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Santa Ceia

Que significado tem a Santa Ceia? A Bíblia diz em Mateus 26:26-28 “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados.” 
A Santa Ceia faz-nos lembrar de que Cristo morreu por nós. A Bíblia diz em 1 Coríntios 11:26 “Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.”

Ceia do Senhor

CEIA DO SENHOR, A AS PALAVRAS E AÇÕES DE JESUS NA CEIA DO SENHOR

Para entender o significado completo da Ceia do Senhor, temos que examinar cuidadosamente o que Jesus falou e fez na ceia última ceia com seus discípulos.

"ESTE É O MEU CORPO"

Todas as fontes bíblicas dizem a mesma coisa sobre o que Jesus fez quando ele começou a ceia (veja Mateus 26:26; Marcos 14:22; Lucas 22:19; 1 Coríntios 11:23-24).

Ele fez três coisas:

1. Ele pegou o pão
2. Ele agradeceu a Deus
3. Ele partiu o pão

Curiosamente, como vemos em Marcos 6;41 e Marcos 8:6, ele fez as mesmas três coisas quando ele alimentou os cinco mil e os outros quatro mil.
De acordo com os quatro relatos da última ceia, o que ele disse quando pegou o pão foi "este é o meu corpo". Há diferentes opiniões sobre o significado preciso dessas palavras. Mas, o que é certo é que Jesus estava indicando que ele daria o seu corpo em sacrifício para que nós tivéssemos vida.
Isso se encontra mais claro em 1 Coríntios 11:24, aonde esta escrito "Esse é o meu corpo que entregue por vós" (ou em alguns manuscritos mais antigos "Esse é o meu corpo que é partido por vós").

"FAZEI ISSO EM MEMÓRIA DE MIM"

De cara, essa instrução pareceria o jeito que Jesus encontrou de dizer aos seus seguidores que repetissem essa ação como um sacramento, ou uma cerimônia religiosa, através dos tempos. Mas, como essa ordem só é encontrada em Lucas 22:19 e 1 Coríntios 11:24, algumas pessoas argumentam que o Senhor não tinha a intenção que aquela atitude fosse repetida. Será que este argumento está correto? Provavelmente não.
Nós temos que lembrar que todos os evangelhos foram escritos quando o partir do pão já era uma prática comum na vida da igreja. Mateus e Marcos, no entanto, podem ter achado desnecessário expressar a intenção de Jesus com essas palavras. Mas mesmo entre os cristãos que concordam que Jesus queria que seus seguidores observassem a ceia do Senhor como algo contínuo, há diferentes opiniões quanto a interpretação dessas palavras.
Na igreja católica romana, por exemplo, "faça isso" foi interpretado como "ofereça isso", e a palavra "em memória" foi entendida como se indicando uma representação do sacrifício de Cristo perante o Pai. Portanto na teologia católica, a comunhão é uma espécie de repetição da morte de Cristo. É considerado um sacrifício. A visão católica tem uma longa tradição do seu lado. No século dois, escritores cristãos se referiam à eucaristia como um "sacrifício". No entanto, protestantes tem considerado geralmente uma outra visão.
Para os protestantes, a comunhão não é para repetir o sacrifício de Cristo, mas para relembrar com gratidão que Cristo nos amou a ponto de morrer por nós. Talvez as posições dos católicos e dos protestantes não estão tão distantes uma da outra como parece em primeira instância. Muitas afirmações dos católicos romanos têm enfatizado o quanto o sacrifício de Cristo na cruz é suficiente e completo.
E muitos estudiosos protestantes, apesar de não quererem introduzir um entendimento sacrifical a ceia, enfatizam que "em memória" é mais do que simplesmente se lembrar do que aconteceu no passado. No pensamento bíblico, "em memória" normalmente envolve fazer real no presente o que foi feito no passado (veja Salmos 98:3; Eclesiastes 12:1).

