-22). Os Evangelhos nos relatam que Jesus escolheu 12 discípulos que se tornaram base desse novo povo. Entendia-se que a igreja era o preenchimento da intenção de Deus em chamar Israel para ser "luz para os gentios, para seres a minha salvação até a extremidade da terra" (Isaías 49:6; Romanos 11:1-5). Nessa nova comunidade as velhas barreiras de raça, posição social e sexo seriam derrubadas. "Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gálatas 3:28). Essa entidade é chamada "corpo de Cristo". Paulo é o único dentre os escritores do Novo Testamento a falar da igreja como corpo de Cristo (Romanos 12:5; Efésios 1:22-2, 4:12; I Coríntios 12:12-13).



O pensamento de Paulo pode ter duas explicações:

1. A experiência da estrada de Damasco. Conforme relatos no livro de Atos, Jesus se identifica com seus discípulos perseguidos (Atos 9:3-7, 22:6-11, 26:12-18). Na perseguição aos primeiros cristãos, que formavam um corpo, Paulo estava de fato lutando contra o próprio Cristo.

2. O conceito hebreu de solidariedade. Paulo era hebreu de hebreus (Filipenses 3:5) e nesse contexto, o indivíduo é totalmente considerado parte de uma nação, não tendo via real isolada do todo. Ao mesmo tempo, todo o povo pode ser representado por um indivíduo.



A realidade dessa íntima relação entre Cristo e sua igreja é vista por Paulo como análoga à unidade e conexão do corpo físico (Romanos 12:4-8, I Coríntios 12:12-27). Assim, todas as funções do corpo têm seu lugar exato. Divisão no corpo (isto é, na igreja) revela que há algo doente nele. Por diversas vezes Paulo exortou o "corpo de Cristo" à unidade.



REUNIÕES DA IGREJA



A palavra grega ecclesia é normalmente traduzida como "igreja". O Novo Testamento algumas vezes fala de uma assembléia grega secular (Atos 19:32,41). Em muitas passagens, como em I Coríntios 14: 19, 28, 35, Paulo se refere a igreja como uma reunião de fiéis que formam uma congregação local. Igreja também pode significar todos os fiéis (passados, presentes e futuros) que formam a igreja universal, o completo corpo de Cristo. Há muitas igrejas citadas no Novo Testamento, às quais os apóstolos escreveram cartas de exortação, aconselhamento e instrução (Romanos 16: 3-5, 14, 15: I Coríntios 1:1; I Coríntios 16: 19-20; Colossenses 4: 15-16; Filemom 1: 1-2).



ADORAÇÃO



Quando a igreja se iniciou em Jerusalém, os fiéis se reuniam nos lares para comunhão e adoração. Atos 2: 42-47 nos conta que os primeiros cristãos se reuniam nos lares para ouvir os ensinamentos dos apóstolos e para celebrar a Comunhão ("o partir do pão"). Nesses encontros, também compartilhavam refeições (II Pedro 2:13; Judas 1:12), recitavam as Escrituras, cantavam hinos e salmos e alegremente louvavam ao Senhor (Efésios 5:18-20, Colossenses 3: 16-17). Também se reuniam nos lares para orar (Atos 12:12), ler a Palavra e para ouvir a leitura de uma carta dos apóstolos (Atos 15:30, Colossenses 4:16).



Fonte: iLúmina

O CORPO DE CRISTO

I Co 12


Irmãos, quando Cristo subiu às alturas, levou cativo todo cativeiro que nos aprisionava.



Sim! quando Cristo subiu às alturas, não só nos libertou das prisões que continham o nosso ser, mas também derramou sobre nós o Seus próprios dons.



Hoje somos a igreja de Deus, somos o Corpo de Cristo!



Somos aqueles que carregam sobre a Terra os dons da Graça. E em cada um de nós há dons espirituais.



Por isso, no que diz respeito aos dons espirituais, não quero, irmãos, que vocês sejam ignorantes.



Vocês lembram do tempo em que vocês não conheciam o Evangelho da Graça de Cristo?



Naquele tempo vocês se deixavam levar pelos humores dos que atribuíam seus próprios caprichos aos ídolos que vocês serviam, e aos quais vocês se submetiam.



Naquele tempo vocês eram levados pelos caprichos dos deuses e de seus sacerdotes, e não usavam a consciência para discernir nada por vocês mesmos.



Quanta superstição!

Quanta tirania!

Quanto medo!



Mas agora, irmãos, já não tem mais que ser assim!



Em Cristo cada um tem que ter sua própria consciência; e ninguém deve mais se deixar levar ignorantemente para nada, nem tampouco pelas mãos despóticas de quem quer que seja.



Cristo é o Cabeça de todos nós!