"ESTE É O CÁLICE DA NOVA ALIANÇA"

Jesus pegou uma taça de vinho, deu graças e deu a seus discípulos para que todos eles bebessem. Esse foi o mesmo jeito que ele fez quando distribuiu o pão. Mas nas palavras Jesus falou do vinho, ele introduziu um novo conceito na discussão sobre a aliança. Mateus e Marcos recordam as palavras de Jesus como "isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança" (Mateus 26:28; Marcos 14:24). Lucas 22:20 fala "Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado por vós" e 1 Coríntios 11:25 é semelhante a isso.
Todas essas referências à aliança nos levam de volta ao ritual do Velho Testamento de fazer uma aliança (um acordo ou tratado) com sacrifício, como na aliança entre Deus e Israel depois do Êxodo (Êxodo 24:1-8). Eles também sugerem que a esperança de uma nova aliança, descrita em Jeremias 31:31-34, foi realizada em Cristo.

"É DERRAMADO PARA PERDOAR OS PECADOS DE MUITOS"

O significado da morte de Cristo como um sacrifício está ligado com um entendimento da páscoa e da aliança. No entanto, é importante que nós reconheçamos que a ceia do Senhor também está ligada com o que Isaías 53 diz sobre o Servo sofrido do Senhor se colocou "por expiação do pecado" (Isaías 53:10).
Lucas 22:37 inclui entre as palavras de Jesus: "Porquanto vos digo que importa que se cumpra em mim isto que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Pois o que me diz respeito tem seu cumprimento." O verso que Jesus cita - Isaías 53:12 - também diz que "derramou a sua alma até a morte," e que ele ; "levou sobre si o pecado de muitos". Mateus 26:28 diz que o sangue de Jesus foi "derramado por muitos para remissão dos pecados". A taça da comunhão, então, deve nos lembrar do sangue de Jesus derramado como uma oferta para cuidar de nossos pecados.

Fonte: iLúmina

Igreja Online

O Vinho da Ceia

Segundo os estudiosos, há de modo geral no A.T., duas palavras hebraicas traduzidas por vinho: A primeira palavra: a mais comum é yayim, um termo genérico usado para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado. No livro de Neemias, 5.18, quando o próprio Neemias referindo-se a porção diária aos seus hóspedes, diz também que era preparado de dez em dez dias, «muito vinho (yayim) de todas as espécies», isto é, todos os tipos de vinho, fermentados ou não-fermentados. Há passagens bíblicas, que a palavra yayim aplica-se a todos os tipos de vinho fermentados, ou seja, o suco de uva fermentado (Gên 9.20,21; 19.32-35; 1 Sam 25.36,37), este é o tipo de vinho embriagante. A fermentação é processo pelo qual o açúcar do suco de uva, converte-se em álcool e, em dióxido de carbono. Os judeus não bebiam o vinho (yayim) fermentado puro, adicionavam água e outros líquidos para enfraquecê-lo. Ver mais adiante. E, em outras passagens bíblicas, também se usa palavra yayim com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Podendo referir-se a suco fresco da uva espremida (Is 16.10). O profeta Jeremias até chama yayim o suco dentro da uva (Jer 40.10,12). Há outra evidência que yayim, às vezes, refere-se ao suco não-fermentado, o suco nutritivo da uva; observamos em Lamentações, onde o autor descreve as crianças pequenas (nenês de colo) e as maiores, famintas e angustiadas, clamando às mães, pedindo seu alimento normal de «trigo e vinho» (yayim); sem dúvida, era vinho não embriagante (Lam 2.12). A palavra hebraica yayim é etimologicamente igual ao grego oinos e, ao latino vinus. -> para ver sobre o vinho que deve ser tomado na Santa Ceia.




A Segunda palavra hebraica traduzida por vinho é tirosh, que significa «vinho novo» ou «suco das uvas». Tirosh ocorre 38 vezes no A.T.; nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Is 65.8), ou o suco doce de uvas recém-colhidas (Núm 18.12; Deut 11.14 Nee 10.37; Prov 3.10; Joel 2.24). Nota-se, que este tipo de vinho (tirosh) é aquele que Yahweh disse «haver bênção nele» (Is 65.8). A palavra tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado.



Na Páscoa realizada no Egito não se usou vinho, nem havia ordem alguma da parte de Yahweh para que fosse usado. Portanto, de início, o vinho não fazia parte da refeição da Páscoa, mas foi acrescentado mais tarde. Quando Jesus celebrou a Ceia Pascal pela última vez com seus apóstolos, por conseguinte, o vinho na ocasião estava na mesa e, foi convenientemente utilizado por Ele em instituir a comemoração de sua morte, quando disse «isto é o meu sangue» (Mat 26.28; Mc 14.24). Não podemos determinar quando é que tal prática veio a ser introduzida nas ceias pascais, pois não há no A.T. alguma menção sobre o uso do vinho nestas Ceias. Contudo, cremos que os judeus já usavam o vinho como parte integrante da Páscoa na época do Antigo Testamento. Sem dúvidas, o vinho, tornou-se a bebida indispensável nas Ceias pascais, por duas principais razões, que são:



1) Desde os tempos mais remotos, o vinho, o pão e outros alimentos são freqüentemente mencionados juntos (1 Sam 16.20; Gên 14.18; Cant 5.1; Isa 22.13; 55.1). Sendo do uso comum, «o vinho e pão» representavam o sustento essencial do corpo; por exemplo; Melquisedeque deu «pão e vinho» a Abraão (Gên 14.18-20; Sal 14.15). O vinho era parte integrante de banquetes (Est 1.7; 5.6; 7.2,7,8), de festas de casamento (João 2.2,3,9,10; 4.46), de refeições (Gên 27.25; Ecles 9.7), e de outras ocasiões festivas (1 Crôn 12.39, 40; Jó 1.13,18). Estas referências citadas comprovam o uso comum do vinho pelos judeus. Portanto, fazia jus, o vinho (tirosh) estar presente também na Ceia pascal e, nos sete dias da Festa dos Pães Asmos.



2) O Vinho veio a constituir no emblema apropriado do sangue. O emblema é tão apropriado do sangue que, as Escrituras Sagradas referindo-se ao mosto da uva, tendo em vista, a sua cor rubra, empregam-lhe o nome de «sangue da uva» (Gên 49.11; Deut 32.14). É evidente que, o vinho, foi a bebida adequada, instituída por Yahweh para fazer parte da Ceia pascal. O Senhor Jesus Cristo, na noite em foi traído tomou o cálice de vinho, dando graças, disse; «Porque isto é o meu sangue [simbolicamente], o sangue do Novo Concerto, que é derramado por muitos para remissão dos pecados» (Mat 26.27,28).



Sendo assim, qual era o tipo de vinho usado na semana pascal? Fermentado ou não-fermentado? Sem nenhuma dúvida que, o vinho usado durante a semana da Páscoa, isto é, na Ceia pascal, bem como nos sete dias da Festa dos Pães Asmos, era do tipo «não-fermentado», «não embriagante». Pois, durante a semana da Páscoa, os israelitas não podiam beber líquidos fermentados, nem mesmo provar o pão com fermento. Disse o Senhor Jeová aos israelitas; «Sete dias se comerão pães asmos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos» (Êx 13.7). Uma vez que o Evento da Páscoa prefigurava o Perfeito sacrifício de sangue, isto é, o sangue incontaminado de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (o Cordeiro de Deus), conclui-se, que não podia haver deturpação naquilo que simbolizava o sangue de Jesus Cristo (Êx 34.25; Lev 2.11; 6.17; 1 Cor 5.7,8). Além disso, aquele que usasse fermento na semana da Páscoa era excluído da convivência entre os filhos de Israel (Êx 12.15,19).