Por isso é que quero estimular a compreensão de cada um de vocês.



Por exemplo, ninguém que fala Espírito de Deus, diz que conhecer a Jesus faz mal.



Por outro lado, ninguém pode confessar com a boca e com o coração que Jesus é o Senhor de sua própria vida, se não for pelo Espírito Santo.



O Espírito Santo é que dá testemunho acerca de Jesus, e é também Ele quem derrama os dons da Graça sobre cada um de nós.



E Ele faz isto de maneira livre!



Um só Espírito, mas por meio Dele recebemos diferentes dons, e uma imensa diversidade de realizações!



Ora, nós já dissemos, mas convém repetir: há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo!





Também há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.



E há ainda uma grande diversidade de feitos, operações e realizações, mas é o mesmo Deus quem opera tudo em todos!



A Graça de Deus gera individuação. Ela se derrama sobre cada pessoa, conforme a construção do amor de Deus em cada um.



Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um visando tanto a utilização do individuo, quanto também o proveito comunitário.



Porque a uma pessoa o Espírito concede a palavra da sabedoria; a outro individuo, o mesmo Espírito, concede a palavra da ciência e do conhecimento; a outro, pelo mesmo Espírito, é dada uma fé especial; a outro, pelo mesmo Espírito, são concedidos dons de curar; a outra pessoa o Espírito concede dons de operação de milagres; a outro individuo Ele pode dar profecia; igualmente a um outro, Ele derrama o dom de discernir os conteúdos e as naturezas dos espíritos; a outro Ele dá variedade de línguas; e ainda a outro, Ele concede a graça de interpretação de línguas.



Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada pessoa os dons que Ele mesmo deseja.



A melhor ilustração para o que digo agora, nos vem do corpo humano.



Ora, o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo.



Assim também é com o Corpo de Cristo, que somos nós, os que fomos batizados em um só Corpo no Espírito Santo.



Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só Corpo, sem distinção de raças, etnias, culturas, condição social, econômica, política ou de qualquer outra natureza.



Sim! a todos nós foi dado beber de um só Espírito!



Porque também o corpo humano não é um membro só, porém muitos.



Imaginem se os membros do corpo brigassem ou boicotassem uns aos outros...



Que caos não seria?

E, também, que ignorância!



Seria como se o pé dissesse: Porque não sou mão, não sou do corpo!

Ora, nem por isso deixaria de ser do corpo!



Ou imagine a orelha dizendo: Porque não sou olho, não sou do corpo!

Nem por isso, todavia, deixará de ser do corpo!



Se todo o corpo todo fosse um único olho, onde estaria o ouvido?

Se todo o corpo fosse um grande ouvido, onde estaria o olfato?



Mas Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis, e deu a cada um sua própria função.



Desse modo, se todos fossem uma cópia de um só membro, onde estaria o corpo?



Porém há muitos membros, mas um só corpo!



E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de você; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de você.



Antes, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários.



E os membros do corpo que reputamos serem menos dignos, a esses revestimos com muito mais honra.



E os que em nós não são considerados decorosos, esses nós cobrimos com muito mais decoro e proteção.



Ao passo que os que nós julgamos mais importantes, esses não têm necessidade de tantos cuidados!



Mas Deus assim formou o Corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela,

para que não haja divisão no Corpo, mas para que os membros tenham igual cuidado uns dos outros.



Sim! o Corpo tem que cuidar de si mesmo, e seus membros têm que servir uns aos outros para a própria saúde e sobrevivência do Corpo!



De maneira que, se um membro do Corpo padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.



Ora, irmãos, vocês são Corpo de Cristo, e individualmente membros uns dos outros.



Vocês não podem ser do Corpo se lutam contra o próprio Corpo.



Deus deu dons diferentes aos membros de Seu próprio Corpo, que é a igreja.



E por que Ele fez assim?



Ora, Ele assim o fez para a edificação da igreja!



Por isso, primeiramente, Deus deu os apóstolos; em segundo lugar Ele concedeu profetas; em terceiro lugar Ele instruiu mestres; depois levantou operadores de milagres; alguns receberam dons de curar; outros têm dons de socorro; outros capacidade de governar; e outros falam em variedades de línguas.



Porventura são todos apóstolos?

São todos profetas?

São todos mestres?

São todos operadores de milagres?

Têm todos dons de curar?

Falam todos em línguas?

Todos interpretam línguas?



É claro que não!



Mas procurem com zelo os dons que tragam mais edificação para o Corpo!



E não lutem uns contra os outros, tendo inveja uns dos outros, sentindo-se em permanente estado de competição com os próprios irmãos.



Graças a Deus os membros de nossos próprios corpos não agem assim, do contrário, há muito que estaríamos mortos!