O Preparo do Vinho para a Ceia Pascal



Segundo os dados históricos sobre o preparo do vinho pelos judeus e por outras nações dos tempos bíblicos, mostram que o vinho era: «Freqüentemente não-fermentado» e, em geral, «misturado com água». Entre os judeus dos tempos bíblicos, os costumes sociais e religiosos não permitiam o uso do vinho puro, tanto o vinho fermentado como não-fermentado. Várias proporções de misturas adotadas, eram citadas pelos gregos e romanos. Há menção de uma proporção de «vinte» partes de água para uma parte de vinho; por exemplo; 20 litros de água para 1 litro de vinho. Isto era válido tanto para o vinho velho, fermentado, como para o não-fermentado. O Talmude judaico cita em vários trechos, sobre a mistura de água com vinho. Certos rabinos insistiam que, se o vinho fermentado não fosse misturado com três partes de água e uma parte de vinho, era considerado indelicadeza, não podia ser abençoado e contaminava quem o bebesse. Outros rabinos exigiam «dez» partes de água no vinho fermentado para poder ser consumido. Por exemplo; nos dias do A.T. e N.T., havia vinho de toda espécie, vinhos novos e velhos, simples e mistos, alguns, diretos da uva; outros, fervidos e concentrados; alguns, doces e espessos com mel; alguns, misturados com água e com leite e, outros misturados com substâncias entorpecentes. Desses vinhos, alguns eram fermentados, outros não (Nee 5.18; Prov 9.2.5; Cant 5.1; 8.2; Isa 5.22; Mat 27.34).



O Perigo do Vinho Embriagante. Aquele que está em Cristo, deve abster-se do vinho embriagante. Yahweh declarou expressamente que o Seu povo devia abster-se do vinho (yayim) fermentado e embriagante (Prov 23.29-35; Rom 14.21; Efés 5.18; 1 Tim 3.3; Tito 2.2). «...O vinho [embriagante] é escarnecedor, e a bebida forte, alvoraçadora; e todo aquele que neles errar não será sábio...» (Prov 20.1). A Bíblia descreve os maus efeitos do vinho embriagante na história de Noé (Gên 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez o vinho embriagante da uva e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e a tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã, seu neto. O vinho embriagante também contribuiu para o incesto que resultou em gravidez nas filhas de Ló (Gên 19.31-38). Portanto, concluímos que, o vinho usado na semana da Páscoa, era; «não embriagante» (sem fermentação), e também «misturado com água». Vede sobre «Vinho usado na Ceia do Senhor Jesus».

Auto-Exame antes da Ceia

Há Necessidade, de se fazer um Auto-Exame rigoroso, nos 07 dias que antecedem a celebração da Santa Ceia: Em 1 Coríntios 11.28, disse Paulo: «Examine-se pois o homem a si mesmo e assim coma deste pão, e beba deste cálice». A palavra grega para «examinar» é dokimazetõ que significa «testar como a metais». O dicionário Aurélio, define o termo examinar como: «analisar com atenção e minúcia», «ponderar ou meditar sobre», «submeter a exame», «observar», «sondar», «observar a própria consciência». O auto-exame é aqui determinado como modo de levar o crente a participar dignamente da Ceia do Senhor Jesus. Trata-se então de um rigoroso auto-exame. É extremamente necessário, fazermos este auto-exame, a fim de garantir com maior precisão, se estamos ou não em condições de participar da Santa Ceia. Cada crente em Cristo precisa fazer uma investigação de si mesmo. É preciso que enfrente honestamente os seus pecados, com o propósito de abandoná-los. Nos dias de hoje este rigoroso auto-exame é deixado de lado, desprezado. Todavia, tal exame, que resultará em arrependimento, produzirá a «dignidade» que o crente precisa possuir, a fim de participar apropriadamente da Ceia do Senhor Jesus. Este auto-exame não é uma atitude de última hora, a ser tomada. A Santa Ceia não é como muitos pensam, ela é um ato muito Sagrado. E, esta verdade o leitor irá concluir quando passar a conhecer os propósitos divinos a seu respeito. - Para que se possa garantir com a mais possível precisão, se estamos ou não em condições de participar da Ceia do Senhor Jesus, é indispensável à observância de quatro requisitos fundamentais, que são:




1. Conhecer o Valor e o Propósito da Santa Ceia: A falta de conhecimento da Igreja a respeito da Santa Ceia, é algo muito assustador. O conceito que ela tem acerca da Santa Ceia, é completamente antagônico, quando comparado com os princípios bíblicos e éticos que norteiam o mandamento sobre a Celebração da Santa Ceia. Além disso, não basta um conhecimento parcial, mas sim, um conhecimento profundo (João 5.39).



Os cristãos de Corinto estavam tendo uma visão muito distorcida da Ceia do Senhor Jesus, comparavam-na, com àquela tradicional Festa de Amor e, com isso não se examinavam antes de comer o pão e de beber o cálice do Senhor Jesus e, para complicar participavam indignamente da Mesa do Senhor Jesus (1 Cor 11.27-29). Porventura, não é este mesmo tipo de visão que muitos estão tendo nos dias atuais da Ceia do Senhor Jesus? A Igreja de Jesus Cristo, não pode continuar na ignorância, alheia deste assunto (conhecer sobre a Santa Ceia), ela precisa se corresponder com plena realidade, dos propósitos da Santa Ceia, caso contrário, não poderá discernir nos seus elementos o Corpo e o Sangue de Cristo. Se falarmos que a Igreja atual nada sabe sobre a Santa Ceia, é óbvio que não estamos brincando e nem querendo assustar ninguém, falamos assim é porque temos a absoluta certeza disso. Basta examinar os estudos sobre esta doutrina, a qual foi escrita sob a orientação do Espírito Santo e, compará-la com a Ceia que vem sendo celebrada nos dias de hoje. Afirmamos, todos estão equivocados a respeito da Ceia do Senhor Jesus! - Afinal de contas, quem são os verdadeiros responsáveis por desviar a Igreja da verdade? Claramente que são os "líderes" (pastores), são eles que devem apascentar o rebanho de Cristo, são eles os responsáveis em ensinar a Igreja de Cristo na senda da verdade (João 21.15-17, Atos 5.42; 20.27,28; 1 Tim 3.2; 4.13; 2 Tim 2.24; 1 Ped 5.1-3). É verdade, que é de praxe ouvirmos aqueles sermões no dia da celebração da Ceia. Mas se pergunta, qual é o aprendizado da Igreja ao ouvir a estes sermões improvisados? Certamente e claramente, nada!. Além disso, sempre se dá ênfase sobre o lado negativo, como; «toma cuidado para não participar indignamente da Santa Ceia». Realmente é preciso que cada um saiba o que pode acontecer consigo, quando participa indignamente dela (1 Cor 11.27-30). Mas é preciso também que todos estejam conscientes sobre as bênçãos e o conforto espirituais transmitidos pelo Espírito Santo quando se celebra a Ceia do Senhor Jesus, desde que seja celebrada de modo correto e ordeiro. Vede sobre «A Segurança para Aqueles que Participam da Ceia do Senhor Jesus».



É preciso que os lideres (pastores e outros), se empenham com todo afinco no ensino ao rebanho de Cristo, ministrando, contudo, um ensino real, substancial, eficaz e contínuo da Palavra do Senhor Jesus. Não basta ensinar raramente a Igreja, pois, é preciso que todos tenham um conhecimento profundo sobre a Santa Ceia. Cada participante da Santa Ceia deve saber; «porque participo da Santa Ceia?», «como deve ser as minhas condições para celebrá-la?», «qual a sua relação com o sacrifício de Cristo?», «quais são as bênçãos que recebemos por celebrá-la?»