Por que, então, no que concerne ao Corpo de Cristo lutamos e brigamos uns com os outros? E por que nos tratamos como se fossemos inimigos uns dos outros?



Se é assim, é porque ainda somos ignorantes e estúpidos; e ainda trazemos em nós o espírito dos antigos deuses e de seus enlouquecidos sacerdotes!



Irmãos, se somos de Cristo; se fomos batizados em Seu Corpo; se bebemos do mesmo Espírito; então, que demonstremos em cuidado mútuo, em honra, em respeito, e em gratidão que somos todos irmãos e que Jesus não reuniu em vão os filhos de Deus que andavam dispersos sobre a Terra.



A única grande demonstração histórica que o Evangelho tem para oferecer acerca da verdade que propõe, é a vivencia da Graça e da Misericórdia por parte daqueles que se dizem membros um dos outros no Corpo de Cristo.



E que quanto a isto, ninguém se engane. Pois, sem tal amar, nenhum Corpo será aparente para a Glória de Deus no mundo.







Caio



Com liberdade de compreender um pouco a mente do irmão Paulo.

A PALAVRA IGREJA EM PAULO

Paulo fala em Igreja mais que qualquer outro dos apóstolos.

Pare ele, no entanto, a igreja tem três tratamentos:

1. A igreja como lugar onde os irmãos se encontram. Naqueles dias quase sempre em casa. Para essa “igreja” ele escreve cartas com endereço certo. Fala dela em geral na introdução e nas despedidas.

2. A igreja como ente espiritual que existe aos olhos de Deus como a Universal Comunhão dos Santos. Essa é a igreja dos conteúdos das cartas. É a igreja como verdade e como proposta.

3. A igreja como organização instituída como organismo, não como uma empresa com uma missão de conquista. Nesse aspecto Paulo não fala em igreja, mas em Corpo, membros e dons. Para Paulo alguém era membro da igreja não quando se filiava, mas pela sua própria inserção em Graça na comunhão do Corpo de Cristo.

4. Leia agora os textos abaixo.



RECOMENDO-VOS, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, Rm 16:1



Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acaia em Cristo. Rm 16:5



Saúda-vos Gaio, meu hospedeiro, e de toda a igreja. Saúda-vos Erasto, procurador da cidade, e também o irmão Quarto. Rm 16:23



À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: I Co 1:2



Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja. I Co 4:17



Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? I Co 6:4



Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. I Co 10:32



Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. I Co 11:18



Não tendes porventura casas para comer e para beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo. I Co 11:22



E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. I Co 12:28



O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. I Co 14:4



E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. I Co 14:5



Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja. I Co 14:12



Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. I Co 14:19



Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? I Co 14:23



Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. I Co 14:28



E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. I Co 14:35



Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus. I Co 15:9



As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Áqüila e Priscila, com a igreja que está em sua casa. I Co 16:19



PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia. II Co 1:1



Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. Gl 1:13



E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, Ef 1:22



Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Ef 3:10



A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. Ef 3:21



Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Ef 5:23



De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Ef 5:24



Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Ef 5:25



Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Ef 5:27



Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Ef 5:29



Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Ef 5:32



Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Fl 3:6



E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; Fl 4:15



E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Cl 1:18



Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja; Cl 1:24



Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa. Cl 4:15



E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também. Cl 4:16



PAULO, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. I Ts 1:1



PAULO, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo: II Ts 1:1



(Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); I Tm 3:5



Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. I Tm 3:15



Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas. I Tm 5:16



E à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa: Fm 1:2



À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; Hb 12:23

QUANDO A IGREJA NÃO É “IGREJA”...

Igreja tem que ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver..., que crê sempre no amor de Deus...; e, sobretudo, é algo para gente que confia..., que entrega..., que não deseja controlar nada...; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe...



Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo...

Entretanto, para que as pessoas sejam assim seus pastores precisam ser assim...



Se o pastor é assim..., tudo ficará assim...



Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno...



Em igreja há problemas... É claro... Afinal, tem gente...



Mas nenhum problema humano tem que ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.



Numa igreja de Deus ninguém tem que ser humilhado..., adúlteros não tem que ser “apresentados” ao público..., ladrões são ajudados a não mais roubarem..., corruptos são tratados como Jesus tratou a Zaqueu..., e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou aos hipócritas...; ou seja: com silencio que passa..., mas, ao mesmo tempo, não abre espaço...



Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje... E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado... Ele é livre para discordar e sair... Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo...



Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.



Nela também toda angustia humana é tratada em sigilo e paz.



Igreja é um problema?...



Sinceramente não acho...



Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro...



Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência...



Não é teoria...



Pode ser assim em todo lugar...



Mas depende de quem seja o pastor...



E mais: se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito...



Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado..., não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.
Pense nisso!...


Nele,




Caio