Por falta de noção sobre a Santa Ceia, muitos a celebram como se fosse apenas uma tradição da Igreja e, não como uma das ordenanças de Cristo à Sua Igreja. Assim sendo, se alguém que recebeu o devido ensino sobre as regras que regem à observância da Santa Ceia, mas, mesmo assim insistir em celebrá-la «indignamente», não fazendo caso do seu caráter sagrado, tal transgressor receberá de Jesus a justa retribuição, de maneira que se merece (1 Cor 11.27-30). Todavia, se alguém participar dela «indignamente», inconsciente do pecado que estava cometendo, porque não foi suficientemente instruído pelo pastor, tal pastor também será culpado pelo pecado desta pessoa (Ezeq 3.16-19; 33.7-9; Heb 13.17). Portanto, a obrigação e o dever e a necessidade de se fazer um auto-exame é de cada participante da Santa Ceia , mas, a responsabilidade pelo ensino é dos lideres, dos mestres.



2. Cultivar uma consciência sadia, pura, santa: A etimologia do vocábulo «consciência» é no grego syneidesis, equivalente ao latino conscientia. Syneidesis, que deriva de syn «com» e eidesis «conhecimento», e assim significa «conhecimento consigo mesmo». A consciência é o sentimento ou percepção (uma voz secreta) do que se passa em nós, um testemunho ou julgamento da alma, aprovando ou não nossos atos (Rom 2.15; 9.1; 2 Cor 1.12). Ela também pode ser treinada por pensamento e ato, convicções e regras implantadas na mente da pessoa por estudo e experiência. Baseada nestas coisas a consciência faz uma comparação com proceder adotado ou pretendido. Daí ela soa como alarme quando as regras e procederes estão em conflitos, a menos que a consciência esteja cauterizada, tornada insensível por continuas violações de seus avisos.



É preciso, que a consciência de cada cristão verdadeiro seja devidamente educada pela Palavra de Jesus Cristo. Visto que a consciência precisa ser plena e precisamente educada, treinada pela Palavra de Nosso Deus para fazer avaliações corretas, a consciência não treinada pode ser fraca. É possível violar a consciência a ponto de não ser mais limpa e sensível, ou seja, ela se torna contaminada, cauterizada e finalmente insensível (1 Cor 8.7,12; 1 Tim 4.2). Quando isso acontece, ela não pode mais dar avisos, nem prover orientação segura (Tito 1.15). Porventura, não é assim que está acontecendo com muitos? Estão sempre a pecar (com propósitos), quando repreendidos, dizem apenas que as suas consciências não lhes acusaram. Isto porque ela está contaminada e sem sensibilidade. O verdadeiro cristão, precisa ter uma consciência pura, santa. Pois, uma pessoa que se diz crente em Jesus Cristo, mas, anda com uma consciência cauterizada, pode e age pior de que um incrédulo (1 Tim 4.1,2). Todavia, sigamos o exemplo de Paulo que disse: «E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens» (Atos 24.16).



É necessário fazermos um exame da nossa consciência, a fim de avaliarmos o seu nível de pureza. Após certificarmos que ela está pura e sem nenhuma acusação, então, temos certeza que os nossos procedimentos tem se correspondido com vontade do Senhor Jesus Cristo (Heb 12.2). Uma consciência pura é o passo decisivo para a nossa santificação, para que assim possamos participar da Santa Ceia do Senhor Jesus, sem medo algum de estarmos contrariando as normas que regem a sua observância e nem de sermos condenados por Cristo (Atos 23.1; 1 Tim 1.5,19; 3.9; 2 Tim 1.3; 1 Ped 3.16,21). Temos que dar acesso ao Espírito Santo à nossa consciência, para que Ele possa influenciá-la.



3. Cultivar a Comunhão com Cristo e com a sua Igreja: A «comunhão» (gr koinonia) é o ato ou condição de compartilhar das mesmas idéias, propósitos, valores, sentimentos, aflições, fé, amor, etc. (Ver Atos 2.42, 44; 4.32; 2 Cor 8.23; 9.13; Rom 11.7; 15.26; Gál 2.9 Filip 1.5, 7; 1 Ped 5.1; 1 João 1.3 ss.). Como a Ceia do Senhor Jesus é um ato de «comunhão», então, não pode ser compartilhada por aqueles que não estão em «comunhão» com Cristo e com os demais membros do Seu Corpo. A Santa Ceia surge da unidade e produz a unidade. Ela não pode ser usada como ponto de partida da nossa comunhão. É comum ouvirmos a seguinte expressão; «no dia da Ceia eu vou voltar à comunhão com Cristo e com a Igreja», para estes, a Ceia é o momento propício para se começar a comunhão. Até se tornou rotina alguns abusarem da Ceia, usando este dia para promover o perdão. Com isso, é comum deparamos com aquelas «filas de perdão nas Ceias». Para muitos, estes dias mais se parecem como sendo o dia do perdão (uma espécie de Yom Kippur dos judeus, ou seja, o Dia da Expiação) do que da Ceia.



A Ceia de Cristo é a continuação da nossa comunhão e não o início dela. Por conseguinte, celebrarmos a Santa Ceia significa externarmos a nossa comunhão com Cristo (e, Cristo conosco) e com a Sua Igreja (1 Cor 1.9; 10.16), esta comunhão requer separação do pecado. Quem esta em comunhão com demônios não pode participar da Ceia do Senhor Jesus. Embora seja capaz de tomar os elementos indignamente, para a sua própria condenação (1 Cor 10.21). Simplificando, a celebração da Santa Ceia é para aqueles que estão em comunhão com Cristo e com a Sua Igreja e, não para aqueles que querem entrar em comunhão (1 João 1.6,7). A comunhão descrita acima, deve ser alcançada antes da celebração da Santa Ceia e não no dia dela.



A Santa Ceia é de caráter completamente festivo, é uma reunião que nos transmite alegria. Por isso é uma reunião bem diferente das demais, pois, é uma das mais importantes reuniões da Igreja de Cristo. Na Santa Ceia, o Cristo Vivo é o hospedeiro presente. Ao participarem do alimento, os adoradores participam de tudo quanto Cristo fez em favor deles. Tal associação tão íntima permite-nos um companheirismo similar uns com os outros. Não é a Igreja que oferece a Cristo em comunhão; mas Cristo se ofereceu a si mesmo de uma vez para sempre (Heb 7.27; 9.25,26; 10.10; 12.14.18); e agora Ele traz à Igreja o pão e o vinho, não como uma oferta e, sim, para serem comido e bebido, a fim de que, por esse intermédio, Ele nos dê de Seu próprio Corpo e de Seu próprio Sangue, para nossa nutrição, de conformidade com a sua promessa. O Pão e o Vinho tornaram-se símbolos do Corpo e do Sangue de Jesus. Misticamente falando, é através da comunhão com Seu Corpo e com Seu Sangue que temos a redenção. Por se tratar de reunião diferente, a celebração da Santa Ceia não pode ser confundida e nem misturada com outras reuniões. Por isso quando a Igreja de Cristo se reunir para celebrar a Santa Ceia, todos os outros trabalhos da Igreja devem ser interrompidos neste dia, o alvo deve ser exclusivamente a celebração da Ceia do Senhor Jesus. Não deve de maneira alguma esta reunião, ser preenchida por outros trabalhos, como vem acontecendo nos dias de hoje, quando a Ceia na verdade fica reservada para o período final da reunião, enquanto, que todo o tempo (da reunião) passa a ser preenchido por atividades que nas muitas vezes, não se correspondem com o caráter essencial da reunião. Por isso, quando a Igreja for se reunir para celebrar a Ceia do Senhor Jesus, o caráter da reunião deve ser única e exclusivamente voltado para ela. Em fim, somente irão participar da reunião e da celebração da Santa Ceia, os que estiverem em comunhão (isto não é um ato de exclusivismo, mas, de comunhão). Se, porventura, alguém neste dia se reconciliar com Cristo e com a Sua Igreja, amém, contudo, não poderá celebrar a Santa Ceia. Vede o item seguinte.



4. Cultivando e Priorizando a Nossa Santificação: Santificação (gr agiasmos) significa «tornar-se santo», «consagrar», «separar do mundo» e «apartar-se do pecado», a fim de termos ampla comunhão com Cristo e servi-lo com alegria (1 Cor 6.14-18). Todos aqueles que aceitam a Jesus Cristo como Seu Salvador pessoal e, a Sua Palavra como regra de fé e conduta, deverão palmilhar-se neste Caminho Santo, em «santificação» (Efés 4.20-32). O povo de Jesus Cristo de deve ser Santo, diferente e separado de todos os outros povos. A Santidade é por Excelência a Natureza de Yahweh dos Exércitos e, por isso o Seu povo é exortado para que sejais santos, assim como Ele é (Lev 11.44; Is 8.13: 1Ts 4.1-8; 1 Ped 1.15,16). O verdadeiro cristão deve deferir da sociedade em redor, quanto a comer, beber, falar, vestir-se e, pela rejeição de todos os costumes pecaminosos e sociais dos ímpios, de tal modo que o Nome de Jesus Cristo seja glorificado no seu corpo (Sal 1.1; 1 Cor 6.20; 10.31; Gál 5.19-21; Efés 4.29; Col 3.5; 1 Ped 2.11,12). «Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver» (1 Tess 5.23; 1 Ped 1.15). A santidade é o alvo e o propósito da nossa eleição em Cristo Jesus (Efés 1.4); isto significa ser semelhante a Ele (2 Ped 1.4), ser dedicado a Ele, viver para agradar a Ele e pertencer a Ele (Rom 6.19-22; 12.1; Efés 2.10; Heb 12.14; 1 João 3.2,3). Sem santidade ninguém pode ser útil a Cristo (2 Tim 22.19-22) e, sem santificação ninguém verá a Deus (Sl 15.1-5; Mat 5.8; 1 João 3.2-7). Vede «Santificação e Santa Ceia»



Meios de Santificação: Somos santificados mediante a fé (Atos 26.18; Heb 11.6), pela união com Cristo na Sua Morte e Ressurreição (João 15.4-10; Rom 6.1-13; 1 Cor 1.30), pelo sangue de Cristo (Heb 13.12; 1 João 1.7-9), pela Sua Palavra (João 17.17; Efés 5.26), pela comunhão mística com o Espírito Santo, que se caracteriza pelo Seu poder regenerador e santificador em nossos nossas vidas (Jer 31.31-34; Rom 8.13; 1 Cor 1.2; 6.11; 2 Tess 2.13; 1 Ped 1.2). Ficando claro, que a santificação é uma obra do Espírito Santo, juntamente com a cooperação do Seu povo (2 Cor 7.1; Filip 2.12,13; 1 João 3.3). Para cumprir a vontade Divina quanto a santificação, o crente deve participar da obra santificadora do Espírito Santo, ao cessar de praticar o mal (Isa 1.16; Amós 5.15; Rom 12.9; Heb 1.9), ao se purificar de toda a imundícia da carne e do espírito (Rom 6.12,13; 2 Cor 7.1; Gál 5.16-25; 1 Ped 2.11) e, ao guardar-se da corrupção do mundo (Sal 1.1; Rom 6.19; 8.13; Efés 5.18; Tiago 1.27; 4.8; 1 João 2.15-17)